Ilustração. Sobre um fundo esverdeado, o texto:«#ENãoAconteceNada, nada de nada.»
Ilustração: Ricardo Clemente

Testemunhos

A seguir, apresentamos uma compilação de testemunhos da campanha, atualizados em 24 de abril de 2024. Para que não caiam no esquecimento.

#ENãoAconteceNada Meu filho ficou assim por muito tempo… Ficava sozinho durante o recreio e brincava com seu tupperware. A diversão dos seus agressores era zombar dele tirando o tupperware com seu café da manhã, chutando-o jogando futebol com ele e rindo dele… No dia em que meu filho explodiu e disse que já chegava, correu atrás deles para pegá-lo e foi ele quem foi punido sozinho, sem recreio.
#ENãoAconteceNada Fui buscar minha filha (Educação Infantil), encontrei-a no corredor cercada por pais que tinham ido buscar seus filhos. Quando cheguei à sala para pegar seu casaco, a professora começou a procurá-la na sala. Ela nem percebeu que ela não estava na sala de aula. Não a levei mais.
#ENãoAconteceNada Acho maravilhoso e muito necessário não só visibilizar o fracasso do sistema educativo [y el hashtag] #ynopasanada, ao mesmo tempo e com a mesma intensidade que se reconhece o trabalho daquelas maravilhosas pessoas que educam a partir do respeito e do amor. #QuererlaEsCrearla
#ENãoAconteceNada Na verdade, não sei por que eles têm tanta dificuldade em fazer um par de adaptações, totalmente razoáveis, quando todos os autistas passamos a vida nos adaptando aos outros para que nos entendam, etc. Eles realmente pensam que a sua forma de se relacionar é a única válida. É lamentável. Mas cada vez faremos melhor.
#YNoPasaNada Eu acho graça aos professores que fazem um aluno repetir, que talvez tenha aprovado tudo, mas cujo comportamento, por ter alguma deficiência, é diferente e a desculpa é que ele não está preparado para o próximo nível.
#YNoPasaNada Aluno com TEA, 1º ano do Ensino Médio, sem dificuldade de aprendizagem. A professora de língua catalã passa deveres e diz a ele: “contanto que você faça 2 dos 5 exercícios, eu me contento”. Repito, aluno sem dificuldade de aprendizagem
#YNoPasaNada Ontem esqueceram minha filha na sala de aula. Mas o que mais me dói é que ninguém sentiu a falta dela. Às vezes tenho medo, mas nunca deixarei de lutar por ela.
#YNoPasaNada As adaptações dependem da formação, do tempo e da sensibilidade do corpo docente. Ninguém controla se são feitas ou não. Muitas vezes as crianças acabam fazendo rabiscos em folhas inacessíveis ou com condutas disruptivas pela emoção por trás, que é frustração e raiva de não poder participar
#YNoPasaNada Muchas veces parece que, de allí, del aula de la clase, no debe salir ninguna información de nuestros hijos a sus familias. En mi caso, lo hacen así para que yo no tenga pruebas de que la maestra no cumple con su trabajo y no hace adaptaciones.
#YNoPasaNada No entiendo qué problema hay en darles actividades de calidad a los niños y niñas con discapacidad. No entiendo que crean que no necesitan formación. ¿En qué se basan? En que siempre se ha hecho así.
#YNoPasaNada Siento mucho agradecimiento por la manera en la que aportas e iluminas. Tu iniciativa me conmueve diariamente. Cada testimonio remueve muchas emociones y me obliga a recordar historias que siempre he intentado olvidar para poder seguir. Sin embargo, mi compromiso con la educación inclusiva y la valentía de tus iniciativas, me han animado a contar algunas cosas vividas y dar también testimonio. Mi hijo tiene discapacidad desde su primer año de vida. Aun así, siempre apostamos porque asistiera a una escuela ordinaria y además pública. Desde el primer día, aún sin conocerlo lo suficiente, ya nos estaban ofreciendo reservar plaza en el aula enclave. Se trataba de una ‘invitación’ repetida cada trimestre, cada año y a la que nos veíamos siempre diciendo que no y viendo las miradas de extrañeza y tensión en los docentes implicados. ¿Cómo se puede seguir asociando de forma automática la discapacidad a exclusión (aula enclave) sin ni siquiera haber conocido a un alumno o haberlo evaluado? Es una inercia y práctica habitual que nadie desea cuestionarse profundamente: siempre se ha hecho así. Todas las notas oficiales de mi hijo durante sus primeros años en Infantil eran «no superado» en todas las áreas. Sin embargo, ‘para que no nos desanimáramos’, nos daban una valoración informal (no oficial) en la que detallaban todos sus avances y progresos y que eran una contradicción flagrante con lo que contaban sus boletines de evaluación. Se trataba de algo perfectamente denunciable ante Inspección educativa, pero, nunca lo llegamos a hacer para evitar tensiones innecesarias. Ahora lo lamento. La intención oculta era forzar un desfase curricular suficiente como para provocar y justificar su cambio de modelo de escolarización al aula enclave. ¿Cómo es posible que se trastoque la evaluación de un alumno en nuestro sistema educativo de esa manera?
#YNoPasaNada ¿Cómo puede justificar la segregación de mi hijo por falta de medios y quedarse tan ancho? me imagino la que se montaría si este mismo argumento se le diera a una madre de un niño normotípico para justificar su exclusión de la escuela.
#YNoPasaNada Será que esta é a vida que me espera? Lutar todos os dias, não contra o autismo, mas contra a estupidez humana e a sua incapacidade de compreender que o diferente é o que torna a vida emocionante. Sim, é assim.
#YNoPasaNada Em que momento as pessoas escolhem classificar-se pelo que não conseguem fazer ou têm dificuldades em realizar? Será que não se conhece suficientemente a discriminação que existe ao ter deficiência no âmbito escolar, laboral, social, etc.? Há dados de sobra.
#YNoPasaNada Alguém explica a diferença entre a educação infantil e a especial? Se a minha filha, adolescente, a metodologia e o currículo que recebe são os mesmos da infantil, por que chamá-la especial? Qual é o critério pedagógico desta prática?
#YNoPasaNada Para quando marcam a celebração do dia das más e discriminatórias práticas educativas? É para uma amiga…
#YNoPasaNada Por que o aluno tem que mudar de escola? O que tem que ser feito é inabilitar o professor de seu cargo.
#YNoPasaNada Alguém pode me explicar por que é uma obrigação que minha filha leve em sua mochila uma “agenda escolar” vazia todos os dias durante anos? É este o castigo que ela tem que pagar por não ser verbal?
#YNoPasaNada E quando falamos do quão arrasada você fica depois de uma reunião com o corpo docente da sua filha com deficiência?
#YNoPasaNada E em que consiste nossa intervenção se não contarmos com as famílias? Esconder é sinônimo de “tabu”, sinônimo de dificultar sua compreensão -fazendo-nos os especialistas de algo que, também nos vem grande-; e, por conseguinte, de discriminação.
#ENãoAconteceNada “se em cada sou mais um, por que me levas para outra escola?
#ENãoAconteceNada 4º ano primário, tutora nova, meu filho não respeita, faz o que quer, o diagnóstico é apenas algo que inventaram agora. O problema é que meu filho vive entre as saias da mamãe e da vovó e não tem nenhuma figura paterna que o endireite e lhe transmita autoridade.
#ENãoAconteceNada Até hoje ainda há professores que acham que a atenção à diversidade é apenas coisa dos PTs, os mesmos que se supõe que passaram num concurso onde deveriam mostrar como atender à diversidade de seus alunos.
#ENãoAconteceNada Para mães e pais que chamam TEA aos seus filhos: isso também é bullying.
#YNoPasaNada A mi hija autista no le han dejado matricularse en academias de danza, inglés o música. Pero ni siquiera verla para ver si su discapacidad le impedía algo. Fíjate, mi hija tiene un don, tiene oído absoluto, una memoria musical increíble y toca la flauta travesera que te mueres. Pues ni siquiera nos recibieron para un curso de verano musical, o en el conservatorio. Es que ni siquiera verla, escucharla, escucharme. Nada.
#YNoPasaNada A mi hijo le cuesta bastante escribir, ayer respondió todo el examen de castellano escrito, porque ni siquiera se lo imprimen, respondió todo, solo le faltó una pregunta. El mensaje de la maestra “ si te esfuerzas más, seguro que lograrás“ dan ganas de prender en candela todo.
#YNoPasaNada A mi hijo TEA no hacen más que insistir del instituto para que vaya a un centro especial. Lo tienen allí como un caso perdido. Han perdido la esperanza de que vaya a acabar la ESO y yo la verdad en este punto también.
#YNoPasaNada A mí me machacan con esa propuesta segregadora y me mienten que si evoluciona bien, se va a salir de ahí y va a regresar al aula ordinaria. Le dije a la directora que todavía no conozco a nadie que cuente que su hijo o hija salió del aula TEA y volvió a la ordinaria.
#YNoPasaNada Uma professora sugeriu que meu filho não fizesse o exame PISA para “não lhe causar um mau momento”. Depois descobri que disseram isso a todos os que estavam em Pedagogia Terapêutica para que a nota geral da escola não baixasse.
#YNoPasaNada Às vezes defendo os direitos do meu filho e às vezes prefiro não falar para não ficar sozinha. Mesmo quando escrevo algo no Instagram, escolho muito bem as palavras por medo.
#YNoPasaNada Ao segregar os estudantes por seu diagnóstico TEA, neste caso, essa é a mensagem que se transmite ao resto: que são piores, que não atingem um “X” mínimo que alguém decidiu. E o pior da segregação, a mensagem se fixa; “está bem” afastá-lo do resto, atrapalha o ritmo da aula. E assim se contribui a perpetuar um modelo de sociedade excludente, onde não há espaço para a vulnerabilidade. É muito triste.
#YNoPasaNada É isso mesmo, tudo o que nossos filhos autistas fazem está sempre mal feito, especialmente para os maus terapeutas que veem nossos filhos como seres defeituosos que precisam ser mudados. Uma vez li um comentário de uma mãe de um menino autista pedindo ajuda porque seu filho gostava de pular e lhe disseram que ele tinha que corrigir esse comportamento. Até aí chega a estupidez humana.
