Fragmento do artigo no El País «Uma educação grande num povoado pequeno», por Rodrigo J. García (El País).
Fragmento do artigo no El País «Uma educação grande num povoado pequeno», por Rodrigo J. García (El País).

Uma comunidade que trabalha para transformar as relações na escola e seu entorno

O CEIP La Parra de Almáchar (Málaga) é uma Comunidade de Aprendizagem (CdA) que está se enriquecendo com um processo de Investigação-Ação Participativa (IAP) cujo foco é melhorar a convivência do centro e seu entorno. A IAP desenvolve um trabalho sistemático e rigoroso que conta com toda a comunidade, particularmente com o total do alunado e do corpo docente, que como agentes investigadores de sua realidade desenvolvem análises participativas, escolhem focos de ação coletivamente, desenham e implementam um plano de ação integral e avaliam o processo. Dito projeto faz parte da investigação “Narrativas emergentes sobre a escola inclusiva a partir do modelo social da deficiência. Resistência, resiliência e mudança social”, da Universidade de Málaga. Como singularidade em relação a outras experiências de CdA, aporta um valor agregado ao assumir como desafio uma mudança profunda no modo de olhar e entender “a atenção à diversidade” a partir de um enfoque inclusivo, que incorpora as vozes do alunado e das famílias, para identificar as barreiras à aprendizagem e à participação, gerando com isso oportunidades para todo o alunado sem exceção: “construir uma escola que dê resposta a todas as singularidades para que as crianças vão felizes”, que tenham “oportunidades equivalentes para aprender e se desenvolver” para construir seus próprios projetos de vida e que também se tornem pessoas autônomas e responsáveis que queiram mudar e transformar sua realidade”.

Projetos de IAP focados na mudança educativa, com metodologia inclusiva, como a desenvolvida neste centro, têm um grande potencial para a formação dos profissionais em seu contexto de trabalho e para o desenvolvimento de escolas. É por isso que, como fruto deste trabalho, foi publicada pelo INTEF (Ministério da Educação e Formação Profissional) uma guia para que outras escolas e comunidades escolares possam desenvolver seus próprios processos de crescimento para a inclusão.

Fotografia. Sala de música. Vista frontal de 17 pessoas de diversas idades, participantes do grupo de ação no centro educativo La Parra. Atrás do grupo, um quadro de giz, uma dúzia de pentagramas impressos e vários instrumentos musicais, como tambores.
Guia «Como fazer investigação-ação participativa».
Guia «Como fazer uma investigação-ação participativa».

Como fazer uma investigação-ação participativa

A partir da nossa experiência no CEIP La Parra, construímos este guia com o objetivo de ajudar outras escolas a iniciar e desenvolver um processo de Investigação-Ação Participativa para torná-las mais acolhedoras e inclusivas. Trata-se de uma ferramenta aberta e versátil criada para ser implementada em qualquer comunidade educativa e exemplificada com o nosso processo. Basta introduzir as mudanças necessárias para adaptá-la à sua realidade escolar…

Precisamos que toda a comunidade educativa comece a investigar e que se experimentem diferentes fórmulas que levem ao resultado desejado!

Este guia, publicado pelo INTEF do Ministério da Educação e F.P., irá ajudá-lo no processo de realizar uma Investigação-Ação Participativa na sua escola, tentando gerar conhecimento e transformar a sua realidade com a participação ativa de todas as pessoas envolvidas.

