Workshop Orienta

Novos olhares na Orientação Escolar, para a infância e contra a segregação. Universidade de Málaga.

  • Organiza: Departamento de Teoria e História da Educação e M.I.D.E.
  • Data: 24 de fevereiro de 2018, das 9:00 às 21:00.
  • LocalSalão de Grados “Paulo Freire”. Faculdade de Ciências da Educação. Universidade de Málaga. Campus de Teatinos s/n. 29071-Málaga
  • Informações e inscrições: workshoporienta@uma.es.

Resumo

Um encontro de trabalho que visa a comunicação igualitária entre dois coletivos (profissionais das escolas e famílias com filhos e filhas escolarizados), com o objetivo de realizar uma avaliação preliminar da experiência da orientação nas escolas do Estado espanhol, que devem ser inclusivas. Para isso, convoca-se um dia intensivo de assembleias, exposições e oficinas para pessoas envolvidas na inclusão educacional, que finalizará com linhas estratégicas para continuar trabalhando pela transformação necessária das escolas.

Nos últimos anos, tem-se desenvolvido a partir de diferentes setores da sociedade um trabalho inestimável para favorecer, impulsionar e construir essa revolução que se denominou “inclusiva”, e que pouco a pouco viu como foi manipulada e distorcida até chegar a ser usada como um argumento de uma instituição que continua sendo majoritariamente classificadora e segregadora. Esses movimentos buscam recuperar o verdadeiro valor da construção de uma escola na qual todo o alunado esteja, aprenda, participe, progrida e seja reconhecido em seu ser e em seus saberes. Com iniciativas quase heroicas, algumas famílias e profissionais vêm tentando remover aquilo que impede que toda a infância se eduque junta. Algumas através da construção de novas alternativas concretas em seus centros escolares; outras tentando obrigar ao respeito da legislação vigente.

O mal-estar gerado nesses coletivos, manifestado intensamente através das redes sociais ao longo dos últimos anos, chegou em janeiro de 2018 a um ponto de inflexão a partir de um post em que a orientadora Mª José Corell (SPE C-30 Borriana, Castellón) convidava a compartilhar emoções, experiências, análises e práticas que pudessem servir para sair do círculo de imobilismo em que se encontrava. Manifestam-se então, por parte de muitas famílias, emoções como desconfiança e medo em relação aos profissionais, passividade e submissão, dúvidas diante das práticas propostas, impotência e insegurança ao encontrar dificuldades para participar na escola, dor pelas injustiças que sofrem, incerteza quanto ao futuro…

Do lado dos profissionais, emanam dificuldades como a falta de um projeto de orientação para a inclusão, para além da tarefa de catalogação que majoritariamente se assume por prescrição institucional. A dificuldade em resistir a pressões de todos os setores, a perigosa segurança do uso pretensamente objetivo dos diagnósticos clínicos como avaliações psicopedagógicas, a distância das perspectivas de tantas famílias, o medo da participação real destas, a contradição entre os textos legais, a focalização das teorias e das práticas no individual, as carências formativas, o medo de pontos de vista diferentes que criem controvérsia onde agora há certeza, a falta de tempos e espaços para a reflexão coletiva… Todas estas e muitas outras questões servem como caldo de cultivo e justificação para o encontro de trabalho.

Com iniciativas quase heroicas, algumas famílias e profissionais vêm tentando remover aquilo que impede que toda a infância seja educada junta.

Lembro-me que podemos nos unir. Nos reunir, mesmo que virtualmente, criar um espaço para compartilhar, onde percebemos que não estamos sozinhas. Onde buscamos juntas caminhos que nos ajudem a avançar.María José G. Corell, orientadora escolar, Castellón.

Por outro lado, a Universidade de Málaga foi proposta como local para a realização desse encontro devido à convergência com o foco de pesquisa do Projeto intitulado “Narrativas emergentes sobre a escola inclusiva a partir do modelo social da deficiência. Resistência, resiliência e mudança social”, que está sendo coordenado por Ignacio Calderón Almendros e Mª Teresa Rascón Gómez. Da mesma forma, trabalhos anteriores aprofundaram essa questão, evidenciada em diversas publicações (Calderón e Habegger, 2012; Echeita e Calderón, 2014; Calderón e Echeita, 2015; Calderón, 2014; Calderón e Ruiz, 2015; Calderón e Echeita, 2016; Calderón & Habegger, 2017; entre outras): a Orientação escolar necessita de transformações, questão evidenciada com o atual auge de novos decretos que a regulamentem na Catalunha, Astúrias, Comunidade Valenciana, etc. e que a adequem à escola inclusiva, embora alguns desses textos estejam deixando muito a desejar.