#YNoPasaNada Salas de TEA da comunidade de Madrid que os estudantes chamam de “a sala dos bobos”
#YNoPasaNada Embora saibamos que a escola por si só não pode consertar o mundo, pelo menos deve tentar. E o que certamente se deve exigir da escola é que ofereça um espaço onde a diversidade não apenas exista, mas seja o ponto de partida de onde tudo é visto.
#YNoPasaNada Ontem, uma mãe me disse: “tudo estava indo bem até que comecei a reclamar, foi aí que fiquei sozinha. Tive que escolher entre falar e defender os direitos do meu filho na escola ou a solidão. Preferi a última. Não me arrependo, faria de novo”.
#YNoPasaNada Ontem, um de nossos alunos com TEA começou a ter uma pequena crise de hipersensibilidade ao voltar do recreio. Sentei-me ao lado dele e toda a turma começou a cantar baixinho a canção de palmas que ele tanto gosta até que ele se acalmou. Todos voltamos à tarefa.
#YNoPasaNada Cada reunião costumava ser chorando. Incapaz de me defender ou ao meu filho, de dizer algo sabendo que é um abuso que estão a violar a lei, negando qualquer atenção. Baixas a cabeça enquanto te agridem e vais embora.
#YNoPasaNada Cada vez que tinha uma reunião com o corpo docente, sabia que ia ficar pelo menos dois dias arrasada por tudo o que tinha de ouvir, até avisava os meus familiares, porque não falhava… Cheguei a dizer, o meu filho tem algo de bom? Faz algo bem? Ficavam sem palavras e começavam a dizer disparates para tapar as suas falhas… Com os anos mudei de escola e foi completamente diferente, saía a chorar de felicidade, só tinham boas palavras e esperança para tudo. Chegaram a dizer-me “eu adoraria ter em todas as turmas um filho como o teu”, “o teu filho pode tirar duas licenciaturas se se propor”. O menino era o mesmo, os profissionais não.
#YNoPasaNada Cansada de que te pressionem com chamar a ambulância se não fores em 15′ quando o teu filho está em crise por autismo e ainda por cima me dizem que o fez de propósito, quando tem AUTISMO
#YNoPasaNada Turma de 2º de primária em que há um TEA + TDAH e uma menina TDAH. A professora dá “prémios” por bom comportamento numa disciplina que é dada à última hora e em inglês. Todos conseguem o “prémio”, exceto esses dois.
#YNoPasaNada Contradição nos termos: Trabalhar dentro da sala de aula especial “de uma forma mais inclusiva”. E seguem em frente. Afirma-se o que depois se nega ou nega-se o que depois se afirma.
#YNoPasaNada Acho que esta campanha serviu para saber que as famílias não estamos sozinhas e, sobretudo, que não estamos loucas. Que o sistema educativo atual não funciona e que afasta o diferente. Que não se dotam de recursos humanos e económicos suficientes para atender os nossos filhos e que a ninguém importa.
#YNoPasaNada Quando o meu filho estava no 1º ano do Ensino Secundário, os mesmos colegas, animados por adultos, pais e/ou professores, recolheram assinaturas para que a direção expulsasse um colega estudante com necessidades.
#YNoPasaNada Quando tens um professor que faz muito bem é quando te dás conta do mal que outros fazem… Hoje lembrei-me do curso inteiro em que a Lucía entrou uma hora mais tarde e saiu uma hora antes, supostamente para o bem dela, claro.
#YNoPasaNada Desde criança não escolhi ser alvo de bullying, não escolhi ser neurodivergente num mundo capitalista, não escolhi ser maltratada. Tudo isso me levou a ter sequelas das quais estou aprendendo, como adulta, a lidar. Mas sinto-me culpada.
#YNoPasaNada Dois meses sem escrever mais do que a data no seu caderno. E isto chamam de inclusão?
#YNoPasaNada No curso 2022/2023 matriculamos meu filho numa escola pública em Las Rozas, no primeiro ano do ciclo. Apenas nos tinham dado o diagnóstico de autismo 6 meses antes. A escola abria nesse curso uma sala TEA e, apesar de a tutora e a PT estarem muito envolvidas, nem a direção, nem o centro, nem o claustro estavam dispostos a esforçar-se o mínimo, nem a formar-se… “Essas crianças não têm que estar aqui”, “leva este menino da minha turma que não o suporto mais”. O diretor da escola dilatou durante 3 meses o processo de controlo de esfíncteres do meu filho, justificando que tinham que se reunir ele, a tutora e a PT para organizar este processo (processo que já tínhamos começado em casa com ajuda da terapeuta privada, à escola demos um email com indicações a seguir). Também não queriam deixar participar as crianças da sala na apresentação de Natal. Reunimo-nos 3 vezes com a DAT oeste, 2 com o inspetor pelo obscuro e corrupto que era tanto o centro como o diretor. Apresentamos provas, declarações de dois professores… Nada, nenhuma consequência. Ninguém assumiu responsabilidade. Levamos nosso filho para uma escola particular maravilhosa onde somos clientes, trabalham genial com meu filho, respeitam-no, gostam dele ali. Uma pena que o tenham expulso da educação pública e que tudo seja à base de dinheiro. Escola, terapia…
#YNoPasaNada O primeiro bullying é feito pela própria escola. Uma escola que segrega e discrimina por capacidades, o que ensina ao seu alumnado?
#YNoPasaNada O problema não era que ela não aprendia, era que ninguém se dispunha a trabalhar com ela.
#YNoPasaNada O sistema educativo é uma farsa, é uma mentira. Tudo é direcionado para aqueles que tiram boas notas e se comportam bem na aula. Todos os outros são discriminados, e não apenas aqueles com deficiência, mas também por raça, nível econômico, religião e muitas outras coisas. Essa discriminação se sustenta ao longo do tempo porque não é vista, é sutil e não fica registrada em nenhum papel. É tudo mentira.
#YNoPasaNada Começou aos 5 anos o assédio por parte da sua tutora e ainda se lembra aos 8, todos os dias na cadeira de pensar por não fazer bem uma vogal ou por fazer estereotipias.
#YNoPasaNada Na atenção à diversidade, andamos sempre assim: os profissionais passando a bola uns para os outros, e as famílias sempre se colocando por baixo, para tentar que a bola nunca toque o chão.
#YNoPasaNada Era uma vez uma professora que se “esqueceu” de dizer a uma aluna que havia uma excursão.
#YNoPasaNada É necessário mudar de orientação para ajudar a avançar em direção à inclusão porque, até agora, embora nos custe, temos sido e continuamos a ser barreiras, obstáculos à inclusão.
#YNoPasaNada Eles estão tão envolvidos que, quando você reclama porque não lhe deram mais tempo no exame, eles dizem… “Sinceramente, esqueci-me que ela tinha dislexia”. Já imagino as adaptações metodológicas que ela fará. Este trimestre reprovado, apesar de saber a matéria.
#YNoPasaNada Neste terceiro trimestre, vamos fazer uma excursão a uma quinta-escola com toda a educação infantil, há cerca de 8 alunos com TEA. Como na quinta-escola eles dizem que cada um desses alunos precisa de uma pessoa e que nós temos que trazê-las, uma das minhas colegas não se lembra de outra coisa senão propor que se diga às famílias que os seus filhos não vão à excursão. Não sei como vai ficar a situação, mas só propor isso já me parece muito grave.
#YNoPasaNada Conversando com uma mãe, ela me confirmou que se formaram rodinhas de pais pedindo a expulsão de crianças por considerá-las inadequadas para seus filhos. Nada mais me surpreende.
#YNoPasaNada Falar da ratio como a ÚNICA solução para o fracasso escolar é uma falácia. Aí estão as escolas rurais. No entanto, há quem repita isso muito apenas como desculpa para fugir da responsabilidade e evitar a responsabilidade que temos como profissionais.
#YNoPasaNada Até na escola especial há discriminação pelo grau de deficiência. Hoje fizeram sobre o tema da árvore e apenas pediram para regar as plantas, ficando 2 pessoas, um menino e uma moça com deficiência múltipla sem fazer a atividade.
#YNoPasaNada É preciso falar, é preciso agir diante das injustiças. É preciso ousar e encarar. É preciso fazê-lo já, não se pode esperar mais. A educação inclusiva é um direito, não estamos pedindo nada que não seja nosso. Não estamos roubando, não fazemos nada de errado. Chega de segregação! Vamos com tudo! E que algo aconteça.
#YNoPasaNada Hoje aconteceu o que eu tinha tanto “medo” que acontecesse. Fomos chamados pela escola para ver se podíamos levar nossa filha para casa, pois ela estava muito agitada. Que na escola eles têm seus recursos (preferencialmente um TGD, sala TEA), mas que a professora tem 25 alunos e não consegue dar conta de todos. O que meu cérebro traduz: se sua filha fica intensa, para casa que ela vai. E que isso se torne recorrente. Assim que minha filha “exagera” na aula, para casa que me mandam ela. Que as grandes proporções e os recursos limitados não são culpa dos professores, nem dos pais.
#YNoPasaNada Houve uma época em que nos exigiam que, para que meu filho TEA TDAH fosse a passeios, assinássemos um papel que isentava o colégio de responsabilidade por sua conduta escapista e nervosa. Fui como acompanhante e eles faziam coros para conversar sobre suas coisas. Eu me recusei e ameacei com inspeção.
#YNoPasaNada As “notas” da minha pequena são devastadoras. Principalmente em coisas que sabemos que ela sabe de sobra, pois há um X grande em “não iniciada” ou algo assim. Exemplo: minha filha fala de 1 a 10 em inglês há mais de um ano, mas em reconhecer o 1 em inglês diz que não.
#YNoPasaNada Vocês que, para melhorar a atenção à diversidade, pedem mais recursos (olha, eu me incluo): vocês fazem isso sugerindo que haja mais profissionais para poder tirar mais estudantes com necessidades da sala de aula por mais tempo? Porque isso se chama atenção sem inclusão, o que é o mesmo que segregação.