Formamos um movimento social

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Entradilla del programa TESIS, Canal Sur. [Música de fondo] Audiodescripción [AD]: Un grupo diverso de personas entra al campus de la Universidad de Málaga, rodeado de zonas verdes. Se sientan en un banco circular de piedra y comienzan a charlar de forma animada. Primeros planos capturan las expresiones emocionadas y el entusiasmo en sus interacciones. Audiodescripción [AD]: Teresa Racón habla a cámara en una zona verde. Teresa Racón:— Quererla es crearla es un movimiento que tiene un poco sus inicios a partir de un workshopque se celebrou aqui, na Universidade de Málaga. Nele, reuniram-se pessoas de todo o panorama espanhol —professores, alunos, profissionais da educação, orientadores— e, a partir daí, fomos detetando uma série de necessidades que parecia que a escola tinha. Transformações que eram necessárias para torná-la mais inclusiva. Audiodescrição [AD]: Várias pessoas entram no edifício da Faculdade de Ciências da Educação de Málaga. Rótulo: Educando em igualdade. [Música] Audiodescrição [AD]: Mostra-se o átrio da faculdade, seguido de Ignacio Calderón falando para a câmara numa zona verde. Rótulo: Ignacio Calderón, professor da Faculdade de Ciências da Educação da UMA e membro de 'Quererla es Crearla'.Ignacio Calderón:— Surge de vários lugares. Por um lado, do social, do ativismo de muitas pessoas que vêm desenvolvendo trabalho há muito tempo, mas também da universidade, pelo desejo de transformar fundamentalmente como as escolas atendem a toda a população.Audiodescrição [AD]: Um grupo de jovens de diversas idades conversam em um ambiente natural. Pessoas vão se incorporando.Rótulo: O projeto 'Quererla es Crearla' da Universidade de Málaga trabalha em prol de um sistema educativo baseado na equidade e na inclusão.Ignacio Calderón (v.o.):—Então, de alguma forma, há uma união entre os desejos das pessoas de transformar essas escolas e o trabalho que está sendo feito na universidade para apoiar essas pessoas na elaboração de discursos, na construção de novas práticas, na transformação de políticas, etc. Audiodescrição [AD]: Diana Farzaneh fala para a câmera em uma sala de aula do CEIP La Parra. Rótulo: Diana Farzaneh, professora de Pedagogia Inclusiva no CEIP La Parra. Diana Farzaneh:— Os estudantes em situação de exclusão são os estudantes mais vulneráveis, porque não se encaixam dentro desse quadro normativo que entendemos por 'normal', como pode ser o estudante que tem uma orientação sexual diferente da maioria, o estudante que apresenta peculiaridades cognitivas, peculiaridades físicas, peculiaridades na forma de comunicar… Para nós, as diferenças não são um problema, não são uma dificuldade. Queremos meninas e meninos que sejam pessoas que valorizem as diferenças como algo maravilhoso e necessário, e não como um problema o fato de uma pessoa sentir de uma forma diferente de mim. Que uma pessoa pense, se desloque ou fale diferente de mim. Audiodescrição [AD]: O grupo de pessoas participantes abraça-se e ri enquanto a câmara para em cada uma delas. Audiodescrição [AD]: Carmen Moreno fala para a câmara numa zona verde. Rótulo: Carmen Moreno, integrante de 'Quererla es crearla'. Carmen Moreno:—'Quererla es crearla' é um trabalho que, sobretudo, pensamos que é a base para uma escola inclusiva. O germe principal é que toda a comunidade educativa e toda a sociedade entendam e reconheçam o direito à educação inclusiva. Temos de mudar o nosso olhar e a nossa cultura. Audiodescrição [AD]: O grupo entra numa sala de aula do CEIP La Parra e senta-se. Projeta-se o documentário Quererla es Crearla. Legenda: O grupo trabalha no aconselhamento e formação em centros educativos para que possam implementar um modelo mais igualitário nas salas de aula. Audiodescrição [AD]: Carmen Matés fala para a câmara numa sala de aula do CEIP La Parra. Legenda: Carmen Matés, diretora do CEIP La Parra. Carmen Matés:— Vemos a necessidade de que, para trabalhar a inclusão, precisávamos convidar alguém de fora que pudesse nos ajudar. Então, chamamos a Universidade, conversamos com Nacho Calderón e ele veio nos dar uma formação para o corpo docente sobre como poderíamos trabalhar nessa escola inclusiva. Em um primeiro momento, entendemos que a escola inclusiva parece ser como mágica, não é? Você faz