No nosso caso, há já vários anos que fizemos um “enérgico e desesperado apelo à atenção daqueles que, direta ou indiretamente (como técnicos das administrações educativas, profissionais em exercício, formadores ou investigadores), atuamos no âmbito da orientação, para que reflitamos se as nossas orientações, práticas, ensinamentos ou investigações —entre outras no que diz respeito à avaliação psicopedagógica—, estão a contribuir para a discriminação dos estudantes que dela necessitam ou, pelo contrário, se podem configurar como uma das alavancas para a sua plena igualdade e reconhecimento. Em suma, se queremos ser parte constitutiva do problema de opressão e exclusão que cotidianamente os afeta na escola, ou parte da solução para a sua plena inclusão educativa.” (Echeita e Calderón, 2014). Ou seja, trata-se de optar por ser parte do problema ou da solução. Este Workshop procura contribuir para a elaboração dessas necessárias soluções.

Não podemos permitir que os nossos filhos ouçam continuamente à sua volta referir-se a eles como ‘a criança do problema’. […] Se forem designados assim, acabaremos por convencê-los de que realmente têm um problema. E esse, e não outro, será o seu autêntico problema. Carmen Saavedra, mãe de Antón, A Corunha.

Algumas pinceladas sobre o Projeto de Pesquisa

Este projeto de pesquisa parte de três premissas, muito relacionadas com o Workshop que se apresenta nestas páginas:

1) O ativismo das pessoas com deficiência e seu entorno promove a inclusão educacional e a mudança social. 2) Os saberes que emanam do Modelo Social da Deficiência permitem questionar e melhorar as escolas.

3) As redes de apoio mútuo e resistência favorecem processos de resiliência.

A partir destas ideias, a investigação pretende resgatar histórias de ativismo de famílias e profissionais que lutam decididamente para fazer da escola um lugar onde toda a infância encontre o reconhecimento através da presença, da aprendizagem, da participação e do sucesso nas etapas pré e obrigatórias. Trata-se de documentar e analisar as experiências de famílias e profissionais que lutam para que o artigo 24 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificado pela Espanha (ONU, 2006), seja cumprido. No entanto, a proposta de investigação vai muito além destes termos jurídicos.

O estudo documentará as novas narrativas sobre deficiência e inclusão educativa que se originam neste coletivo, com o objetivo de reconhecer o seu valor e divulgá-las; aprofundaremos nas concepções educativas, experiências e práticas profissionais envolvidas nos processos de inclusão escolar; ajudará a compreender os mecanismos de colaboração que estes coletivos utilizam; e, por último, criaremos recursos que visibilizem e alimentem novas concepções sobre a diversidade funcional e que articulem propostas para promover a inclusão educativa.

Para alcançar esses objetivos, a equipe de pesquisa se introduzirá etnográficamente nas coordenadas dessas pessoas que estão construindo narrativas muito além das fronteiras convencionais do que entendemos por escola, e que estão tentando forçar a transformação da instituição através de novas elaborações culturais e cartografias vitais e sociais. Utilizaremos a metodologia biográfico-narrativa por entendermos que ela se adequa perfeitamente às pretensões do estudo.

Dentro dessa metodologia, faremos uso de diferentes fórmulas metodológicas: a elaboração de abundantes micro-histórias de vida ou narrativas autobiográficas, a construção de 5 histórias de vida em profundidade de ativistas ou profissionais comprometidos com a inclusão, e uma análise documental da legislação vigente em torno da equidade e da inclusão nas escolas.

O relatório final terá dois formatos: o texto e o formato audiovisual. Para ambos os relatórios finais, será utilizada a análise metafórica. Por fim, o relatório audiovisual será objeto de duas análises desenvolvidas através de dois grupos de discussão, um deles com um coletivo de ativistas em defesa da diversidade funcional.