#YNoPasaNada Amanhã, 25 de outubro, Pedro está expulso da sua escola e não o deixam ir. Apesar da nossa luta para que os teus direitos sejam respeitados, para que sejas tratado com o respeito que mereces e apesar de termos feito tudo da nossa parte para prevenir dificuldades e fornecer os apoios de que precisas… Tudo foi em vão. Aos odiosos que não querem trabalhar pela inclusão verdadeira, aos que não querem colaborar, aos que não querem ouvir e se limitam a utilizar unicamente técnicas educativas ancestrais para a diversidade funcional dos vossos alunos, aos que acreditam que Pedro é um fardo, um trabalho extra, uma complicação, um problema… Dizer-vos que me dão muita pena porque perdem o melhor aluno que poderiam ter tido nas vossas vidas.
#YNoPasaNada Uma amiga conta-me que lhe pediram para procurar outra escola porque a filha dela, com 10 anos, “atingiu o seu limite”.
#YNoPasaNada Adoro saber pela app da escola que há vencedores do concurso de mascotes para a biblioteca. Principalmente porque não sabia de tal concurso. Que a minha filha seja autista (não verbal) e não me contem, não quer dizer que não queira/possa/saiba participar. E assim tudo.
#YNoPasaNada A minha filha com TEA passou de terceiro para sexto ano primário SOZINHA no pátio da escola, nenhum professor se deu conta disso, e quando se deram conta, a resposta foi que a minha filha queria ficar sozinha. Todas as suas casacas foram cortadas com tesouras na aula pelos seus colegas, fez cocó em si mesma pelo medo que passou (com 10 anos) e ninguém se deu conta…
#ENãoAconteceNada Meu filho está no mesmo instituto há 3 anos. Este ano, a orientadora esqueceu de avisar que ele tem TDAH do tipo desatento, com lateralidade cruzada e ansiedade. Todos os professores o reprovaram e dizem que ele anda distraído, não adaptaram nem os exames nem os trabalhos dele. Ele reprovou em 7 matérias. Descobrimos na semana dos exames por meio de uma tutoria que pedi. Ninguém se preocupou em perguntar por que tudo lhe custava tanto. Trimestre perdido e com impotência máxima.
#ENãoAconteceNada Meu filho reconhece que o X na última caixa significa nunca, e me diz “estão todas erradas, mamãe”. Meu coração se parte e eu acabo mudando o longo texto final que eles colocam e fingindo que leio, digo a ele todas as coisas boas que ele faz, o quanto ele se esforça e o quão genial ele é.
#ENãoAconteceNada Meu filho, autista severo não verbal, esteve durante anos no centro preferencial TEA. Com professores e colegas que o incluíam como mais um. Mas, apesar de tudo, nos sentíamos mal porque tínhamos que buscá-lo na sala de referência e a professora mal parava para falar conosco para nos contar como o menino tinha passado, porque as professoras da sala TEA já nos escreviam. Não duvido que essa professora tratasse meu pequeno maravilhosamente bem porque eu a amava muito, mas como os professores tratam os pais de crianças TEA e a pouca informação que trocam conosco, sabendo que nossos filhos não nos contam nada da escola, é muito pesado.
#ENãoAconteceNada Nem esqueço nem perdoo que certa superior me dissesse que, na frente de outros profissionais, eu não podia dizer que tenho deficiência porque isso me tiraria credibilidade e era ser pouco profissional, na opinião dela.
#ENãoAconteceNada Nenhum lugar onde os alunos são afastados é o que chamam de inclusão. Nem os colégios de educação especial, nem as escolas. Afastamento é inclusão. Nem tirar um aluno da aula, nem ir para o recreio sozinho é inclusão. Nada disso pode ser chamado de inclusão. Deixemos essa palavra apenas para quando todos puderem estar juntos com suas necessidades atendidas. Aí sim, usemos essa palavra que alguns dados distorcem. Já vemos as coisas pelo seu nome.
#ENãoAconteceNada Não entendo qual o problema em dar atividades de qualidade para as crianças com deficiência. Não entendo que achem que elas não precisam de formação. Em que se baseiam? Em que sempre foi feito assim.
#ENãoAconteceNada Não se convida toda a turma menos um. Repitam comigo. Não se convida toda a turma menos um. Isso não se faz. ISSO NÃO SE FAZ.
#ENãoAconteceNada Tomara que um dia esses docentes que estão nas alas não propiciem, fomentem eles, a exclusão dos estudantes. Onde crianças estão sozinhas nos recreios, onde na aula ninguém as quer em grupos para participar, onde as crianças não podem ir a uma excursão e desfrutar e não vão sozinhas em um ônibus. É duro e triste, mas eles têm que fazer a sua parte, nem tudo é comodidade.
#YNoPasaNada Pensamos que o assédio só é sofrido pelo nosso filho ou filha com deficiência. No entanto, todos os seus colegas também ficam expostos a essa violência. Desde muito cedo aprendem a aceitar como normal algo que não é. Finalmente, por “desamparo aprendido”, acabam reproduzindo o que viveram. Cada vez que discriminavam meu filho, meu coração também estava com o resto da turma, imersos em um mundo de adultos difícil de compreender.
#YNoPasaNada Professora muito ofendida porque lhe disse que “se trabalhar com meu filho lhe causa desânimo…” Peço desculpas “desculpe, eu tinha tido essa impressão quando disse antes que teve vontade de ir ao banheiro e quebrar a pia com a cabeça”.
#YNoPasaNada Pois quem primeiro me deixou sozinha foram os pais e mães das outras crianças com deficiência da escola. Assim que comecei a protestar, a solicitar recursos, a levantar a voz e a fazer escritos, eles se voltaram contra mim. E não foi um ou dois, aconteceu comigo com muitos e em várias escolas.
#YNoPasaNada Ter que estar constantemente lutando, contra tudo e todos é exaustivo. Já temos o suficiente com nossa vida de terapias de um lado para o outro, de lutar com pessoas que não conhecem o autismo, como para ter que lutar também contra pessoas “especialistas”.
#YNoPasaNada Acontece que há pessoas que acham que realizar ações para os estudantes que precisam é dar-lhes vantagem. Explique que eles vivem em desvantagem desde sempre e que nosso trabalho é eliminar as barreiras que impedem que eles alcancem seu máximo potencial.
#YNoPasaNada Reuniões às quais comparece uma mãe com filho com Necessidades Educacionais Especiais (NEE) e se encontra rodeada de “profissionais” que a tratam como se fosse um saco de pancadas, que ela golpeia sistematicamente por turnos rigorosos. Golpeada por pedir e reclamar aquilo a que seu filho tem direito.
#YNoPasaNada Seja fácil ou difícil, enriquecedora ou não, a educação inclusiva é um direito de todos os estudantes. Não é preciso justificá-la. Os direitos não se discutem, defendem-se.
#YNoPasaNada Sendo a escola pública um direito para os estudantes e uma obrigação para os pais, não pode nem deve ser uma instituição que ofereça esta resposta: “eu te obrigo a estar aqui, mas não tenho opções para você”. E isso está acontecendo, está escondido e invisibilizado, mas acontece e parece que nada acontece porque acontece, mas muitas crianças ficam pelo caminho e ninguém lhes devolve os anos perdidos. Quando isso vai deixar de acontecer?
#ENãoAconteceNada Sou autista e estudo educação infantil, minhas anotações estão cheias de capacitismo
#ENãoAconteceNada Trabalhar em colaborativo e o autista ter como função “vigia para que seus colegas não briguem” enquanto o resto organiza, escreve não é adaptação nem inclusão, mas sim tê-lo como móvel.
#ENãoAconteceNada Triste, mas este é o resumo de todo um trimestre de aula. Nível educativo excelente. “Não sabemos o quanto ele sabe das coisas, é difícil comprovar sem linguagem”.
#ENãoAconteceNada Venho da reunião da escola, e a exclusão é o que pior levo. Veja que são fantásticas suas professoras, mas a inclusão não se consegue quando meu filho de 5 anos, para que seja acompanhado durante sua jornada, tenho que colocá-lo em uma sala de aula específica, quando a única coisa que gosto e ele gosta da escola é estar com seus colegas. hoje só quero chorar de impotência e de dor de não saber jamais se estou fazendo o correto. De não poder visitar as escolas, de ter que colocá-lo em uma escola às cegas porque as visitas não são possíveis, e como dói tudo.
#YNoPasaNada E te pressionam indiretamente. Julgam-te como pais. Dão muitas coisas por garantidas apenas para ocultar a sua falta de formação. No momento em que um centro não respeita as famílias, não é um bom centro.
#YNoPasaNada E, já pensaram alguma vez em chamar as outras 24 famílias para que venham buscar os seus filhos quando eles se tornam, como eles dizem, “revoltosos”? Ou já pensaram em chamar alguma vez as outras 24 famílias para que levem os seus filhos para casa e assim a tutora possa atender esta aluna que também é sua aluna e tem os mesmos direitos de ser atendida? Seria impensável isto, não é?
#YNoPasaNada Eu, na noite anterior, não durmo devido ao stress que ir às tutorias me gera. E depois passo vários dias angustiada e a chorar, com a impotência de não saber o que fazer para ajudar mais o meu filho.
#YNoPasaNada Eu não sei o que é pedagogia, mas tenho claro que muitas práticas generalizadas são antipedagógicas e deveriam ser erradicadas. Como tratar adolescentes com deficiência como eternas crianças pequenas.
#ENãoAconteceNada Dizer que falta formação em DUA é um trunfo maravilhoso para culpar os docentes por situações em sala de aula impossíveis de gerir, geradas pela falta de recursos e por políticas de falsa inclusão. — Citado: Isso, amiguinhos, é a verdade dessa invenção chamada DUA: culpar o docente quando ele não consegue responder a todas as realidades de seus estudantes. Não será por falta de recursos, será por falta de DUALIZAR-SE. Uberizar a educação e vendê-la como inclusiva.
#ENãoAconteceNada Queria lançar a ideia de não ficarmos neste panorama tão árido e desesperançador. Uma campanha semelhante, quando esta for dada por encerrada, que nos abra a porta à esperança, que mostre essas pequenas coisas que se fazem de forma diferente, essas micropráticas humanizadas que têm um impacto positivo, que convidam a acreditar no positivo, que convidam a acreditar. Aquele professor que olhou de forma diferente, que soube ver, acolher, fazer ajustes verdadeiramente inclusivos. Não sei como poderia chamar-se, mas precisamos ver o que é possível, conhecer exemplos positivos, contagiar boas práticas. Saudações e obrigado por tudo o que você contribui.
