Construindo coletivamente para impulsionar a escola inclusiva
- Organiza‘Quererla es Crearla’ e Departamento de Teoria e História da Educação e M.I.D.E. da Universidade de Málaga.
- Data: 22 de outubro de 2022, das 10:00 às 20:00.
- Local: Ateneo La Maliciosa. Rua Peñuelas 12, Madrid.
- Informações e inscrições: www.creemoseducacioninclusiva.com/workshopcrearla
Resumo
O WorkshopCrearla é um encontro entre famílias, estudantes e profissionais no qual compartilharemos um diagnóstico da realidade escolar em relação à inclusão, construído coletivamente nos últimos 4 anos. A partir desse ponto de partida, pretende-se gerar um diálogo igualitário no qual se criem linhas estratégicas para continuar trabalhando de forma participativa, organizada e sistemática durante o próximo ano. Não é um congresso nem um curso comum. Trata-se de um encontro no qual cada participante se compromete com a transformação do sistema educativo.
De onde viemos, para onde vamos
O WorkshopOrienta
Em fevereiro de 2018, celebramos o principal precedente deste encontro na Universidade de Málaga. O WorkshopOrienta foi um encontro de trabalho realizado que visava estabelecer uma comunicação igualitária entre profissionais das escolas e famílias com filhos e filhas escolarizados, com a ideia de realizar uma avaliação da experiência da orientação nas escolas do estado espanhol, que têm de ser inclusivas. Para isso, foram convocadas um dia intensivo de assembleias, exposições e oficinas para pessoas envolvidas na inclusão educacional, que terminaria com linhas estratégicas para continuar trabalhando pela transformação necessária das escolas. Aquele trabalho foi o germe de muitas ações desenvolvidas ao longo dos anos seguintes por diferentes pessoas e coletivos.
O Workshop não foi um curso nem um congresso. Não foi concebido como um evento em que alguns assistem como ouvintes e outros expõem. Foi um encontro de trabalho colaborativo, em que dialogamos intensamente para fazer uma análise da realidade escolar e da orientação em particular, e para gerar linhas estratégicas em que seguir avançando. Foi um encontro presencial, mas também houve um papel fundamental desenvolvido através de quem não pôde participar fisicamente. O encontro estaria dividido em sessões plenárias (assembleias) e oficinas por grupos em que seriam desenvolvidas as linhas geradas nas assembleias. As sessões plenárias foram transmitidas ao vivo em streaming, e o encontro chegou a ser tendência no Twitter graças a toda a participação de casa.
Mas houve algo mais. Durante as semanas prévias ao encontro, após uma convocatória aberta, foram gerados e publicados vídeos de cerca de 3 minutos em que as participantes esboçavam suas histórias de escolarização, e contavam uma dor e uma alegria associadas a ela, descrevendo o papel desempenhado nela pela Orientação. Quisemos que a dor e a alegria, que têm nome e sobrenome, tivessem espaço no encontro, porque precisamos saber o que vivem os estudantes, as famílias e os profissionais nas escolas.
Desta forma, as pessoas não participantes geraram o contexto do próprio encontro presencial, e participaram através do Twitter nas sessões de trabalho. As sessões foram extraordinárias, e a partir de então, muitas das pessoas participantes se puseram em marcha. Pode consultar-se aquele encontro clicandoAQUI.
Fomos tomando consciência como coletivo a cada relato e a cada experiência que era contada. Ao mesmo tempo, a ideia de que nossa condição biológica não é o problema, mas sim a “desculpa” para manter um sistema que se alimenta da segregação, ia tomando forma. Estela Martín, mãe e ativista, Andaluzia.
As conversas sobre a escola (inclusiva)
Dois anos depois do WorkshopOrienta, entre Maio e Junho de 2020, enquanto sofriamos o confinamento rigoroso devido à pandemia de COVID-19, foram realizadas uma série de“Conversas sobre a escola (inclusiva)” que eram compartilhadas nas redes sociais. Essas conversas pretendiam ser um espaço para pensar publicamente sobre a realidade que vivemos em nossas escolas e para projetar a escola que desejamos.