uma formação e parece que já a tem. E você percebe, desde o momento em que começa, que é o contrário. Que é um mundo em que você tem que ir trabalhando, dia a dia, e que na hora de abordar qualquer conflito que, algo natural nos centros educativos, a pergunta é como vamos abordar, além da aprendizagem. Aí já temos a necessidade de como podemos fazer isso, não é? Audiodescrição [AD]: Diana Farzaneh fala para a câmera em uma sala de aula do CEIP La Parra. Diana Farzaneh:— A estrutura que temos neste momento no sistema educativo não nos permite construir a inclusão desde o princípio, porque o currículo supõe uma diferença. O currículo, tal como está organizado neste momento, a maioria do corpo docente utiliza livros didáticos, por exemplo. Pois isso já vai supor uma barreira enorme para todas as meninas e todos os meninos, não somente para um lado mais peculiar, mas também para o resto que está entendendo que o conhecimento vem empacotado em um livro, que é o que aquela editora marca. Que é o que há que saber e o resto não interessa. Por exemplo, isso é contrário aos valores culturais, não é? Em nosso colégio há meninas e meninos de distintas culturas e, no entanto, os livros didáticos só falam de uma cultura muito concreta. As suas estão invisibilizadas. Se entendêssemos que isso é o currículo, estaríamos invisibilizando e tirando valor à cultura delas e deles, aos saberes que as meninas e os meninos trazem. Audiodescrição [AD]: Carmen Matés fala para a câmera em uma sala de aula do CEIP La Parra. Carmen Matés:— É muito difícil fazer um ensino… massificado, não é? Igual para todos. Bem, é fácil fazê-lo, mas não é fácil que chegue a todos os estudantes porque cada um aprende de uma maneira diferente e cada um tem umas emoções e cada um vem com uma mochila carregada de forma diferente. Com isso, dar resposta a cada um dos estudantes é onde vem a exigência do professor. De que precisamos dessa formação, dessa ajuda, dessa reflexão constante à qual, às vezes, não estamos acostumados os professores, em que precisamos aprender ouvindo o outro. Audiodescrição [AD]: Projeta-se o documentário Quererla es crearla na sala de aula do CEIP La Parra. Cena inicial: Colagem. Um menino sorri sobre uma grande roda dentada de cor fúcsia. Em primeiro plano, uma máquina de escrever antiga com um escrito que diz «mas quisemos amor». Na lateral esquerda, um documento intitulado «Convenção sobre os Direitos da Criança (20.11.1989).» Audiodescrição [AD]: A seguir, sucedem-se imagens que aludem à escravidão e à luta antirracista. Entre elas, aparecem os rostos de Martin Luther King, Nelson Mandela, Rosa Parks, uma mulher negra votando e manifestantes. Narradora (v.o.):— Houve um tempo em que a cor de alguns seres humanos os convertia em propriedade de outros, um tempo em que a lei os discriminava e segregava. Mas quisemos liberdade. [Música] Audiodescrição [AD]: Cenas de estudantes participando da gravação do documentário. Rótulo 1. Tornar a instituição participante. Rótulo 2. Ajuda a evitar preconceitos e favorece o diálogo entre gerações e coletivos. Rótulo 3: Os estudantes da Faculdade de Ciências da Educação contribuíram para o projeto com um canal no YouTube para oferecer conteúdo didático. Rótulo 4: Teresa Rascón, professora de Ciências da Educação da UMA e integrante de Quererla es Crearla. Teresa Rascón (v.o.):— A participação dos estudantes daqui da universidade nesses vídeos tutoriais, a verdade é que foi muito participativa desde o princípio. Além disso, foi um trabalho que considero muito enriquecedor para eles porque tiveram um período em que tiveram que preparar os guiões. Os tutores revisaram-nos, e a partir daí, tiveram que o aprender, gravá-lo… Ou seja, eu acho que para eles, pelo menos a avaliação que fizeram daquele processo, foi muito positiva. E o facto de ver que esse produto que se elabora aqui, dentro da universidade, não fica entre essas quatro paredes, mas sai para fora e que de verdade vai ter utilidade, para formar, por exemplo… Audiodescrição [AD]: Teresa Rascón fala para a câmara numa zona verde. Teresa Rascón (v.o.):—Por exemplo, nós estamos utilizando para cursos de formação de professores. Inclusive está disponível na página web da universidade. Ou seja, qualquer centro educativo que queira pode entrar na página de www.creemoseducacioninclusiva.com