#ENãoAconteceNada À minha filha, com TDA, foi-lhe dito para NÃO FAZER o exame do sexto ano do Ensino Fundamental da Comunidade de Madrid para que a nota média da escola não baixasse.
#ENãoAconteceNada Ao meu filho no ensino médio, incutiram-lhe a ideia de ser um “espectador” e não lhe antecipavam as atividades com linguagem aumentativa. Com isso, ninguém entendia o seu “não quero”, quando na verdade queria dizer “não entendo”, e assim ele ficava fora de ser mais um, passando a ser “espectador”. Sendo, além disso, desconhecedor do que significa ser um espectador, já que permanecia afastado sem ver o que os seus colegas faziam e para que servia.
#ENãoAconteceNada Verdadeiro! Causa muita dor, impotência e raiva como muitas crianças e jovens são tratados nas escolas e institutos. Isso tem que mudar já! E ler cada um dos testemunhos de #ENãoAconteceNada me comove profundamente diante de tanto absurdo e desumanização.
#ENãoAconteceNada Na véspera do fim do ano letivo, meu filho à noite, super animado preparando seus doces para a festa de fim de ano, mas a tutora não o deixou participar e o mandou com a professora de (PT) sem seus colegas.
#ENãoAconteceNada No último dia de aula, na festa de fim de ano, como ele incomodava, ela o mandou com a professora de PT [Pedagogía Terapéutica] para uma sala, sozinho, assim ela pôde curtir as outras crianças sem o Rubén, que era quem a incomodava.
#ENãoAconteceNada Nas tutorias sempre, sempre, vinha a diretora para intimidar e nos fazer sentir diferentes.
#ENãoAconteceNada Essas coisas que acontecem e continuarão acontecendo enquanto ficarmos calados. Entristece ler, sim, mas é o que fazem nossos filhos viverem dia após dia nas escolas e na sociedade. Começa nas escolas e as crianças veem e acabam sendo deslocadas… E é uma autêntica merda tudo. Belén, nunca se aposente. Adoro ler você, um forte abraço.
#ENãoAconteceNada Estou lendo todas essas histórias e meu coração está apertado, é horrível o dano gratuito que é feito a todas essas crianças e a todas as suas famílias!! Não consigo parar de chorar, que grande pena.
#ENãoAconteceNada Olá, Belén, sou orientadora escolar, autista e vítima do sistema escolar, que é sem dúvida o que mais me marcou na vida. Essa campanha está me impactando muito. Sim, acontece, e como acontece, a escola continua fazendo mal, esmagando, traumatizando, hoje como há 40 anos, nossos filhos como a nós. É desolador.
#ENãoAconteceNada A escola continua sendo um lugar assim de cruel para os diferentes e vulneráveis, hoje como ontem.
#YNoPasaNada Manuel, um menino de 6 anos com síndrome de Down, que aos 3 anos não era verbal, tinha uma tutora que, curiosamente, era PT (Pedagogia Terapêutica) e AL (Audição e Linguagem) também, mas que não estava disposta a gastar 1 minuto do seu tempo às sextas-feiras, após a escola, para contar aos pais o que tinha sido trabalhado naquela semana na sala de aula. A equipa diretiva e de orientação ignoraram o assunto.
#YNoPasaNada Minha filha, com hipoacusia, escrevia as palavras como as ouvia, pois repetiu de ano por isso e a frase da sua professora foi: «é muito trabalhadora, a que mais, mas o esforço nem sempre tem recompensa».
#YNoPasaNada Meu filho com autismo também no outro colégio. 3º ano do ensino fundamental, distribuem os livros de inglês novos. Quando terminam, a professora se aproxima da mesa dele e, na frente de toda a classe, diz: «você isto não, porque não pode». E dá a ele um do 1º ano do ensino fundamental de férias… (atualmente está no 1º ano do Ensino Médio sem nenhuma adaptação).
#YNoPasaNada Meu filho com TEA começou a falar aos 7 anos e no primeiro dia de instituto a professora diz que ele tire o chiclete da boca, quando em sua vida ele mastigou um chiclete.
#YNoPasaNada Meu filho não ia a nenhuma excursão, ficava na sala de apoio… Obrigado, Belén.
#YNoPasaNada Não estamos sozinhas nem loucas, somos muitas e isto não pode ficar assim. Obrigado pelo seu trabalho, Belén.
#YNoPasaNada Nós levamos 5 anos lutando para que coloquem os recursos necessários para meu filho e para que o P.I. (Plano Individualizado) seja real porque não adaptam nada dele na escola… Quando têm dificuldades com algo, ignoram e pronto. Eu, pessoalmente, estou passando muito mal. Sinto constantemente que estamos sendo punidos por levar o menino a uma escola regular. A verdade é que é uma situação desesperadora, a gente não sabe a onde recorrer para que, pelo menos, me guiem. Muita angústia e ansiedade.
#YNoPasaNada Para que levassem meu filho na viagem de fim de curso, tive que pagar a viagem e ir eu também. Porque não se responsabilizavam por ele como pelo resto das crianças. Como se não bastasse, uma noite decidi não ir jantar e meu filho foi com seus colegas de classe. Ao que sua professora me recriminou muito incomodada que não tinha podido jantar tranquila porque meu filho tinha falado com ela o tempo todo.
#YNoPasaNada Excelente iniciativa de compartir todas estas manifestaciones de dolor y algo de frustración que todas las familias llevamos a cuesta, a pesar de nuestro optimismo y ganas de llevar a nuestros hijos por una vida con derechos.
#YNoPasaNada Yo diciéndole que mi hija tiene el síndrome 22Q11 y que le afectó al habla y al oído, y me dijo que a ella no le importaba lo que tuviese, que, si no llega, no llega… Lloró tanto cuando vio que no iba con sus amigas para el siguiente curso. Hace de esto 3 cursos y sigo llorando en pensarlo.
#YNoPasaNada Yo tengo muchas del curso pasado, mi Rubén lo pasó muy mal con la tutora que tuvo. Una de ellas hizo 3 grupos en la clase, a Rubén, que como ya sabrás tiene autismo, lo puso de espaldas a sus compañeros en una mesa mirando a la pared. Esa es una de las «putadas» que le llegó a hacer.
#YNoPasaNada ¿Cómo castigar a una madre de un hijo no verbal? -Dale la agenda vacía todos los días. -A la salida no le cuentes nada, solo emite la frase «Ha estado bien». -No le escribas correos ni cuentes avances o formas de trabajar. -Cero llamadas. -Que pase el curso y aunque esa madre te lo diga o suplique, no hagas caso.
#YNoPasaNada ¿Cuánto tiempo tenemos que esperar, aún, para que finalice la segregación y todas las personas tengan sus derechos? Por favor, que la falta de recursos se solvente ya para que deje de ser una excusa.
#YNoPasaNada A partir de leer muchos post de #YNoPasaNada, me he dado cuenta de que muchos de los profesionales que trabajan con nuestros hijos ND (neurodivergentes) pretenden que cambien. Usan la palabra ‘madurar’, ‘aprender’, ‘distinguir’… pero siempre es con la misma finalidad. Ellos tienen que adaptarse a una realidad que no contempla sus ‘singularidades’ y, al final, la gran mayoría de ND (neurodivergentes)aprende a evitar las situaciones que hacen que tengan un meltdown, a buscar estrategias para no llamar la atención, a ‘socializar’ según dice la norma. Y no se trata de encajar o moldear a las personas. Se trata de que hay que saber adaptarse también a sus realidades. Ayudarles a que sus crisis sean menos intensas y no dañen ni a otros ni a ellos. Se trata de hacer que el mundo sea para todos. Y me parece muy complicado.
#YNoPasaNada Acabo de llegar a casa con el corazón encogido. Chicos y chicas que han sido compañeros de mi hijo los tienen en una UCE (Unidad de Currículo Específico). A las 12, en vez de estar en clase con el resto de sus compañeros y compañeras, estaban en el parque debajo de mi casa, en los toboganes ( parque para menores de 4 a 5 años). Años que menores de 15 años tendrían que estar haciendo tercero de la ESO y que, conociendo a una parte, tienen la capacidad para hacerlo. ¿Qué hacen esos menores en el parque cuando tendrían que estar en clase? Y los profesores sentados en un banco. Eso es absentismo por parte de las instituciones. Si unos padres dejan de llevar a sus hijos al colegio, se les condena por ello, van a por los padres, pero las instituciones pueden negarles el derecho a la educación al igual que al resto ¿y aquí no pasa nada?
#YNoPasaNada Aprendemos a nos fazer ouvir, a exigir que a falta de recursos não seja desculpa para a falta de humanidade e respeito. Acredito que quando nos acontece, apenas baixamos mais a cabeça, achamos que nada pode ser feito e NÃO. Não é justo, e embora seja frequente (demais) não deve ser tolerado.
#YNoPasaNada É uma puta vergonha o que nós, pessoas com deficiência, vivemos nas universidades públicas. Tirar os apoios, como poder ir ao banheiro ou se deslocar, simplesmente por ser desprezível.
#YNoPasaNada Olá, depois de ler todas as publicações, reafirmo o que sempre pensei. O corpo docente que age mal com as crianças nee (com necessidades especiais). Tratam-nas como se não soubessem distinguir a realidade da ficção quando nos contam aos pais as discriminações a que são submetidas. No momento em que lhes colocam o rótulo «deficiência», «doença crônica», «transtorno» passam a ser tratadas como bebês na hora de confiar na sua palavra. Tentam nos fazer duvidar do que nossos filhos nos contam, nos convencer que eles exageram porque, como têm ‘x’ rótulo, os temos protegidos, têm trauma, emocionalmente não são capazes de enfrentar a realidade da vida que lhes cabe viver. Não sei os seus, mas o meu é um rapaz de 15 anos com a cabeça muito bem organizada, ‘só’ lhe falta uma perna e tem sequelas do câncer. Entende tudo, sabe diferenciar uma piada de um insulto, sabe quando tentam ridicularizá-lo porque o veem diferente e menos capaz. Mas no seu antigo centro o corpo docente e a Direção sempre o trataram como se fosse imbecil e magnificassem tudo porque, segundo eles, tinha trauma e não aceitava que sempre se iriam zombar dele por ser amputado. Desde os 5 anos trabalhamos em casa a sua autoestima, o facto de não se sentir diferente nem incapaz. A escola, os seus colegas e as famílias estiveram a ponto de deitar tudo isso por terra, durante alguns anos conseguiram… Segundo eles, faziam tudo o que podiam pelo meu filho. Rezavam por ele!!