A pesquisa visa a compreensão, mas também a expressão de pessoas e coletivos que muitas vezes não são legitimados em suas construções. Portanto, a pesquisa é em si transformadora e uma ferramenta para a mudança social. Além disso, os achados visam servir como orientação para futuras propostas mais orientadas à ação. Essas narrativas e as análises delas decorrentes serão úteis como orientações iniciais para futuras pesquisas participativas e propostas de ação cidadã que organizem coletivos para tornar as lutas por essa mudança social mais eficazes.

Esta é a minha questão mais urgente: fazer com que a educação contradiga a ‘natureza’, ou seja, rejeitar em voz alta toda sensação e percepção de que há crianças que nascem com ‘má sorte’ e que não poderemos fazer nada a respeito.”Carlos Skliar (2018) Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.

Finalidade do Workshop

O encontro

Trata-se de gerar um encontro entre famílias e profissionais onde refletir a partir de um diálogo igualitário, com a intenção de desenvolver um diagnóstico participativo da realidade da orientação escolar em relação à inclusão, e de encontrar as linhas estratégicas para continuar trabalhando na transformação das escolas.

Há alguns dias fomos a umas atrações que colocaram perto de casa por motivo do Natal. Lá, esperando numa fila, a Lucía aproximou-se de uma mulher enquanto eu falava com o Marcos e aproximei-me. Senti algo estranho no meu coração, era uma pessoa que lhe falava sem saber que ela tinha autismo e não sabeis que grande diferença.

Ser um a mais, mas de verdade, é muito difícil. Temos que nos livrar de tudo o que aprendemos erroneamente e criar novos padrões sobre as pessoas com diversidade. São pessoas, não são rótulos nem números nem nada parecido. São humanos.Belén Jurado, mãe da Lucía, Madrid.

Objetivos do Workshop

Esta finalidade do encontro desdobra-se nos seguintes objetivos:

  1. Promover a construção de redes de colaboração e ativismo para a inclusão.
  2. Realizar uma avaliação participativa da situação da inclusão escolar e da orientação em particular, a partir da experiência
  3. Propiciar um espaço de expressão de desejos, preocupações, dúvidas e propostas.
  4. Restabelecer a necessária confiança entre profissionais e famílias, através de pessoas comprometidas com a democratização das escolas.
  5. Reconhecer e legitimar algumas concepções e práticas que, apesar de não serem majoritárias, conduzem à melhoria educativa das escolas.
  6. Documentar experiências de vida de pessoas com deficiência em sua trajetória escolar ou de seus familiares.
  7. Conhecer e aprofundar as concepções educativas de profissionais escolares envolvidos no movimento pelos direitos das pessoas com deficiência.
  8. Elaborar materiais narrativos, audiovisuais e artísticos que favoreçam olhares mais complexos e profundos acerca da realidade humana, da desigualdade e das diferenças no funcionamento.
  9. Desenhar linhas estratégicas para promover o desenvolvimento real e efetivo da escola inclusiva.

A investigação parte da perspectiva de Booth (1998) quando levanta a “tese da voz excluída”: esta metodologia de investigação permite chegar às perspectivas e experiências dos grupos oprimidos que não poderiam fazer ouvir suas vozes com outras propostas metodológicas. Tanto é assim que este autor incide no valor de que estas propostas narrativas possam chegar a dar voz até mesmo a quem carece de palavras. Ou seja, a investigação trata de questionar e até mesmo romper as relações de poder que dominam as práticas investigadoras.

Essa problemática sobre o silêncio dos subalternos é analisada minuciosamente no artigo de Spivak (2006), onde ela reflete sobre a dificuldade que o sujeito subalterno tem para se expressar e ser ouvido. Uma dificuldade que reside na ausência de espaços que deem lugar a essas vozes que historicamente foram silenciadas. As abordagens teóricas de Spivak convergem em uma ideia comum: os subalternos não podem falar, porque além de carecerem desses espaços para serem ouvidos, precisam sempre da representação dos intelectuais ocidentais que, ao interpretar o discurso a partir de uma posição hegemônica, o transformam e interpretam mal, modificando assim seu sentido.

A proposta de uma pesquisa narrativa tenta enfrentar essa realidade, ao entender que somente a partir da voz das pessoas nomeadas por sua deficiência e seus aliados podem emergir novas narrativas que superem as interpretações hegemônicas da deficiência e da escola. Então, trata-se de pesquisar com, e não tanto pesquisar sobre, como indica Moriña (2017). Queremos, assim, entender a pesquisa a partir de uma perspectiva inclusiva (Parrilla, 2009; Rojas, 2008).

