[Música]
Audiodescrição [AD]: Entradilla de Videotutoriales Quererla es Crearla .
Créditos iniciais. Como fazer entrevistas. Aprendemos a melhorar nossa escola participativamente. Educação Inclusiva. Quererla é Crearla.
Três pessoas se perguntam mutuamente em frente a uma câmera com um fundo que mostra o logo de Quererla es crearla.
Estudante 1:— Ei, Elo, no nosso projeto de pesquisa, o que poderíamos usar para coletar informações?
Estudante 2 (Elo):— Ah, pois a entrevista.
Estudante 1:— A entrevista? E o que é isso?
Estudante 2 (Elo):— A entrevista é uma troca de informações entre duas pessoas, como você e eu, por exemplo, para saber mais sobre um tema. Por exemplo, quando um professor pergunta a outro se seus estudantes sofrem estresse por causa das provas, para saber mais sobre esse tema.
Estudante 1:— Então é uma espécie de conversa amigável, como a que se pode ter no balcão de um bar, não é?
Estudante 2 (Elo):— Não necessariamente, porque no balcão do bar você pode falar sobre qualquer tema. Mas em uma entrevista você fala sobre um tema específico, para saber mais sobre esse tema.
Além disso, existem diferentes tipos de entrevistas.
Estudante 1:— Ah, sim? E que tipo são?
Estudante 2 (Elo):— Pois olha, as entrevistas podem ser abertas, um pouco como a conversa no balcão de um bar. Nela, você começa falando sobre um tema já estabelecido, um tema em concreto, mas depois pode acabar falando de qualquer tema.
Depois estão as entrevistas fechadas, que são as entrevistas em que você já tem um roteiro de perguntas ordenado e estabelecido, que você realizará durante a entrevista.
Mas você não tem por que usar um tipo ou outro, pode fazer uma mistura dos dois. Conforme for melhor para sua pesquisa. E, além disso, as entrevistas podem ser feitas tanto a nível individual quanto a nível coletivo. Por exemplo, posso fazê-las a você ou posso fazê-las a uma turma inteira ou à minha família inteira.
Estudante 1 :— Ok, então em função da informação que eu quiser recolher, posso utilizar um tipo de entrevista ou outro.
Estudante 2 (Elo):— Sim, é isso.
Estudante 1 :— Certo, e que outros passos devo seguir?
Estudante 2 (Elo):— Pois olha, como investigadores, por exemplo, quando você está perguntando à sua mãe como foi a etapa dela na escola, devemos seguir uma série de passos:
Em primeiro lugar, temos que respeitar as pessoas que estamos entrevistando e nos colocar no lugar delas. Temos que ouvir o que elas nos dizem e como nos dizem. E, acima de tudo, não julgar a pessoa com quem estamos lidando.
Estudante 1 :— Então, fazer entrevistas é um grande desafio.
Estudante 2 (Elo):— Bom, sim, mas qualquer um pode fazer. Você só precisa de uma série de materiais.
Estudante 1 :—E que materiais são esses?
Estudante 2 (Elo):— Pois olha, precisas em primeiro lugar de um caderno e uma caneta, porque tens de levar as perguntas anotadas. Precisas também desse caderno e dessa caneta para anotar tudo aquilo que te parecer importante durante a entrevista e poder modificar as perguntas que tu levavas, sobre a marcha, se fosse necessário.
Precisas também de um gravador de vídeo ou de áudio, uma câmara digital, para gravar a entrevista, sempre que a pessoa a quem entrevistarmos nos der o seu consentimento. Porque é importante gravá-la.
E, por último, precisamos de um dispositivo de armazenamento de dados, porque essa informação que estamos a recolher é muito importante e não a podemos perder.
Estudante 1 :—Pois que interessante. E que outros passos devo seguir?
Estudante 2 (Elo):— Pois olha, seguirá a minha colega, Dolores, explicando-te.
Estudante 3 (Dolores):— Ok, olha, para fazer a entrevista tens de pensar no 'antes', no 'durante' e no 'depois'. Vou-te contando, ok?
'O antes' significa que tens de ter em conta o que queremos analisar, o que queremos investigar. Para isso, temos de fazer um guião. E o guião tem de ser feito em comunidade, ou seja, com mais pessoas.