#YNoPasaNada As notinhas dos professores… Ufa! Do 2º para o 3º ano deixaram uma notinha sobre a minha filha para a nova tutora. No primeiro dia de aula a professora quis falar sobre a nota. Como sabia mais ou menos por onde os tiros iam, disse-lhe que observasse o seu comportamento e falávamos mais tarde. Quinze dias depois, ela rasgou a nota. Perguntou-me se eu queria lê-la antes. Há professores bons e há terríveis.
#YNoPasaNada Expliquei à minha mãe a iniciativa e ela pede-me para escrever em memória da menina com cancro terminal a quem os seus professores reprovaram, fizeram repetir o Ensino Básico e não partilharam os seus últimos dias de vida com os seus colegas de sempre.
#YNoPasaNada Parece que temos de esperar que os agridam. A minha filha foi ameaçada com o envio de uns capangas para lhe darem uma surra na rua. Há 3 anos que não sai sozinha de casa por medo, pelo que não puderam cumprir a ameaça. A juíza dita sentença absolutória. A minha filha continua com medo.
#YNoPasaNada Também dizem isso das escolas de educação especial, «a escola dos parvos». Comentário à porta da escola da minha filha. O grave é que o disse uma mãe que ia com os seus filhos ‘normotípicos’.
#YNoPasaNada Uma escola que assinou com a UNICEF pelos direitos das crianças ¡e à minha não lhe reconhecem o seu AUTISMO! E tratam-no como problema comportamental. Violam todos os seus direitos.
#YNoPasaNada Quantos recreios minha filha passou sozinha! Quantos aniversários para os quais ela não foi convidada. No seu aniversário de 10 anos, as duas turmas foram convidadas e apenas 3 crianças apareceram! Vocês não imaginam a quantidade de mandalas que ela pintou na aula enquanto seus colegas aprendiam. Você reclama com a tutora dela sobre isso e ela diz que você não aceitou e para que isso vai servir.
#YNoPasaNada Quantos recreios minha filha passou sozinha! Quantos aniversários para os quais ela não foi convidada. No seu aniversário de 10 anos, as duas turmas foram convidadas e apenas 3 crianças apareceram! Vocês não imaginam a quantidade de mandalas que ela pintou na aula enquanto seus colegas aprendiam. Você reclama com a tutora dela sobre isso e ela diz que você não aceitou e para que isso vai servir.
#YNoPasaNada Obrigado por nos dar voz! Acho que a maioria das pessoas não tem ideia do que temos que ouvir. Para mim, ir à escola regular buscar minha filha chegou a ser traumático. Nunca nada de bom, como se fosse minha culpa que ela tenha TEA.
#YNoPasaNada Obrigado por nos dar voz! Meu filho tem 8 anos e é TEA. Desde os 5 anos sofrendo bullying por parte, em 80%, das tutoras por não fazer a letra perfeita. Por ter tido dificuldade em aprender a ler, por ver como castigavam colegas em vez de reeducá-los, por negar-lhe uma segunda explicação quando a requeria. Por fazê-lo acreditar que ele era o culpado quando o empurravam ou jogavam comida nele no pátio. Os últimos meses do ano letivo passado ele passou em casa com crises de ansiedade e taquicardias, fruto de tudo o que ocorreu todos os dias em aula e das contínuas faltas de respeito de suas professoras. Meu filho me disse naquela última manhã de escola: «Mãe, encontrei uma solução para não sofrer mais em aula. Me jogo da janela, vou para o céu e assim não posso mais ir». Graças ao seu psicopedagogo pude fazê-lo entender que essa opção nos separava para sempre. E ele pôde entender o que significava. Suas sequelas são as minhas. E ainda continuamos lutando.
#YNoPasaNada ¡Gracias por esta labor de concienciación, Belén! Durante unos años realicé acompañamiento en el aula a niños con autismo (el servicio lo pagaban las familias). Estos niños tenían además unas horas asignadas de aula SIEI (Soporte Intensivo para la Escolarización Inclusiva). En una escuela, la psicopedagoga encargada de proporcionar esa atención al niño que yo acompañaba se negó a llevarlo al aula SIEI, diciendo que era muy conflictivo y que ya tenía suficiente con el soporte privado que recibía. La tutora no sabía si reclamarlo o no a dirección.
#YNoPasaNada ¡Gracias! Por darnos voz a los muchos padres que hemos vivido experiencias horribles con nuestros pequeños en el colegio. Nosotros lo tuvimos que cambiar de colegio. Tenemos la esperanza de que ahora todo irá mejor… Después de haber escuchado de boca de la directora de Primaria y de su tutora «que habían hecho todo lo posible, pero que se les había hecho muy difícil, imposible…» Con 8 años que tiene nuestro hijo… Pensamos que el mundo se nos había venido encima, pero NO. No nos rendiremos jamás, porque nuestro hijo tiene derecho a ser atendido como corresponde, a no ser marginado, estigmatizado ni encasillado. Lucharemos siempre por su educación, su inclusión y la de todos los niños TEA. Gracias, de verdad. Lo peor ya ha pasado para nosotros, o eso esperamos. ¡¡Al menos, este camino nos ha hecho más fuertes!!
#YNoPasaNada ¡Hola! No conocía el #YNoPasaNada, pero lo he conocido hoy de casualidad. Me ha impactado un post porque tengo una hermana con ataxia a la que su maestra le puso el mote de «pato mareado» con el que se quedó para tooooda su etapa escolar.
#YNoPasaNada ¡La inspectora del cole de mi hijo me dijo que yo era una madre muy molesta! ¡Así tal cual!
#YNoPasaNada Mais drásticos! Escreva 100 vezes: – Na escola não se distribuem convites para todos menos para um. Nem se diz que não e se faz vista grossa. Nós nos envolvemos! – Não se organizam excursões para todos menos para um. – Não se programam atividades para todos menos para um. – Não se realizam festivais nem comemorações para todos menos para um.
#YNoPasaNada Você está me dizendo sério que existe uma hashtag chamada ProfeFobia?? Isso é impressionante. Sou docente e acho ridículo. A grande maioria dos professores fecha os olhos para casos de bullying e tem zero interesse e conhecimento em condições diferentes.
#YNoPasaNada Quantas de nós já foram aconselhadas, pela orientadora de plantão, a tomar Diazepam ou similar? Isso sim, para lidar com o diagnóstico, dizem. Não vão reconhecer que é para que não possamos reagir a uma discriminação após outra por parte do sistema educativo. Enfim, tomara que fôssemos poucas, mas não.
#YNoPasaNada Quantos de nós já tivemos que medicar nossos filhos por causa da escola? Essa é outra questão complexa.
#YNoPasaNada O que é o método ABBA (Análise de Comportamento Aplicada)? Um adestramento canino para pessoas. E falo por experiência própria. Por me recusar a praticá-lo, fui excluída da lista do conselho para educadores. Não me importei.
#YNoPasaNada Será frequente que diagnostiquem seu filho (com TEA não verbal) de “retraso mental” e que, com o passar dos anos, nosso trabalho incansável e acompanhado em sala de aula por seu assistente pessoal, ele chegue a obter o diploma do Ensino Médio com as melhores notas da turma? O que vocês acham?
#YNoPasaNada «É que para que ele tenha mais recursos, tenho que tirar de outros!!»
#YNoPasaNada «O aluno tem um comportamento de fuga e, em vez de trabalhar essa modificação de conduta, toma-se a medida de mantê-lo trancado na sala de aula enquanto seus colegas saem para o recreio…»
#YNoPasaNada «É que na aula não está só a sua filha… tenho 30 estudantes para atender.» E eu pensando, não tens 30, mas sim 31 com a minha filha. Mas atender às necessidades dela e realizar as adaptações que ela requeria era interpretado como que se tirava tempo de atenção ao resto dos estudantes que realmente o mereciam mais e o iam aproveitar melhor.
#YNoPasaNada «Este estudante (usuário de SAAC com voz sintética) não pode usar o seu comunicador na sala de aula porque incomoda os colegas. Estão a trabalhar a lectoescrita, perderam muito tempo na pandemia. Coitadinhos, não os deixa concentrar-se.»
#YNoPasaNada «Este estudante (usuário de SAAC com voz sintética) não pode usar o seu comunicador na sala de aula porque incomoda os colegas. Estão a trabalhar a lectoescrita, perderam muito tempo na pandemia. Coitadinhos, não os deixa concentrar-se.»
#YNoPasaNada «Maltrato institucional» é aquele que exerce qualquer administração quando não oferece à cidadania uma atenção adequada nem os recursos necessários para garantir sua dignidade e igualdade. Convenção da ONU.
#YNoPasaNada «Mãe, quero adormecer e nunca mais acordar.» Minha filha com 8 anos.
#YNoPasaNada «Mãe, se eu morresse hoje, nada aconteceria.» (Maria, 11 anos)
#YNoPasaNada «Não dizemos que não possamos atendê-la, dizemos que acreditamos que ela estaria melhor em outro lugar.» E na frente dela: «é que ela tem que estar com os dela» E depois estranhavam que ela se negasse a entrar na aula, quando estavam deixando muito claro que ela não tinha que estar ali.
#YNoPasaNada «Não consigo atendê-lo porque tenho 20 ou mais outros». Eu vivi isso em uma sala de aula com 10 alunos, uma sala de aula regular. Com recursos (a professora nunca estava sozinha, cheguei a contar 5 adultos ao mesmo tempo na sala) e não foi possível.
#YNoPasaNada «Para isso existem os centros de Educação Especial. Eu não estudei para tratar este tipo de aluno».
#YNoPasaNada «Ligo da escola para avisar que hoje você não pode trazer seu filho porque a AT não veio e a professora não pode se encarregar». Aconteceu várias vezes.
#YNoPasaNada «Você deveria estar grata porque nesta escola respeitamos muito seu filho e todos nos adaptamos a ele. Nem todas as escolas fariam o mesmo». E com ‘respeitar’ eles se referiam a não expulsá-lo, mas sim a nos convidar educadamente para levá-lo. Todos tinham deveres menos ele, todas as agendas usadas menos a dele. Nenhuma informação e tendo que implorar para saber o que meu filho faz todos os dias na escola.