e lá têm todos os recursos que fomos criando. Audiodescrição [AD]: Teresa Rascón e Ignacio Calderón mostram materiais e recursos de Quererla es Crearla ao grupo participante numa sala de aula do CEIP La Parra. Ignacio Calderón (v.o.):— Foram brotando da realidade um monte de narrativas criativas de como as pessoas podem transformar a realidade, aquela que lhes está a fazer mal ou que é muito melhorável. Pois daí emergem os guias que foram feitos. Audiodescrição [AD]: Ignacio Calderón fala para a câmera em uma área verde. Ignacio Calderón:— Foram construídos diversos guias: um guia para construir políticas públicas; um guia que foi feito pelos estudantes, dirigido a outros estudantes, para que eles e elas mesmas construam suas próprias escolas. Ou seja, não precisam esperar que o corpo docente o faça, mas sim que eles e elas se coloquem a trabalhar na construção dessas escolas inclusivas. Audiodescrição [AD]: Três jovens folheiam uma revista intitulada Como tornar a escola inclusiva, de A aventura de Aprender. Ignacio Calderón:— Hay una guía hecha por familias sobre cómo disentir en las escuelas; una guía de orientadores y orientadoras para construir prácticas orientadoras que sean acordes con la inclusión y con los derechos humanos. Audiodescripción [AD]: Ignacio Calderón habla a cámara en una zona verde. Ignacio Calderón:— Y, finalmente, hay otra para que las propias escuelas puedan construir procesos de investigación-acción-participación, que es la otra gran metodología que hemos utilizado. Audiodescripción [AD]: Reunión oficial entre la ministra de Educación, Pilar Alegría, y el secretario de Estado de Educación, Alejandro Tiana, y dos jóvenes, sentadas frente a ellos. Una de las jóvenes se dirige a ellos. Jovem:—… tentaram expulsá-lo da escola. E temos um amigo, que se chama Rubén, que foi expulso da escola. Audiodescrição [AD]: Num espaço ao ar livre, dois jovens dançam ao fundo e um terceiro jovem, em cadeira de rodas, permanece perto de uma mesa em primeiro plano. A seguir, um jovem com uma mochila caminha por uma praça com mesas de restaurantes. Rótulo: O documentário Quererla es crearla, dirigido por Cecilia Barriga e que contou com a participação do coletivo, foi projetado no Museu Reina Sofía de Madrid. Audiodescrição [AD]: Ignacio Calderón fala para a câmara numa zona verde. Ignacio Calderón:— O documentário 'Quererla es crearla' é um documentário que dirige Cecilia Barriga, uma cineasta chilena com um longo percurso, e emerge de uma história: a história de Rubén Calleja e sua família na luta pelo seu direito à educação inclusiva, que lhe tinha sido violado e que, recentemente, foi reconhecido pela ONU como uma violação do Estado espanhol a um direito humano fundamental de uma criança. Audiodescrição [AD]: Antón Fontao, numa cena do documentário, falando para a câmara ao lado de outra pessoa. Ignacio Calderón:— Partindo daí, dessa história, o documentário o que faz é como um espelho de todo o processo investigador iniciado, que tem uma parte biográfica na história de Rubén, mas também nas histórias de outras famílias que contam o que lhes tem acontecido nas escolas, o que não funciona… Audiodescrição [AD]: Raúl Aguirre em frente a uma jovem que se comunica por gestos. Em seguida, Indira ao lado de um adulto e um jovem que lhe prestam atenção e sorriem. Atrás de Indira, em um ambiente natural, uma jovem faz bolhas de sabão ao lado de uma pessoa adulta que parece sorrir. Audiodescrição [AD]: Três jovens sentados em um banco de pedra. Os três olham para a câmera. Malena Calderón, participante do documentário Quererla es Crearla, está sentada no centro. À sua esquerda, Alberto Sánchez, também participante. Malena Calderón:— Gravar este documentário foi muito bom, porque fizemos muitos amigos na Espanha, pudemos falar com a ministra da Educação para consertar as coisas nas escolas, ou pelo menos tentar. Audiodescrição [AD]: Quatro jovens participantes do documentário conversando animadamente. Entre eles estão Rubén Calleja, Antón Fontao e Malena Calderón. O ambiente é um espaço ao ar livre com muros de pedra. Em seguida, dois jovens sentados em um chão natural. Um deles, pinta ou lê em um tablet. O outro parece estar brincando com a terra. Malena Calderón:— Nós transmitimos que todo mundo precisa ser incluído nas escolas e que muitas crianças se