Gostaria de ter colegas. Na verdade, não tive colegas. Tive professores. Gosto que confiassem e acreditassem em mim. Já saí da escola, eles não confiavam nada em mim e… Eles me vigiam o tempo todo. (Eu teria querido) que me apoiassem e me ensinassem.Mar,estudante egresso(a) do ensino médio, Ferrol.
As sessões foram gravadas e divulgadas nas redes sociais, ao mesmo tempo em que eram utilizadas para fins de pesquisa pedagógica. Mais de 200 pessoas de diferentes nacionalidades se inscreveram nas conversas, motivo pelo qual os encontros foram divididos operacionalmente por coletivos, nos quais participaram inicialmente apenasfamílias, depois estudantes, profissionais, equipas de gestão, investigadores/as e responsáveis políticos no Congresso dos Deputados. Apesar de realizar encontros por coletivos, a ideia era que todas as pessoas inscritas pudessem assistir ao restante dos debates, e convidou-se o resto da cidadania a acompanhá-los e comentá-los nas redes sociais. O exercício de escuta foi fundamental para todo o processo.
Como fruto de todo ello, ficam para reflexão e análise as sessões gravadas daqueles dias, que já estão sendo utilizadas para processos de formação de professores, com dezenas de milhares de visualizações. Por outro lado, desses encontros nasce um documento para o debate legislativo, tanto no âmbito nacional quanto no autonômico. O texto, de download gratuito, leva por título “Análise e propostas para uma nova Lei Educativa. Conversas da cidadania sobre a escola inclusiva” (Octaedro, 2020). Toda a informação sobre as conversas pode ser encontrada clicandoAQUI.
Começar a focar em questões que estão aí e que são desconfortáveis para a escola, para a administração, para os sistemas e abandonar um pouco os olhares tão psicobiologicistas sobre o que acontece nas escolas. Por isso, acredito que deveríamos enfrentar o desafio tão incômodo para alguns de começar a falar mais seriamente e a fazer mais barulho sobre as pressões excludentes na gramática escolar.” (Ignacio Haya, Pesquisador da Universidade de Cantabria).” Ignacio Haya, pesquisador, Universidade de Cantabria.
Trabalhando para a construção do sonho
Tanto o Workshop de 2018 quanto as Conversas sobre a escola (inclusiva) constituíram diagnósticos participativos para conhecer a realidade. São narrativas construídas através do diálogo de um numeroso grupo de pessoas para a transformação de ideários coletivos. A partir deles derivaram uma série de trabalhos que respondiam ao descoberto nesses dois grandes momentos de criação coletiva.
Trata-se de propostas que pretendem canalizar novas formas de enfrentar a realidade explorada. Ou seja, criar novos caminhos através de diferentes formas de participação, que desembocam em uma ampliação da experiência dos participantes e na produção de guias e materiais úteis para construir inclusão. Dentre todas elas destacam-se os seguintes trabalhos:
O primeiro é uma Pesquisa-Ação Participativa desenvolvida no CEIP “La Parra” de Almáchar (Málaga), uma experiência que está servindo para formar outros centros e da qual emana um guia para favorecer a convivência na escola. Mais informações podem ser consultadas em https://bit.ly/3Ng6p6R.
O segundo é um Grupo de Trabalho sobre Avaliação Psicopedagógica Inclusiva, com mais de 2 anos de reuniões periódicas gravadas, formado por cerca de 50 orientadores e orientadoras de todo o estado que constroem uma nova proposta de avaliação psicopedagógica alternativa, como peça-chave na construção da escola inclusiva. Mais informações em https://bit.ly/3ImS5Yv.
O terceiro é um Grupo de Trabalho de Estudantes pela Inclusão. Durante mais de 1 ano, foram gravados encontros periódicos com estudantes de todo o estado. Juntos construíram um guia para que os próprios estudantes promovam a inclusão em suas escolas. O trabalho deste grupo pode ser consultado em https://bit.ly/3PcliHQ.