#YNoPasaNada “Tranquila, na educação especial também deixam de lado as crianças que não acompanham, por experiência.”
#YNoPasaNada “Sua filha (síndrome de Down, autismo e TDAH) não tem lugar neste parque”, “que atitude sua filha está ensinando às outras crianças”. “Vá embora ou chamarei a polícia.” Fui para casa chorando com minha filha porque não conseguia acreditar no que estava acontecendo comigo.
#YNoPasaNada “Seu filho tem que ir para uma escola especial. Porque é como quando você tem câncer e vai para Houston, eles têm mais recursos.”
#YNoPasaNada …cada vez que tinha uma reunião com o corpo docente, eu sabia que ficaria arrasada por pelo menos dois dias com tudo o que tinha que ouvir. Eu até avisava meus familiares porque não falhava. Cheguei a dizer: meu filho tem algo de bom?, ele faz algo bem? Eles ficavam sem reação e começavam a falar bobagens para disfarçar suas falhas. Com os anos, mudei de escola e foi completamente diferente. Saía chorando de felicidade, só tinham boas palavras e esperança para tudo. Chegaram a me dizer: “eu adoraria ter um filho como o seu em todas as aulas”, “seu filho pode fazer duas faculdades se ele se propor”. A criança era a mesma, os profissionais, não.
#YNoPasaNada …cada vez que tenía una reunión con el profesorado, sabía que iba a estar al menos dos días hecha polvo por todo lo que tenía oír. Avisaba hasta mis familiares porque no fallaba. Llegué a decir: ¿mi hijo tiene algo bueno?, ¿hace algo bien ? Se quedaban cortadas y empezaban a soltar tonterías por la boca para tapar sus cagadas. Con los años cambié de colegio y fue completamente diferente. Salía llorando de felicidad, solo tenían buenas palabras y esperanza para todo. Me llegaron a decir: «a mí me encantaría tener en todas las clases un hijo como el tuyo», »tu hijo puede sacar dos carreras si se lo propone». El niño era el mismo, los profesionales, no.
#YNoPasaNada 10 años juzgado, incomprendido, con el resto de familias de clase pensando que era un mal educado y que derivaba de una familia que no merecía respeto o confianza. 10 años sin apenas invitaciones a cumpleaños. 7 años sin saber que era un amigo. Hasta que en la pandemia nos dijo que no quería vivir así, y encontramos varias familias maravillosas con las que hacer piña y encontrar en un pequeño oasis que le mostró poco a poco qué son los amigos.
#YNoPasaNada 15 años de vulneración del artículo 24 sobre Educación Inclusiva de la CRDP (Comité de los derechos de las personas con Discapacidad) —ratificada en España—
#YNoPasaNada 33 anos após a LOGSE, nossas administrações insistem que os orientadores continuem a categorizar nossos estudantes com rótulos, todos eles clínicos e economicistas (de uns derivam recursos e de outros não), que prejudicam quem os carrega e condicionam gravemente sua trajetória escolar.
#YNoPasaNada 4º de Primária. Nova tutora. Entre suas ideias, mandar as crianças calarem a boca continuamente com um apito. Meu filho (TEA) ficava nervoso todos os dias com os gritos e as ocorrências da tutora. Inclusive, do centro, culpavam a “sombra” que meu filho tinha. Chegou um dia em que meu filho estava tão nervoso que deu um tapa em uma colega. Solução: expulsar meu filho. Inclusive disseram que iriam cancelar uma excursão por culpa dele. Ou seja, queriam colocar os outros pais contra nós. Até que eu disse que aquilo era discriminação e que expulsar uma criança com TEA só saía nas notícias. Da tutora, só sabiam dizer que ela era assim e que pouco podiam fazer, que diziam a ela para fazer as coisas de uma maneira, mas ela não obedecia. Foi um ano horrível para nós.
#YNoPasaNada 6 anos. Problemas de atenção sem diagnóstico. A professora me trancava em uma sala escura por horas.
#YNoPasaNada Minha filha com síndrome de Down, depois de vários cursos no ensino médio. Quando chegou ao quarto ano do ensino médio, pegou uma professora que, no meio da aula, disse: “eu não estudei para dar aula para essas crianças. Existem outras alternativas para elas” (contado pelos colegas de classe). Hoje em dia, ela passou no concurso para inspetora de Educação e está exercendo… Se há muitas inspetoras como ela, que inclusão se pode conseguir.
#ENadaAcontece Minha filha era colocada para somar e não sabia a reta numérica… Que grande professora, que grande escola e grande administração!! E o que acontece? Nadaaaaaa. Fazemos denúncia e nadaaaaaaaa acontece!! Isso tem um nome: abandono escolar por parte da administração.
#ENadaAcontece Minha filha pequena, o professor de educação física não a deixa usar seus fones de proteção contra o ruído porque diz que são um «brinquedo». Ela me explicou que chegou a ficar num canto super sobrecarregada pelo barulho e chorando. E ele a única coisa que fez foi dizer para ela continuar fazendo os exercícios. Este mesmo professor chegou a dizer que uma família é um papai, uma mamãe e os filhos. Isso na frente da minha filha mais velha… Não senhor! Aqui somos uma família com duas mamães!!
#ENadaAcontece Minha filha, com 11 anos e depois de uma tentativa de suicídio como consequência do bullying sofrido… num estado de ansiedade muito elevado, com problemas para dormir. Recebe tratamento. Ninguém do centro ajudou em nenhum momento. No primeiro dia de tratamento psicofarmacológico, o professor a expulsa da aula por ter adormecido. Todos estavam cientes. Nunca recebi uma palavra de apoio por parte do corpo docente.
#ENadaAcontece Minha filha, quando repetiu, os ex-colegas do 4º ano do Ensino Médio fizeram um corredor para aplaudi-la porque não ia estar com eles, com algum professor e professora como testemunhas.
#YNoPasaNada A minha filha, no segundo ano do ensino secundário, a meio do ano letivo. Os professores fizeram-lhe uma festa de despedida, sem me informar. Segundo eles, porque ela faltava muito às aulas e não queriam que ela deixasse o instituto sem se despedir dela. Tudo isto numa sala USEE.
#YNoPasaNada Aos meus filhos, com 4, 5 e 6 anos, castigavam-no continuamente, deixavam-no sem recreio e mandavam-no ficar quieto sentado enquanto as outras crianças brincavam. Diziam-me que ele não tinha evoluído nada desde os 3 anos, que estava muito longe deste mundo, que não passaria do segundo ano do Ensino Básico… Todos os dias recolhia o meu filho a chorar da escola, todos os dias!! Mudei-o de escola e agora o meu filho vai feliz. Está no 5º ano do Ensino Básico e sai com um sorriso todos os dias.
#YNoPasaNada Ao meu filho com autismo na escola de Educação Especial, excluíram-no de participar no festival de fim de curso porque «não podia tolerar o trajeto nem sustentar o evento». No fim de semana, tinha podido ir comigo de transporte público durante uma hora e visitar o aquário de Barcelona. Ofereci-me à escola para acompanhar o meu filho no trajeto para que pudesse participar e a escola recusou.
#YNoPasaNada Ao meu filho com autismo, não o queriam nem o aceitavam em nenhum lugar. Sortearam-no para que não tocasse na sua turma. Foi um móvel a mais naquela escola. Agora, com 24 anos, continua sozinho, ninguém quer estar com ele, nem mesmo a sua família mais próxima. Só lhe restam os pais e a irmã, que estarão ao seu lado sempre. Isso que tu sempre dizes muito bem: morte social. Obrigado por tanto, Belén.
#EInclusivaAcontece Ao meu filho na escola, apresentando papéis de deficiência reconhecida, negam-lhe adaptação curricular e apoio porque, como academicamente ele vai bem, não precisa.
#EInclusivaAcontece Ao meu filho deixavam-no no fundo da sala aborrecido e, quando lhe davam crises e saía da aula, deixavam-no sozinho a vaguear pelos corredores a gritar. E, depois, mandavam outra aluna buscá-lo.
#EInclusivaAcontece Ao meu filho deixavam-no no fundo da sala aborrecido e, quando lhe davam crises e saía da aula, deixavam-no sozinho a vaguear pelos corredores a gritar. E, depois, mandavam outra aluna buscá-lo.
#EInclusivaAcontece O meu filho sofreu bullying com 4 anos. Desde os 3 sempre, sempre, no recreio e não faziam nada. Levei à professora e à EOE (Equipa de Orientação Educativa) livros sobre recreios inclusivos que comprei e eles não os viram. Disseram que não era justo para os outros. Sem os ler.
#YNoPasaNada Meu filho era tratado como se não entendesse nada, como se não compreendesse o que lhe diziam. Perdão?? A deficiência dele é física, falta-lhe metade de uma perna e ele está acostumado a lidar com médicos desde os 5 anos (agora tem 15).
#YNoPasaNada Meu filho com TEA (na época não diagnosticado), quando estava no 2º ano do Ensino Fundamental, foi punido várias vezes sendo expulso para a sala de Educação Infantil onde, por não ter cadeira e mesa para ele, devia sentar-se no chão para fazer a tarefa que não conseguira terminar ao mesmo tempo que seus colegas porque era um “menino pequeno”. Na escola não informavam de nenhuma dificuldade, sua tutora apenas dizia que ele era “preguiçoso”. Dois anos depois e já sabendo seu diagnóstico, ele se atreveu a nos contar. Confirmamos com colegas que isso havia acontecido. Os professores responsáveis nos haviam ocultado essas expulsões.
#YNoPasaNada Meu filho, com Transtorno Específico da Linguagem (TEL) Expressivo, quase foi reprovado em português no 2º ano do Ensino Fundamental, porque nas ditados ele não escreve as palavras corretamente.
#YNoPasaNada A um filho meu, um de seus agressores disse que vivíamos do governo e enviou-lhe o link dos benefícios fiscais por deficiência. Tinham 14 anos. Meu filho amputado por câncer desde os 5 anos.
#YNoPasaNada A mim a orientadora me disse: «a inclusão é muito bonita, mas quando a sua filha não aguentar mais, vá para a especial.»