A proposta de uma pesquisa narrativa tenta enfrentar essa realidade, ao entender que somente a partir da voz das pessoas nomeadas por sua deficiência e seus aliados podem emergir novas narrativas que superem as interpretações hegemônicas da deficiência e da escola. Então, trata-se de pesquisar com, e não tanto pesquisar sobre, como indica Moriña (2017). Queremos, assim, entender a pesquisa a partir de uma perspectiva inclusiva (Parrilla, 2009; Rojas, 2008).

Como temos vindo a argumentar, as instituições, e muito concretamente a escolar, roubam a linguagem e o discurso aos estudantes e às suas famílias, o que as deixa desarmadas perante práticas que conduzem as pessoas a itinerários excludentes, à cosificação e à morte social e educativa. Passam a ser definidas pelas escolas, e a linguagem (como discurso e prática) das escolas obriga-as a abandonar as suas reivindicações. Vão sendo desarmadas e desmobilizadas, em grande medida através do poder da normalidade; as suas diferenças são transformadas em identidades definidas pelo poder. Nesse processo, obriga-se os estudantes a conformar um esquema dicotómico excludente: camuflar-se na norma renegando as diferenças ou tornar-se o contrário, o anormal. E o anormal deixa de ser reconhecido e ouvido. No entanto, sempre tiveram voz. Precisamos, portanto, de a resgatar para podermos conformar novas realidades possíveis. Esse é o planteamento emancipador (Barton, 2005; Calderón, 2016; De La Rosa, 2010) que se reconhece às metodologias narrativas, que facilitam transformações sociais e pessoais ao investigar “o desconforto” (Wolgemuth & Donohue, 2006).

Por outro lado, em outros contextos tivemos experiências de pesquisa muito enriquecedoras nas quais desenvolvemos estratégias participativas para gerar projetos comuns (Sepúlveda et al., 2008; Sepúlveda, Calderón e Torres, 2012). Trata-se de estabelecer as diretrizes necessárias para que essa participação dos envolvidos possa encontrar caminhos que sirvam à construção coletiva de conhecimento, à reflexão sobre a realidade que vivenciam e à sua comunicação, bem como à produção de linhas estratégicas de ação em colaboração com outros atores. Nesse sentido, o Workshop pode representar um primeiro degrau para projetos de Pesquisa-Ação Participativa por uma escola inclusiva nos diferentes locais de origem dos participantes.

Quando o Víctor tinha 4 anos, eu disse à orientadora que, talvez, a cuidadora não fosse tão necessária, que eu via mais necessária uma professora de apoio. A resposta foi rotunda: ‘Se você quer mais professora de apoio, o Víctor deveria ir para o centro de educação especial’. Aquilo me colocou no lugar onde a administração queria me ter. Na docilidade. A reclamação ou a reivindicação não faziam sentido se eu queria que meu filho permanecesse em um centro regular. Mas chega o momento em que você tem que decidir entre defender o que acredita ou continuar instalado na docilidade.

Lamento que aquele momento de despertar tenha chegado tão tarde, hoje vejo minhas publicações de quatro anos atrás e não me reconheço. Agradeço a todos que me ensinaram que outra educação é possível, que o que em meu interior pulsava não era um erro. Esse foi o primeiro passo. Depois, veio perder o medo, não todo, sempre resta uma brasa que pode acender. Essa é a verdadeira libertação. Não ter medo. Susana Fajardo, mãe de Víctor (Badajoz).