sentem excluídas porque não estão nas aulas regulares. Alberto Sánchez:— Foi uma ótima experiência porque me trouxe muitas coisas, entre elas saber que, mesmo que pareça que você está sozinho, não está, porque há pessoas passando pelo mesmo que você. E, bem, serviu tanto para apoiar quanto para ser apoiado pelas pessoas que participaram disso. Audiodescrição [AD]: O grupo participante na formação CEIP La Parra se reúne, em círculo, em um ambiente natural ou parque. Conversam e trocam ideias. Alberto Sánchez:— Com o documentário, o que queremos pedir é que todo mundo seja incluído, sem dividi-los por conhecimentos, capacidades ou o que for. Que as mentes e os corações dos professores e alunos, etc., se abram. Todo mundo, enfim. Audiodescrição [AD]: O grupo entra na escola e percorre os seus espaços naturais para se dirigir à sala de aula. Atrás deles, um autocarro azul. [Música] Audiodescrição [AD]: Carmen Moreno fala para a câmara. Carmen Moreno:— Todo o trabalho que está a ser desenvolvido em 'Quererla es crearla', como por exemplo o documentário ou os diferentes guias e ferramentas que foram elaborados, é uma janela aberta para a sociedade para que, aquelas pessoas que se sentem identificadas ou querem começar a trabalhar nas suas escolas por uma escola inclusiva, tenham materiais disponíveis. Possam transformar essas escolas. Audiodescrição [AD]: Várias pessoas do grupo param e exploram um ambiente natural com cactos. Audiodescrição [AD]: Teresa Rascón fala para a câmera em uma área verde. Teresa Rascón (v.o.):— Nós continuamos encontrando certas resistências dentro da instituição escolar que impedem que determinadas ações possam ser compartilhadas, e não fiquem no âmbito de uma sala de aula ou de um professor. Que a sorte de um estudante não esteja nas mãos de um professor, mas que seja responsabilidade de um centro. Audiodescrição [AD]: Teresa Rascón conversa com uma das integrantes do Quererla es crearla. Audiodescrição [AD]: Quatro integrantes conversam entre si em um ambiente natural com cactos. Audiodescrição [AD]: Malena Calderón fala com outra integrante em um espaço natural. Audiodescrição [AD]: Ignacio Calderón fala com um jovem integrante em um ambiente natural. Audiodescrição [AD]: Diana Farzaneh fala com uma integrante em um ambiente natural. Teresa Rascón (v.o.):— É necessária mais conscientização social. Nós trabalhamos com famílias que já tinham uma trajetória ativista, e é preciso conscientizar outro âmbito da sociedade que não tem essa trajetória. Audiodescrição [AD]: Diana Farzaneh fala para a câmara numa sala de aula do CEIP La Parra. Diana Farzaneh:— Precisamos de construir uma comunidade onde as pessoas se necessitem, se ajudem, se queiram… como são. E isso não pode ser feito apenas por um coletivo, mas temos de estar todas juntas: têm de estar o corpo docente, os estudantes, as associações, a câmara municipal. É algo que temos de fazer todas, fundamentalmente acreditando que é possível. Aqui a utopia… Precisamos de recuperar utopias. Precisamos de acreditar que é possível neste mundo tão catastrófico, onde parece que já não há nada a fazer. O mundo destrói-se, autodestrói-se, e não podemos fazer nada. Audiodescrição [AD]: Raúl Aguirre tira fotos num ambiente natural. Olha para a câmara. Audiodescrição [AD]:Um grupo de jovens espreita por uma varanda, observando o ambiente e os carros a circular. Entre eles, está Antón Fontao. Diana Farzaneh:—Precisamos recuperar a consciência de que é possível, porque somos nós que construímos a realidade que temos e podemos melhorá-la. E querer é criar.[Música] Audiodescrição [AD]: O grupo de pessoas integrantes de Quererla es Crearla compartilham risadas, cumplicidade e abraços em um ambiente aberto.Créditos: Roteiro de Juanjo Zayas. Montagem de José Antonio Galiano Imagem de Macarena Texeira.