#YNoPasaNada A mim chegaram a dizer que era melhor que fosse para a especial porque ficaria lá o dia todo e que, assim, eu pouparia dinheiro porque teria todas as terapias. E quem te disse a ti que a mim me «incomodava» a minha filha? E que não queria gastar em terapias?
#YNoPasaNada A mim disseram-me no pré-escolar 1 era Nível: «Rosaura, e tu, por que trazes a Alexandra para o pré-escolar, é que não tens quem a cuide em casa??» Minha filha tem síndrome de Down e já tinha 4 anos. Hoje continuamos lutando para escolarizar.
#YNoPasaNada A mim disse-me ontem a professora que o meu filho mente, antes de dar ao meu filho a oportunidade de explicar uma conduta inadequada. Porque, segundo ela, se o meu filho não mente, mentem os docentes e isso ela não admite. Expliquei-lhe que os professores não veem 100% do que acontece na sala de aula justamente pelo que eles usam como argumento quando «não sabem nada», que têm 25 na turma. E não, não quis ouvir e disse-me que mente à frente dele. Meu filho alterou-se e começou a gritar, que ele não é um mentiroso. E ela disse-me que, vá lá, que essas não são horas (porque terminou o seu trabalho, eram as 14h). Fui à secretaria para falar com a diretora sobre o quão mal ela agiu ao chamar o meu filho mentiroso à sua frente, sem sequer ouvir o que ele ia dizer, e surpreendi-a a falar de mim com tom desdenhoso e gestos de desprezo com a fonoaudióloga do meu filho e mais alguém. Não se apercebeu de que eu estava ali. Quem se apercebeu foi a fonoaudióloga. Olhei-a nos olhos e fui-me embora. Nada a falar…
#ENãoAconteceNada A mim aconteceu-me algo parecido quando a minha filha era pequena, na escola de verão. Quando disse a quem me ligou que me parecia discriminatório ir buscá-la porque não estava o seu responsável, respondeu-me que, pelo contrário, que tinha um tratamento de favor por procurar alguém para que estivesse só pendente dela.
#ENãoAconteceNada A mim uma professora chegou a referir-se em relação às estereotipias do menino como as suas «excentricidades». E que ainda bem que os seus colegas já se tinham habituado e as toleravam.
#ENãoAconteceNada A mim, desde o início, Educação Especial. Esteve 2 horas num colégio público quando tinha 2 anos (faz anos em outubro) e já determinaram que não podia estar na pública.
#ENãoAconteceNada No início do segundo trimestre fomos falar com a tutora, no ano passado, [para saber] o que estavam a trabalhar com o meu filho, e disseram-nos que ainda nada, que a orientadora tinha muito trabalho e não lhe tinham preparado o material adequado. Ou seja, que o ano passado perdeu todo o curso. E este ano vamos com a mesma tónica.
#YNoPasaNada Adán, niño TEA de 5 años, le suspenden la mayoría de asignaturas, entre ellas inglés. Curiosamente a él se le da genial este idioma. La profesora dice que si ella pregunta y el niño no contesta, en ese instante está suspenso, da igual que se lo diga media hora después, ya no le sirve. Él siempre está suspenso.
#YNoPasaNada Al mío en el confinamiento le enseñamos a escribir y leer porque no sabía ni coger un lápiz. Vimos cómo mi hijo estaba totalmente abandonado y estaba en un aula ordinaria de 8 niños. Para que luego digan que con el ratio bajo trabajan mejor. Si no tienen vocación, aptitud y ganas de trabajar, nada de nada.
#YNoPasaNada Al mío lo castigaron en 2° de Primaria a [no ir a] su excursión favorita porque se portó muy mal en el cole. TEA + TDAH.
#YNoPasaNada Alumna TEA con dificultades de comunicación que comienza una mínima intención comunicativa con 7 años, haciendo frases ecolálicas y de dos o tres palabras como mucho. La maestra la pone a hacer copias a modo de castigo. Las copias son repetir 25 veces en la libreta «No debo hablar en clase».
#YNoPasaNada Aluno autista do ensino infantil que retiram da sala nas jornadas de portas abertas para que as famílias vejam tudo maravilhoso, não vá ser que naquele momento ele esteja com uma crise e, claro, «isso não dá uma boa imagem».
#YNoPasaNada Aluno com deficiência intelectual. Sentam-no ao lado da estante onde estão os lápis de cor e os autocolantes. Assim, a criança entretém-se e fica quieta um bocado enquanto a professora dá a aula.
#YNoPasaNada Aluno com TDAH numa turma regular e a professora de Pedagogia Terapêutica (PT) diz-lhe: «Ui, hoje a tua mãe esqueceu-se de te dar a pílula».
#YNoPasaNada Aluno de 9 anos com disgrafia consegue brilhar e ser eloquente assim que é libertado da escrita manual e lhe é permitido usar um teclado. Os pais oferecem-se para pagar o computador. Mas, ai, a adaptação é negada sem argumentos. Que se dane.
#ENãoAconteceNada A diretora anula um documento oficial como a matrícula, registrada pela secretaria virtual, de uma menor com necessidades educativas especiais. E por telefone comunicam-lhe uma semana antes de começar a escola que fica sem vagas.
#ENãoAconteceNada No ano passado, tivemos um mês em que nos tínhamos mudado de país, a menina não falava espanhol. Primeiro dia de aulas (primeiro de Primária). Liga a orientadora para dizer que tiraram a menina porque não a entendem, que os professores não falam italiano. Primeira tutoria com o tutor diz-nos que ela é italiana. Que italiano não fala, que só inglês e espanhol, que vê muito mal a menina, que a menina não cumpre os objetivos, que este ano não a pode fazer repetir por lei mas que no próximo com certeza que sim. Nunca a deixou fazer um exame, nunca a integrou, nunca lhe ensinou nada. Por sorte temos os meios e pudemos pagar professora particular todos os dias, 3 horas diárias, senão, não sei o que teria sido da minha filha. Ahh, e por sorte mudámo-nos também de colégio. Obrigado, Belén.
#ENãoAconteceNada Aqui os únicos que perdemos fomos nós, nenhum funcionário da Educação foi demitido. Diz-me algum caso em que sejam demitidos.
#ENãoAconteceNada Aqui outro FC (Família Conflictiva) porque nos recusamos a acreditar que o nosso filho com deficiência física por cancro tenha que assumir e aceitar «que sempre se vão meter com ele pela sua condição». Dito pela equipa diretiva e pelo inspetor da zona.
#YNoPasaNada Salas de TEA da comunidade de Madri que os estudantes chamam de “a sala dos bobos”.
#YNoPasaNada Ontem fui à reunião e hoje não fui capaz de levar o menino para a escola. Aqui ficamos os 2 abraçados no sofá. Hoje só fui capaz de levá-lo para chegar na hora do recreio (sem pentear e de pantufas, ninguém vai me ver). Acabei de deixá-lo lá dentro e aqui sigo, no carro como uma alma penada, olhando o celular e sem forças para dirigir de volta para casa.
#YNoPasaNada Ontem esqueceram minha filha na sala. Mas o que mais me dói é que ninguém sentiu a falta dela. Às vezes tenho medo, mas nunca deixarei de lutar por ela.
#YNoPasaNada Belén, aí vai uma de muitas. Depois de lutar o indescritível para mudar meu filho da Educação Especial para a regular, com a recomendação inclusive do centro especial, a primeira coisa que a orientadora me diz na primeira reunião é que, para a mudança para o Ensino Fundamental, meu filho voltaria para a Especial. Não trabalharam nada. Quando chegou a mudança para o Ensino Fundamental, tentou cumprir sua previsão, falseando relatórios com a ajuda da tutora e da PT (Pedagogia Terapêutica) da sala preferencial. Entre outras coisas, “nunca poderá escrever nem ler”. Não conseguiram. Recomendei que comprasse uma bola de cristal e abrisse um consultório. Foi o início do calvário que me fizeram passar e era só educação infantil. Colocaram-lhe adaptação curricular significativa no segundo e terceiro ano da Educação Infantil para preparar o caminho para a especial. A mudança foi para outro centro preferencial no qual lhe deram a oportunidade de demonstrar o que sabia. Em setembro, escrevia em maiúsculas e lia frases curtas. Obrigado, Belén, por nos dar voz.
#ENãoAconteceNada Belén, queria pedir-te, se achares boa ideia, criar um grupo de Telegram ou WhatsApp com aquelas mães com filhos que tenham sofrido o mesmo que as nossas filhas para, por um lado, podermos apoiar-nos e partilhar recursos entre as famílias, e também para podermos estabelecer relações entre os rapazes. Para eles (os que quiserem e puderem) seria maravilhoso poder partilhar o isolamento e tudo o que sentiram. A minha filha sofre todos os dias por estar completamente sozinha. A sua última tentativa de suicídio foi a 22 de agosto e foi muito grave, quase conseguiu. Preciso de encontrar um grupo, pelo menos uma pessoa, mais ou menos da idade dela, para lhe dar um motivo para viver.
#ENãoAconteceNada Rapaz com TDAH no 6º ano do ensino fundamental. A PT (Pedagogia Terapêutica) na reunião de fim de ano diz aos pais «devem estar preparados, no ensino médio os rapazes mudam muito, e pode ser que o vosso filho seja alvo de gozações porque, claro, como ele não se comporta como os outros…»
#ENãoAconteceNada Rapaz com TDAH, com traços de TEA. Durante todo o ensino infantil conectado na aula ao computador da professora vendo YouTube enquanto os seus colegas fazem a aula.
#ENãoAconteceNada Escola preferencial para TEA, mas com sala de apoio intensivo cheia pelos 5 alunos. Meu filho de 4 anos com colapsos diários que as profissionais da sala não conseguiam atender porque só podem atender aos 5 alunos da sala. O meu, nesse estado, é melhor trancá-lo na enfermaria do que ele bater nas colchonetes e tê-lo 50 minutos em meltdown. Tentando segurá-lo entre 5 professoras. Escola preferencial para TEA, menino TEA com TCA e por isso a direção do centro me diz que é melhor contratar uma senhora que o leve e lhe dê de comer em minha casa porque não há jeito… (Sem ser atendido pelas profissionais da sala.) Poderia acrescentar tantas coisas desta escola. Menina TEA de 4 anos na mesa Robinson continuamente porque se porta mal.