O quarto Grupo de Trabalho de Famílias Ativistas pela Educação Inclusiva, construiu a campanha de divulgação pela educação inclusiva “Quererla es crearla”. A campanha é composta por vários vídeos, destacando-se o que lhe dá nome (disponível em https:// youtu.be/ze1K3X5-NTY) e uma página web (https://creemoseducacioninclusiva.com), que aglutina todo o trabalho prévio, assim como uma seleção de textos legais para defender a escola inclusiva e textos científicos que a sustentam. Por outro lado, este coletivo desenvolveu o guia “Como discordar”.
Por último, todo este trabalho culmina com o Documentário “Educação inclusiva. Quererla es crearla”, dirigido pela cineasta Cecilia Barriga, que estreia em 21 de outubro de 2022 (um dia antes do WorkshopCrearla), no Museu Nacional de Arte Reina Sofía.
Envolvemos pouco a pouco todos os estudantes e os colegas para se juntarem. E para que todos estivessem juntos. Mas começamos um pouco tarde. Se tivéssemos começado antes, já teríamos mudado um monte de coisas. Mas isso, pouco a pouco, vai sendo conseguido.Amanda, estudante do Ensino Secundário do CEIP La Parra, Almáchar.
Algumas pinceladas sobre a investigação em que se enquadra
Narrativas emergentes sobre a escola inclusiva a partir do modelo social da deficiência. Resistência, resiliência e mudança social
Este projeto de pesquisa parte de três premissas, muito relacionadas com o Workshop que se apresenta nestas páginas:
- 1) O ativismo das pessoas com deficiência e seu entorno promove a inclusão educacional e a mudança social.
- 2) Os saberes que emanam do Modelo Social da Deficiência permitem questionar e melhorar as escolas.
- 3) As redes de apoio mútuo e resistência favorecem processos de resiliência.
A partir destas ideias, a investigação pretendeu resgatar histórias de ativismo de famílias, estudantes e profissionais que estão lutando decididamente para fazer da escola um lugar onde toda a infância encontre o reconhecimento através da presença, da aprendizagem, da participação e do sucesso nas etapas pré e obrigatórias. Documenta e analisa as experiências de quem está lutando para que se cumpra o artigo 24 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificado pela Espanha (ONU, 2006). No entanto, a investigação vai muito além destes termos descritivos e jurídicos.
O estudo documenta as novas narrativas sobre deficiência e educação inclusiva que se originam neste coletivo, a fim de reconhecer seu valor e difundi-las; aprofundou as concepções educativas, experiências e práticas profissionais envolvidas nos processos de inclusão escolar; ajuda a compreender os mecanismos de colaboração que esses coletivos utilizam; e, por último, criou recursos que tornam visíveis e alimentam novas concepções sobre a diversidade funcional e que articulam propostas para promover a educação inclusiva. É isso que fundamentalmente se pretende com oWorkshopCrearla, a partir de todo o trabalho desenvolvido até o momento.
Para alcançar esses objetivos, a equipe de pesquisa se introduziu etnograficamente nas coordenadas de pessoas que estão construindo narrativas muito além das fronteiras convencionais do que entendemos por escola, e que estão tentando forçar a transformação da instituição através de novas elaborações culturais e cartografias vitais e sociais. Foi utilizada a metodologia biográfico-narrativa por entender que ela se adequa perfeitamente às pretensões do estudo. Dentro dessa metodologia, foram usadas diferentes fórmulas metodológicas: a elaboração de abundantes micro-histórias de vida ou narrativas autobiográficas, a construção de 6 histórias de vida em profundidade de famílias, estudantes e profissionais comprometidos com a inclusão, e uma análise documental da legislação vigente em torno da equidade e da inclusão nas escolas. Por outro lado, tudo foi construído dentro de um grande processo de pesquisa-ação participativa, no qual se entende que é o povo comum, e não uma equipe de pesquisa externa, quem realmente investiga sua realidade para transformá-la.
O trabalho foi desdobrando diferentes relatórios que estão sendo publicados em dois formatos: o texto e o formato audiovisual. Por fim, o relatório audiovisual, que será lançado em 21 de outubro de 2022, como dissemos, no Museu Nacional de Arte Reina Sofía, será objeto de sendos análises desenvolvidos através de dois grupos de discussão, um deles com um coletivo de ativistas em defesa da diversidade funcional.