Dinâmica de trabalho

Como o encontro se articula

O Workshop é um dia de trabalho intensivo. O dia será distribuído da seguinte forma:

  • 9:00-10:00 h. Apresentação do dia, ideias para a organização e proposta de trabalho.
  • 10:00-12:00 h. Assembleia Plenária. Uma primeira aproximação à realidade das escolas e da orientação.
  • 12:00-12:30 h. Intervalo.
  • 12:30-14:00 h. Oficinas. Os participantes serão distribuídos nas diferentes propostas temáticas que surjam da assembleia (máximo 4), que serão distribuídas em diferentes espaços (Salas 0.14, 0.15 e 0.16, e Salão de Graus, se necessário). Trabalho em pequenos grupos sobre o diagnóstico da situação.
  • 14:00-15:00 h. Almoço 
  • 15:00-15:30 h. Breve Sessão Plenária para compartilhar o trabalho das oficinas. 
  • 15:30-17:00 h. Continuação do trabalho nas oficinas. 
  • 17:00-18:00 h. Assembleia Plenária. Compartilhamento do trabalho nas oficinas e organização das análises (Fluxograma). 
  • 18:00-18:30 h. Intervalo.
  • 18:30-20:30 h. Assembleia Plenária. Desenvolvimento das análises, comunicação e planeamento de ações.

Se a tarefa de qualificar é para os docentes a parte menos educativa do seu fazer, nesta função própria da orientação escolar destila-se boa parte da função seletiva e classificadora da escola, algo que, sem dúvida alguma, dificulta o projeto democrático e inclusivo da instituição. Neste sentido, todos e todas temos a obrigação — os orientadores também — de tornar efetivo e levar à prática o direito de todo o alunado a uma educação inclusiva. Calderón e Echeita (2016:38) Universidade de Málaga e Universidade Autónoma de Madrid.

Estão mas não podem estar

Há pessoas que, apesar do seu interesse em participar neste encontro, não poderão estar presencialmente em Málaga. Para elas, solicitaremos previamente informações muito breves em formato de vídeo para que possam estar presentes nas sessões.

Por outro lado, as sessões plenárias serão transmitidas em streaming para que possam ser acompanhadas por pessoas interessadas dentro e fora das nossas fronteiras.

A hashtag #workshoporienta será utilizada no Twitter para que as pessoas que acompanham os debates e o trabalho assembleário possam participar ao vivo.

Por fim, os participantes presenciais contarão com conexão Wi-Fi gratuita, cortesia da Universidade de Málaga, o que permitirá uma comunicação fluida com aqueles que não puderem se deslocar.

Não se pode responder adequadamente à pergunta de se a educação pode mudar a sociedade em direções fundamentalmente democráticas sem que se veja também a sociedade a partir da perspectiva de um dos múltiplos grupos oprimidos.Michael W. Apple (2015:58), Universidade de Wisconsin.

Workshop Orienta

Sessões Plenárias: Salão de Graus “Paulo Freire” Oficinas: Salas 0.14, 0.15 e 0.16. Faculdade de Ciências da Educação. Universidade de Málaga. Campus de Teatinos. Bulevar Louis Pasteur, 25. 29010, Málaga.

Inscrição (gratuita)

Envie um e-mail para workshoporienta@uma.es com o assunto: Inscrição, e os seguintes dados: nome e sobrenome; relação com o tema do encontro; profissão; e-mail, telefone.

Contatos

Ignacio Calderón Almendros
Departamento de Teoria e História da Educação e M.I.D.E. Gabinete 8.10. Faculdade de Ciências da Educação. Universidade de Málaga. Campus de Teatinos (sem número). 29071, Málaga Sítio web: www.ignaciocalderon.uma.es Correio eletrónico: ica@uma.es

María José G. Corell
SPE C-03 Borriana. Manuel Cubero, 7. 12530, Borriana Castellón E-mail: mjosegcorell@hotmail.com

Todo este trabalho do Workshop, para além da utilidade evidente que terá em cada participante no que diz respeito a reflexões, críticas e propostas voltadas para a ação, terá uma dupla funcionalidade, uma vez que o que a jornada proporcionar passará a fazer parte do material etnográfico da pesquisa Narrativas emergentes sobre a escola inclusiva a partir do modelo social da deficiência, pelo que será gravada em vídeo para sua posterior análise. Os participantes comprometem-se à cessão deste material para o uso exclusivo da pesquisa. Parte deste material poderá ser publicado em formato texto ou audiovisual, também para socializar as conclusões do Workshop nas redes sociais.  