(Multidão de vozes) Audiodescrição [AD]: Créditos iniciais. «Construindo a escola dos sonhos. Melhorar a convivência em nosso colégio e seu entorno. CEIP La Parra, Almáchar, Málaga.» Sobre uma mesa, vários esboços e adesivos coloridos com textos como «Eu gosto dos meus professores», «Os colegas de classe também são amigos», «Minha escola é divertida?», «Meu colégio é muito bonito e colorido», «Queremos uma educação inclusiva». Narradora (v.o.):— É possível construir a escola dos nossos sonhos? Feche os olhos e imagine por um momento como seria essa escola. Talvez teria um jardim na porta, com um grande cartaz dizendo: aqui celebramos a diversidade. Entrem sem chamar. Seria um lugar onde aprendem as crianças, mas também onde aprendem os professores e as famílias, e fazemos isso em comunidade. Audiodescrição [AD]: Sobre uma mesa, várias fotografias de professores, familiares e estudantes realizando atividades em comunidade. Ao lado das fotografias, material escolar, como tesouras, elásticos, grampeadores, calculadoras, papéis e uma etiqueta adesiva com o texto: «O colégio é como minha família e minha segunda casa». Narradora (v.o.):— Um lugar onde ninguém se sentiria inferior, onde a voz de uma menina importa tanto quanto a do prefeito. Os estudantes o ajudariam em sua complicada tarefa…Audiodescrição [AD]:Sobre uma mesa, várias fotografias junto a notas adesivas que dizem: «Me chamam feio e bobo», «Sinto que não valho para nada».Narradora (v.o.)—Talvez poderíamos dizer o que gostamos e o que não gostamos, decidir como podemos aprender e ensinar melhor, e continuar sentindo que somos ouvidos e respeitados.Audiodescrição [AD]:Sobre uma mesa, notas adesivas que dizem: «Quero não sentir medo quando vou para a escola», «Queremos que os professores não ignorem estas situações», «Mexem com o meu físico», «Quero que na minha escola haja uma melhor convivência».Narradora (v.o.)— Por supuesto, esa escuela la crearíamos entre todos y todas; el pueblo entero está invitado. Audiodescripción [AD]: Sobre una pizarra blanca, las palabras «Rigor, Análisis, Participación, Foro, Inclusión y Comunidad». A su lado, la nota «Mis padres me quieren y me ayudan». Narradora (v.o.):— ¿Y si además de soñarla, nos ponemos a crearla? Audiodescripción [AD]: Sucesión de escenas de actividades comunes realizadas en el CEIP La Parra, con familiares, profesorado y alumnado. Narradora (o.v.):— Esto es lo que hemos comenzado a construir en el CEIP La Parra de Almáchar, en La Axarquía, de Málaga. Queremos asumir la responsabilidad de nuestros aprendizajes: soñar, analizar, reflexionar, compartir y hacer los cambios que deseamos, y hacerlo mediante un proceso riguroso que prime la participación. Estudiantes, profesorado, y personal del centro; familias, vecindario y responsables públicos; además de un equipo de investigación que invitamos de la Universidad de Málaga. Entre toda esta comunidad hemos analizado nuestra realidad y queremos convertir los problemas en desafíos. Hemos concluido que la mejora de nuestras relaciones nos permite afrontarlos con alegría y esperanza. Por eso, ahora, toda la escuela va a enfocarse en investigar y transformar nuestra convivencia, porque queremos que nuestro cole dé siempre la bienvenida. Y porque con cada paso que damos en nuestra investigación estamos creando esa escuela que deseamos. Mejorar la convivencia en nuestro cole y su entorno. Poco a poco estamos construyendo nuestra escuela, con esfuerzo e implicación. Donde las emociones y sentimientos priman y la educación se vuelve inclusiva. Aprendiendo y enseñando desde el corazón. Audiodescripción [AD]: Créditos finales. Agradecimientos a la Comunidad Educativa del CEIP La Parra. Realización audiovisual de Nerea Martín Trescastro y Natalia Martínez Puertas. Locución de Sonia Hermida.

Criando redes pela inclusão

Na imprensa

Trabalhos de Conclusão de Mestrado

  • GARCÍA GAMARRO, M.D. (2022). A implicação da comunidade por uma educação inclusiva: estudo de caso avaliativo das Jornadas da Axarquía Inclusiva. Trabalho Final do Mestrado em Mudança Social e Profissões Educativas da Universidade de Málaga. Orientado por: María Teresa Rascón Gómez.
  • BARRADO FERNÁNDEZ, S. (2024). Estudo de caso avaliativo de um processo de investigação-ação participativa na escola. Trabalho Final do Mestrado em Mudança Social e Profissões Educativas da Universidade de Málaga. Orientado por: María Teresa Rascón Gómez.

Prêmios e reconhecimentos acadêmicos

  • Menção Honrosa no II Prêmio “Cátedra de Inclusão Social” 2024 da Universidade de Málaga ara a pesquisadora Sandra Barrado Fernández, cujo Trabalho de Conclusão de Mestrado teve o título “Estudo de caso avaliativo de um processo de investigação-ação participativa na escola”. (Sobre a IAP do CEIP La Parra, dirigido por María Teresa Rascón Gómez).

Algumas produções científicas