A investigação pretende a compreensão, mas também a expressão de pessoas e coletivos que muitas vezes não são legitimados nas suas construções. Portanto, a investigação é em si transformadora e uma ferramenta para a mudança social. Além disso, os achados pretendem servir como orientação para futuras propostas mais orientadas para a ação. Estas narrações e as análises que delas derivarem serão úteis como orientações iniciais para futuras investigações participativas e propostas de ação cidadã que organizem coletivos para tornar mais eficazes as lutas por esta mudança social.
A metodologia proposta permitiu-nos construir as propostas “de baixo para cima”. Isto é, mediante a participação e colaboração. Javier Herrera, paie ativista.
Finalidade do Workshop
O encontro
Gerar um encontro entre famílias, estudantes e profissionais que parte do diagnóstico da realidade escolar em relação à inclusão, construído coletivamente durante os últimos 4 anos. A partir daí, pretende-se gerar um diálogo igualitário no qual se criem linhas estratégicas para continuar trabalhando de forma participativa, organizada e sistemática durante o próximo ano. Não é um congresso nem um curso comum. Trata-se de um encontro no qual cada participante se compromete com a transformação do sistema educativo.
Objetivos do Workshop
Este objetivo do encontro desdobra-se nos seguintes objetivos:
- Promover a construção de redes de colaboração e ativismo pela inclusão.
- Difundir uma avaliação participativa da situação da inclusão escolar, a partir da experiência.
- Proporcionar um espaço para expressar desejos, preocupações, dúvidas e propostas.
- Restabelecer a necessária confiança entre profissionais, estudantes e famílias, através de pessoas comprometidas com a democratização das escolas.
- Desenhar linhas estratégicas para promover o desenvolvimento real e efetivo da escola inclusiva.
- Organizar uma grande Investigação-Ação Participativa para promover a inclusão no sistema escolar estatal.
Bases metodológicas
O WorkshopCrearla fará parte da investigação, assim como os anteriores encontros participativos desenvolvidos neste projeto. Parte da perspectiva de Booth (1998) quando levanta a “tese da voz excluída”: esta metodologia de pesquisa permite alcançar as perspectivas e experiências de grupos oprimidos que não conseguiriam fazer ouvir suas vozes com outras propostas metodológicas. Tanto é que este autor incide no valor de que estas propostas narrativas possam chegar a dar voz até mesmo a quem carece de palavras. Ou seja, a pesquisa trata de questionar e até mesmo romper as relações de poder que dominam as práticas pesquisadoras.
Esta problemática é analisada minuciosamente por Spivak (2006), ao refletir sobre a dificuldade que o sujeito subalterno tem para poder se expressar e ser ouvido. Essa dificuldade reside na ausência de espaços que deem lugar a essas vozes que historicamente foram silenciadas. Tudo isso converge em uma ideia comum: os subalternos não podem falar porque carecem desses espaços para serem ouvidos e são mal interpretados a partir de uma posição hegemônica pelos ‘intelectuais’, modificando seu sentido.
O Workshop trata de fazer frente a esta realidade, ao entender que somente a partir da voz das pessoas nomeadas pela deficiência e seus aliados podem emergir novas narrativas que superem as interpretações hegemônicas da deficiência e da escola, assim como se articular novas ações resistentes que liderem a mudança educativa. Então, trata-se de investigar com, e não tanto investigar sobre, tal como indica Moriña (2017). A pesquisa, então, é entendida a partir de uma perspectiva inclusiva (Parrilla, 2009; Rojas, 2008).
As instituições, e muito concretamente a escolar, roubam a linguagem e o discurso dos estudantes e das suas famílias, o que as deixa desarmadas perante práticas que conduzem as pessoas a itinerários excludentes, à cosificação e à morte social e educativa. Passam a ser definidas pelas escolas, e a linguagem (como discurso e prática) das escolas obriga-as a abandonar as suas demandas. Vão sendo desarmadas e desmobilizadas, em boa medida através do poder da normalidade; as suas diferenças são transformadas em identidades definidas pelo poder.