Referências bibliográficas citadas neste projeto

  • APPLE, M.W. (2015). A construção de alianças entre nossas diferenças. Cadernos de Pedagogia, 461, 55-60.
    BARTON, L. (2005). Pesquisa emancipatória e pessoas com deficiência: algumas observações e questões. Educational Review, 57, 317-327.
  • CALDERÓN-ALMENDROS, I. & HABEGGER-LARDOEYT, S. (2017). Educação, Deficiência e Inclusão. Uma Luta Familiar Contra uma Escola Excludente. Sense Publishers, Rotterdam/Boston/Taipei.
  • CALDERÓN ALMENDROS, I. e ECHEITA SARRIONANDIA, G. (2016). Desafios ineludíveis para a construção de escolas inclusivas. Dosier Graó, 1, 35-41.
  • CALDERÓN ALMENDROS, I. (Coord.)(2015). Tema do Mês: Desigualdade, não diversidade. Cadernos de Pedagogia, 461, 48-87.
  • CALDERÓN ALMENDROS, I. (2015). Conquistar as escolas como sítios de esperança. Cadernos de Pedagogia, 461, 50-54.
  • CALDERÓN ALMENDROS, I. e ECHEITA SARRIONANDIA, G. (2015). O direito a uma educação inclusiva e as atuais práticas de avaliação psicopedagógica. Realidades incompatíveis? Revista Prolepsis, 18, 82-88.
  • CALDERÓN ALMENDROS, I. e RUIZ ROMÁN, C. (2015). Educação como libertação da opressão: construções pessoais e sociais da Deficiência. Em F. Kiuppis & R. Sarromaa Hausstätter (Eds.), Educação inclusiva vinte anos após Salamanca (pp. 251-260). Peter Lang, Nova Iorque.
  • CALDERÓN ALMENDROS, I. (2014). Educação e esperança nas fronteiras da deficiência. Cinca, Madrid.
  • CALDERÓN ALMENDROS, I. e HABEGGER LARDOEYT, S. (2012). Educação, hándicap e inclusão. Uma luta familiar contra uma escola excludente. Mágina-Octaedro, Granada.
  • DE LA ROSA, L. (2008). A história de vida de Ángel. Paralisia cerebral, normalidade e comunicação. Madrid: La Muralla.
  • ECHEITA SARRIONANDIA, G. e CALDERÓN ALMENDROS, I. (2014). Obstáculos à inclusão: questionando concepções e práticas sobre a avaliação psicopedagógica. Àmbits de Psicopedagogia i Orientació, 41.
  • ECHEITA, G.; SKLIAR, C.; DUCK, C. E CALDERÓN, I. (No prelo). Conversando sobre educação inclusiva a partir de duas margens oceânicas.
  • MORIÑA, A. (2017). Investigar com Histórias de Vida. Madrid: Narcea.
  • PARRILLA, Á. (2009). E se a investigação sobre inclusão não fosse inclusiva? Reflexões a partir de uma investigação biográfico-narrativa. Revista de Educação, 349, 101-117.
  • ROJAS, S. (2008). A “voz” das pessoas com deficiência intelectual na investigação educativa: repensando as práticas de investigação. Revista de Educação, 345, 377-398.
  • SPIVAK, G.C. 2006. Can Subaltern Speak? In Marxism and the Interpretation of Culture, edited by C. Nelson and l. Grossberg, 271–316. London: Macmillian.
  • RUIZ ROMÁN, C.; CALDERÓN ALMENDROS, I. e JUÁREZ, J. (2017). A resiliência como forma de resistir à exclusão social: uma análise comparada de casos. Pedagogia Social. Revista Interuniversitaria, 29, 129-141.
  • SEPÚLVEDA RUIZ, M.P., CALDERÓN ALMENDROS, I., RUIZ ROMÁN, C. e BELTRÁN, R. (2008). A pesquisa-ação participativa: uma estratégia de formação para transformar a realidade em um centro de reforma juvenil. Investigación en la escuela, 65, 101-112.
  • SEPÚLVEDA RUIZ, M.P., CALDERÓN ALMENDROS, I. e TORRES MOYA, F.J. (2012). “Do individual ao estrutural. A pesquisa-ação participativa como estratégia educativa para a transformação pessoal e social em um centro de intervenção com menores infratores”. Revista de Educação, 359, 456-480.
  • SLEE, R. (2011). A escola extraordinária. Madrid. Morata.
  • WOLGEMUTH, J. & DONOGHUE, R. (2006). Rumo a uma investigação do desconforto: Guiando a transformação em pesquisa narrativa “emancipatória”. Qualitative Inquiry, 12(5), 1012-1021.

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