Uma vez que tenhamos estabelecido o que queremos estudar, temos de investigar ou ver quem vamos entrevistar. Sempre que encontrarmos quem vamos entrevistar, temos de lhe dizer o que vamos entrevistar (investigar).
Por exemplo, imagina que queremos investigar ou saber mais sobre os exames. Pois poderíamos ir a uma escola e dizer a um professor: «Olha, estou a tentar saber mais sobre se os exames causam ansiedade e stress nos estudantes, importas-te de nos dar uma mão?».
Estudante 1:— Aha, genial! Acho que 'o antes' ficou bastante claro.
Estudante 3 (Dolores):— Pois agora vamos com 'o durante', que também é superfácil. Em 'o durante', temos de fazer perguntas claras e concisas, com um vocabulário normal, não muito específico, ok?
E uma vez que tenhamos as perguntas feitas, temos de dar o seu tempo e o seu espaço à pessoa a quem estamos a fazer as perguntas, sempre respeitando a forma como nos vão responder.
Uma vez que já tenhamos 'o antes' e 'o durante', vamos para 'o depois'. Depois, já temos toda a informação, não é? Então, temos de garantir que essa informação foi gravada corretamente e analisada.
Mas um passo prévio que não podemos esquecer é que devemos sempre dar espaço àquelas pessoas a quem fizemos as perguntas. Ou seja, deixá-las recuperar, porque muitas vezes elas desabam, contam coisas muito íntimas, que a elas, talvez, lhes tenha doído em algum momento ou, inclusive, porque foram felizes. Então têm de recuperar e tu dar-lhes tempo, ok?
Estudante 1:— Ok.
Estudante 3 (Dolores):—Também não podemos esquecer que temos que lhes dar o nosso contato, caso queiram saber como está a investigação em algum momento, já que eles são agentes ativos neste processo.
Estudante 1:—Claro.
Estudante 3 (Dolores):—E anotar a menor coisa que nos pareça interessante para o que estamos a investigar.
Estudante 1:—Então, a transcrição, quando é que seria feita?
Estudante 3 (Dolores):—Transcrição é uma palavra que soa um pouco estranha. Você a ouviu em algum lugar, certo?
Estudante 1:—Sim.
Estudante 3 (Dolores):—Transcrição tem um nome estranho, mas não se assuste. É muito fácil. Transcrição é simplesmente reescrever o que nos contaram. Para isso, é bom que façamos uso, como nos disse nossa colega Elo, tanto da câmera de vídeo quanto do celular ou de algum áudio, pois assim será muito mais fácil escrevê-lo. Podemos escrever um parágrafo
inteiro ou pequenas coisas.
Estudante 1:—Ok, entendo que o próximo passo seria devolver a informação à comunidade. Ou seja, devolver todos os dados a todas as pessoas que participaram conosco, como, por exemplo, os entrevistados, certo?
Estudante 3 (Dolores):— Sim, é isso mesmo. Lembre-se, o objetivo fundamental de uma entrevista é provocar uma mudança ou querer saber mais sobre algo. Por exemplo, estou falando com você, sobre qualquer tema, me aproximo de você para dialogar. Porque a entrevista é um diálogo. E talvez, com o simples fato de me aproximar de você sobre algo que lhe importa, já provocamos essa mudança.
Estudante 1:— Ótimo, que interessante. Pois muito obrigada pela informação.
Estudante 3 (Dolores):— De nada.
(Música)
Audiodescrição [AD]: Créditos finais. Lembre-se. Como fazer entrevistas. 1. Antes: o que queremos saber, preparar um roteiro e procurar as pessoas. 2. Durante: perguntas simples, dar tempo e anotar o importante. 3. Depois: agradecer, transcrever o que foi dito e compartilhar resultados. Dicas. Colocar-se no lugar da outra pessoa; respeitar as pessoas; ouvir atentamente o que dizem e como dizem.
Participam neste vídeo: María Dolores Jiménez, María Eloísa Florido, Dolores María Moreno (roteiro e interpretação); Teresa Rascón Gómez, Ignacio Calderón (revisão).
Música: Wind in your hair, by Stranger Sound Cooperation.
Colaboram: Mestrado em Mudança Social e Profissionais Educacionais da Universidade de Málaga; Laboratório de Novas Tecnologias da Faculdade de Ciências da Educação da Universidade de Málaga.
Guias de apoio: «Como tornar sua escola inclusiva», «Como melhorar a convivência», «Como investigar».