Nesse processo, os estudantes são forçados a conformar um esquema dicotômico excludente: camuflar-se na norma, renegando as diferenças ou tornar-se o oposto, o anormal. E o anormal deixa de ser reconhecido e ouvido. No entanto, eles sempre tiveram voz. Precisamos, portanto, resgatá-la para podermos conformar novas realidades possíveis. Essa é a abordagem emancipadora (Barton, 2005) que se reconhece às metodologias narrativas, que facilitam transformações sociais e pessoais ao investigar “o incômodo” (Wolgemuth & Donohue, 2006).
Tudo isso, somado à capacidade de dizer verdades desagradáveis da pesquisa participativa (Kemmis, 2006), nos permitirá gerar projetos comuns com base nas palavras das pessoas. A participação das pessoas envolvidas buscará caminhos para a construção coletiva de conhecimento, bem como a produção de linhas estratégicas de ação em colaboração com outros atores. Nesse sentido,o WorkshopCrearla pretende ser o início de um grande projeto de Investigação-Ação Participativa por uma escola inclusiva nos diferentes locais de origem dos participantes.
Obrigado por me deixar ver que não estou louca por acreditar que sim é possível. Maite Gavilán, mãe e ativista.
Aqueles que não têm voz na escola gritaram neste evento. Aqueles que não podem se mover, dançaram alegremente. Cristóbal Gómez, professor.
Dinâmica de trabalho
Como o encontro se articula
O Workshop é uma jornada de trabalho intensivo. O dia será distribuído da seguinte forma:
- 10:00-10:30 h. Apresentação da jornada, ideias para a organização e proposta de trabalho.
- 10:30-12:00 h. Assembleia Plenária. Compartilhando trabalhos desenvolvidos pela comunidade para a transformação do sistema.
- 12:00-12:30 h. Descanso.
- 12:30-14:00 h.Oficinas.Os participantes serão distribuídos pelas diferentes propostas temáticas, distribuídas em diferentes espaços do Ateneu. Trabalho em pequenos grupos.
- 14:00-16:00 h.Almoço
- 16:00-16:30 h. Compartilhamento do trabalho nas oficinas em sessão plenária. 16:30-18:00 h. Continuação do trabalho nas oficinas.
- 18:00-18:30 h. Assembleia Geral.Compartilhamento do trabalho nas oficinas e construção de propostas.
- 18:30-19:00.Pausa.
- 19:00-20:00 h.Assembleia Plenária.Planejamento de ações.
Estão, mas não podem estar
Virtualizar também o evento
Há pessoas que, apesar do interesse em participar deste encontro, não poderão estar presencialmente em Madrid. Para elas, é possível que previamente lhes solicitemos algumas tarefas para contar com as suas perspetivas. Por outro lado, as sessões plenárias serão transmitidas em streaming para que possam ser acompanhadas por pessoas interessadas dentro e fora das nossas fronteiras. Será utilizada a hashtag #WorkshopCrearla no Twitter para que as pessoas que acompanham os debates e o trabalho assembleário possam participar ao vivo.
O dissenso não pode ter sucesso se quem detém o poder não se abre a ouvir quem discorda, para poder construir juntos uma escola melhor. Uma escola que não aceite a injustiça e que defenda os direitos de todas e todos.GuiaComo discordar. Coletivo Radikales Desadaptadas.
“A educação inclusiva não é algo técnico, mas sim uma forma comprometida de ativismo com um projeto humanizador da escola, em que o trabalho orientador se torna em investigação a serviço da democratização do centro, visibilizando a violência que está normalizada nas escolas e reconhecendo o valor e a legitimidade dos saberes de toda a comunidade.GuiaUma avaliação psicopedagógica para a inclusão, Coletivo Alterevaluación.
Assumir a educação inclusiva como direito humano com todas as suas implicações supõe o reconhecimento no contexto escolar do valor intrínseco da pessoa, que a resitua no mundo. Num mundo com história, no qual não ocupámos posições equivalentes. Somente questionando as fronteiras que nos delimitam, e que dividem lutas e sonhos, poderemos construir uma pedagogia inclusiva radical, que se assente, também, no nosso protagonismo na história.Calderón e Echeita, (Em breve), Universidade de Málaga e Universidade Autônoma de Madrid.
Local do encontro, inscrições e contato
Local do encontro: Ateneu La Maliciosa. Rua Peñuelas, 12, Madrid.
Inscrições: www.creemoseducacioninclusiva.com/workshopcrearla.com.
Contato: info@creemoseducacioninclusiva.com.
Referências bibliográficas
Citadas neste dossiê
- Barton, L. (2005). Emancipatory research and disabled people: some observations and questions. Revisão Educacional, 57, 317-327. https://doi.org/ 10.1080/00131910500149325.
- Kemmis, S. (2006). Investigação-Ação Participativa e a esfera pública. Investigação-Ação Educativa, 14 (4), 459-476. https://doi.org/10.1080/09650790600975593.
- Moriña, A. (2017). Investigar com Histórias de Vida. Narcea, Madrid.
- ONU (2006). Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Nova Iorque, NY: ONU. https://bit.ly/2X6oZGC.
- Parrilla, Á. (2009). E se a investigação sobre inclusão não fosse inclusiva? Reflexões a partir de uma investigação biográfico-narrativa. Revista de Educação, 349, 101-117. https://bit.ly/3Irzlad.
- Rojas, S. (2008). A “voz” das pessoas com deficiência intelectual na investigação educativa: repensando as práticas de investigação. Revista de Educação, 345, 377-398. https://bit.ly/3NRxQTO.
- Spivak, G.C. (2006). Can Subaltern Speak? Em C. Nelson & I. Grossberg (Eds.), Marxism and the Interpretation of Culture (271-316). London: Macmillan.
- Wolgemuth, J. & Donoghue, R. (2006). Rumo a uma investigação do desconforto: Guiando a transformação em pesquisa narrativa “emancipatória”.Qualitative Inquiry, 12(5), 1012-1021. https://doi.org/10.1177/1077800406288629.
Algumas publicações do projeto
- CALDERÓN ALMENDROS, I. & RASCÓN GÓMEZ, M.T. (No prelo). Tecendo lutas pelo direito à educação: narrativas coletivas e pessoais para a inclusão a partir do modelo social da deficiência.Pedagogia Social. Revista Interuniversitaria.
- CALDERÓN-ALMENDROS, I. (2018). Privado de direitos humanos. Disability & Society, 33(10), 1666-1671.
- CALDERÓN-ALMENDROS, I. (2019). Diferenças e Desigualdade nas Escolas: As Linguagens dos Povos Oprimidos como Esperança. Ars Vivendi Journal, 11, 2-11.
- CALDERÓN-ALMENDROS, I. & ECHEITA, G. (No prelo). Educação inclusiva como direito humano. Oxford Research Encyclopedia of Education.
- ALONSO BRIALES, M. & VILA MERINO, E. (2019). Pensar coletivamente uma escola melhor. Formação permanente e educação inclusiva. Aula de Ensino Médio, 33, 18-22.
- CALDERÓN ALMENDROS, I. (Coord.)(2019). Tema do Mês: Desafios da educação inclusiva no ensino secundário. Aula de Ensino Secundário, 33, 12-25.
- CALDERÓN ALMENDROS, I. & RASCÓN GÓMEZ, M.T. (2021). Retóricas, possibilidades e infâncias desgarradas. Sobre a educação inclusiva na LOMLOE. Cadernos de Pedagogia, 526, 74-80.
- CALDERÓN ALMENDROS, I. & RASCÓN GÓMEZ, M.T. (Coords.)(2020). Análise e propostas para uma nova Lei Educativa. Conversas da cidadania sobre a escola inclusiva. Octaedro, Barcelona.
- CALDERÓN ALMENDROS, I. e VERDE FRANCISCO, P. (2018). Reconhecer a diversidade. Textos breves e imagens para transformar olhares. Octaedro, Barcelona.
- CALDERÓN ALMENDROS, I.; MORENO PARRA, J. & MOJTAR MENDIETA, L. (No prelo). Desigualdade escolar e discriminação por capacidade em tempos de confinamento. Experiências familiares em processos de investigação participativa. Revista Complutense de Educação.
- CALDERÓN ALMENDROS, I.; RASCÓN GÓMEZ, M.T. & ALONSO BRIALES, M. (2020). Investigar para construir uma educação inclusiva. Em Vila, E. e Grana, I. (Coords.), Investigação educativa e mudança social (pp. 189-209). Octaedro, Barcelona.
- CALDERÓN-ALMENDROS, I., CRUZ MOYA, O. E RASCÓN GÓMEZ, M.T. (2019). Aproximação ao fracasso escolar de estudantes em desvantagem a partir da análise crítica do discurso. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas, 27(49).
- CALDERÓN-ALMENDROS, I.; AINSCOW, M.; BERSANELLI, S. & MOLINA, P. (2020). Inclusão e equidade educacional na América Latina: uma análise dos desafios.Prospects: Comparative Journal of Curriculum, Learning, and Assessment, 49(3), 169-186.
- CALDERÓN-ALMENDROS, I.; MORENO-PARRA, J. & VILA-MERINO, E. (No prelo). Educação, poder e segregação. O relatório psicoeducacional como obstáculo à educação inclusiva.International Journal of Inclusive Education.
- COLETIVO ‘ESTUDANTES PELA INCLUSÃO’, CALDERÓN, I.; MOJTAR, L. & CABELLO, F. (2021).Como tornar sua escola inclusiva.Ministério da Educação e Formação Profissional, Madrid.
- HERRERA FERNÁNDEZ, M.M., MATÉS LLAMAS, C., FARZANEH PEÑA, D. & BARRADO FERNÁNDEZ, S. (2021). Caminhando para a inclusão através da pesquisa-ação participativa em uma comunidade educativa. Revista Latinoamericana de Educação Inclusiva, 15(2), 135-153.
- MARTÍNEZ MARTÍN, M.; CALDERÓN ALMENDROS, I. e VILLAMOR MANERO, P. (2019). O papel da prática na formação de profissionais da educação. Em Vera Vila, J. (Coord.), Formar para transformar. Mudança social e profissões educativas (pp. 133-156). Editorial GEU, Granada.
- MOJTAR MENDIETA, L.; CABELLO FERNÁNDEZ, F. e CALDERÓN ALMENDROS, I. (2021, 2 de dezembro). A voz dos estudantes: uma ferramenta essencial para construir escolas inclusivas. The Conversation.
- MOJTAR-MENDIETA, L. & CALDERÓN-ALMENDROS, I. (2022). Vozes silenciadas liderando mudanças escolares. Enabling Education Review, 10, 28-29.
- MORENO PARRA, J.J. (2021) Educação Inclusiva: do Estatal ao Público. Devenir. 40, 67-90.
- MORENO PARRA, J.J., MOJTAR MENDIETA, L., GONZÁLEZ MILEA, A. (2020). A educação inclusiva em tempos de COVID-19. Aula de Secundaria, 38, 18-22.
- RASCÓN GÓMEZ, M.T. E CABELLO FERNÁNDEZ-DELGADO, F. (2019). Narrativas audiovisuais sobre resiliência e educação sob uma abordagem educomunicativa.Inovação Educativa, 19 (80), 77-92.
- RASCÓN GÓMEZ, M.T. e CALDERÓN ALMENDROS, I. (2019). Desafios da educação inclusiva no ensino secundário.Aula de Secundaria, 33, 12-17.
- SOLDEVILA-PÉREZ, J.; CALDERÓN-ALMENDROS, & I. ECHEITA, G. (No prelo). Minha vida (escolar) é descartável: radicalizando o discurso contra as misérias do sistema escolar. Em J. Collet, M. Naranjo & J. Soldevila (Ed),Lutas globais pela educação inclusiva: lições da Espanha. Springer, Suíça.
- UNESCO-OIE (2022). Alcançando todos os estudantes: uma caixa de recursos da UNESCO-OIE para apoiar a inclusão e a equidade na educação. Escritório Internacional de Educação da UNESCO, Genebra.
- VEGA, C. & DE OÑA, J.M. (2019). Recursos e ideias para desenvolver a educação inclusiva. Aula de Ensino Médio, 33, 23-25.
- VILA MERINO, E. & HIJANO, M. (2022). Transferência do conhecimento e investigação educativa. Octaedro, Barcelona.