#YNoPasaNada Como educadores, é nosso dever não aceitar com resignação as insuficiências do sistema estabelecido. Os docentes temos muito a contribuir, não apenas em termos de conhecimento e recursos, mas, fundamentalmente, em termos de atitude.
#YNoPasaNada Com a discalculia, estou muito incomodado, ninguém a menciona, como se não existisse. E, no entanto, parece que os problemas com matemática são muito generalizados. Por não aparecer, nem a vi em #YNoPasaNada. Como se não existisse.
#YNoPasaNada Conheço um caso semelhante em um centro conveniado, onde o tutor dizia que o menino com TEA levantava a mão para dizer coisas “incoerentes”, portanto, não estava capacitado para continuar, recomendando que fosse “matriculado em algum lugar mais adequado para ele”. O mais chocante é que a chefe de estudos, a coordenadora e o orientador fizeram corporativismo, apoiando o tutor até limites muito dolorosos para a família do aluno.
#YNoPasaNada Conversa com inspetora sobre as salas de aprendizagem de tarefas: -Então, onde você vai matriculá-lo? -Em nenhuma. -Mas tenha em mente que há de diferentes “intensidades”. A segregação dentro da segregação. Primeiro eles os rotulam e, uma vez segregados, voltam a classificá-los.
#ENãoAconteceNada Acho que é uma das iniciativas mais eficazes e mais difíceis que você já fez, Belén. Leio, penso e lembro de todas as situações que, como mãe e professora, tive que viver e me encho de indignação e angústia. Tenho passado o dia lendo as publicações com esta hashtag e não consigo organizar as emoções. Espero poder fazer isso em breve. Obrigada, Belén. Dói, mas é necessário.
#ENãoAconteceNada Quando o assédio é vertical. O assédio é sistêmico e exercido na horizontal, mas também na vertical. Quando quem deveria te defender é quem facilita, apoia ou exerce a violência e a discriminação, a vítima é duplamente e o dano psicológico é muito maior.
#ENãoAconteceNada Quando no 6º ano, a professora de apoio e o tutor da vez dizem que seu filho vai repetir porque repete! Quando a pior nota com que ele passou de ano foi 8,75. É a melhor solução para a afetação que ele tem nas funções executivas. Mas eles erraram de família. Nós o tiramos imediatamente de lá porque já sabíamos que naquele lugar não iriam apoiá-lo.
#ENãoAconteceNada Quando me dizem que estou louca por reclamar os direitos do meu filho, penso que sim, estou muito louca, mas de dor e frustração porque com meu outro filho, que não tem autismo, nunca tive que reclamar nada, nunca me chamaram de louca. Querem nos calar, mas isso acabou. Obrigada, Belén.
#YNoPasaNada Quando minha filha ia para a escola regular, a professora dela um dia me disse: «sinto muito, mas não tenho tempo para ela».
#YNoPasaNada Quando meu filho chora em silêncio na cama porque seus colegas o rejeitam por ser diferente dos outros e não é bem visto porque não sabe jogar futebol. Ou quando ele dá muita importância a algo que para os outros não tem importância e sua maneira de expressá-lo é tão forte que eles se fixam mais no comportamento e na explosão do que na rejeição contínua. Porque ele se sente invisível na escola.
#YNoPasaNada Quando passei para o Ensino Fundamental, me faziam bullying de forma bem pesada, chegaram a quebrar meu pulso, me jogar escada abaixo… Pois então eu não tinha mais nenhum lugar seguro. Saúde mental não adiantou para nada, só para que me medicassem.
#YNoPasaNada Quando um inspetor te diz que o despropósito «aconteceu apenas uma vez». O quê? Como se fossem necessárias mais vezes para dar relevância.
#YNoPasaNada Quando vou ao parque, as crianças dizem: «olha a menina que está sempre na secretaria». Vou buscar a menina à escola a meio da manhã sem avisar e encontro-a com um grupo diferente do seu, mais pequeno, no Infantil, na sala de apoio psicológico, como se incomodasse no seu grupo.
#YNoPasaNada Culpar as vítimas conforta as testemunhas, pois livra-as de julgar os agressores e de rejeitar os valores sociais e costumes que fomentam os abusos. As vítimas culpadas da sua derrota sofrem o dobro: a agressão original e a insolidariedade dos espectadores.
#YNoPasaNada Daniel (SW) logo no início do 5º ano do Ensino Fundamental (em escola regular). Na primeira semana, a sua professora já começou a colocar objeções. E passadas duas semanas disse-me que Daniel «tinha outras necessidades» (uma escola com todos os apoios, fisioterapia e enfermeiro incluídos). Daniel ia dar-lhe trabalho. Não podia dar as suas aulas magistrais para crianças que aprendem «sozinhas» e ainda por cima fazer adaptações nas disciplinas. Se não fosse pela PT (Pedagogia Terapêutica) e AL (Audição e Linguagem), não sei o que teria acontecido… porque para ela Daniel era um estorvo. Que ano nos deu… Os apoios existem para apoiar nas salas de aula, não para fazer o trabalho das professoras!!
#YNoPasaNada Do meu filho diziam: «não é que ele não saiba fazer as coisas, ele não as faz porque o têm muito mimado».
#YNoPasaNada Desde criança diziam que eu era preguiçosa, que não queria fazer nada porque não entendia o que explicavam na aula. A professora me obrigava a olhar para ela enquanto dizia que eu era mal-educada. Sempre me comparavam com minha irmã porque ela tirava notas excelentes e fazia tudo perfeitamente. Eu era a estranha que não brincava com ninguém e ficava sozinha, aquela que nunca seria ninguém e só gostava de chamar a atenção. Agora, aos 38 anos, fui diagnosticada com autismo graças à minha filha, que também é autista. Luto para que ela e nenhuma outra criança passe pelo que eu passei.
#YNoPasaNada Dizer as coisas terríveis que, como famílias, passamos e que é mais fácil nos calarmos e nos taxarmos de problemáticas ou conflituosas do que nos ouvirem para melhorar é o que nos trouxe aqui em primeiro lugar. Somos muitas que choramos com a dor de nossos filhos e sabemos que não estamos sozinhas. Continuem em frente, por favor. Isso era necessário!!
#YNoPasaNada Desde que matriculei minha filha com TEA no centro educativo, a cada poucos dias me chamavam no gabinete da Direção para me convidar a deixar a menina em casa porque “era o melhor para ela”.
#YNoPasaNada Depois de 11 anos de marginalização durante toda a minha infância, no Ensino Médio o diretor-tutor manteve uma campanha de assédio também contra mim após ler, um dia sem minha permissão, folhas na minha carteira que eram meu diário pessoal e onde eu criticava como já nos maltratavam. Durante o ensino médio, em média, tirei notas três por traição porque diminuíam minha média descaradamente. E no vestibular fui a única que aumentei a média das notas com oito e nove. Desenvolvi uma paranoia a partir desse assédio durante os 10 anos seguintes, da qual saí por um milagre. Embora eu ainda tenha ataques de pânico em relação às pessoas em quem quero confiar. Eles destruíram minha vida. E, além disso, estou aguardando diagnóstico.
#YNoPasaNada Depois de ver que não conseguiram fazer nada judicialmente, matricularam meu filho no 4º ano do Ensino Fundamental uma hora + recreio. Ia ser flexível, mas não se ampliou em todo o ano. Um dia havia teatro do século de ouro, creio… Modificaram a hora de entrada e saída para estar lá, eu esperei embaixo. Uma hora e meia depois, a terapeuta ocupacional o desce porque tinha acabado “o tempo dele”. Perguntei se tinham acabado as obras e ela disse que não. Que se eu queria, eu o subia, mas “para quê!, afinal, ele não entende nada”.
#YNoPasaNada Dizem das mulheres loucas que contagiamos a força, a coragem, a vontade de lutar e o poder viver finalmente, sem medo.
#YNoPasaNada Diferença entre “aceitar” e “abandonar”. Exemplozinho simples. Se uma menina é não verbal, “aceitar” é implantar-lhe um SAAC, “abandonar” é não fazer nada. Está claríssimo, não é? As famílias sim aceitamos a deficiência dos nossos filhos/as.
#YNoPasaNada Diferença entre “aceitar” e “abandonar”. Exemplozinho simples. Se uma menina é não verbal, “aceitar” é implantar-lhe um SAAC, “abandonar” é não fazer nada. Está claríssimo, não é? As famílias sim aceitamos a deficiência dos nossos filhos/as.
#YNoPasaNada O aluno com TEA e hipersensibilidade sensorial que sofre um ataque de ansiedade a cada hora quando soa a sirene de mudança de aula, mas apesar dos relatórios médicos apresentados pela família. A escola não toma a decisão de substituir o terrível som típico de uma fábrica por um sistema de som musical mais amigável, menos agressivo e adequado aos novos tempos.
#YNoPasaNada O aluno com TEA no Ensino Primário que tem pânico de balões, porque o barulho deles a estourar lhe faz mal, e não pode assistir à festa da turma com os seus colegas porque todo o colégio está decorado com balões, apesar de todo o corpo docente estar informado da sua hipersensibilidade acústica.
#YNoPasaNada O aluno com TEA que não pode fazer trabalhos em grupo porque tem dificuldades de relação social, problemas na organização e execução. Entrega de tarefas. Tem dificuldades na comunicação e na interpretação da mente dos outros, grave ansiedade social, baixa autoestima e risco de assédio. Mas, ainda assim, é obrigado a fazê-los porque “tem que aprender a ter amigos”. Deficiência social = deficiência invisível.
#YNoPasaNada O aluno com TEA que se autorregulava na aula de primária fazendo bolas de papel e atirando-as porque passava horas e horas na sala de aula sem intervenção. Como essa conduta incomodava o estudo dos seus colegas, o professor começava a fazer bolas e a atirá-las à cara do aluno com TEA para que assim entendesse que estava a incomodar.
#ENãoAconteceNada O capacitismo é a forma mais repugnante de segregação e de discriminação.
#ENãoAconteceNada No dia em que fui matricular minha filha mais velha na escola designada, porque era a única escola com os recursos educacionais de que a menina precisava, a diretora me disse se eu tinha certeza de levá-la para aquela escola. Que não era um lugar adequado para ela porque havia 250 alunos a mais.
#ENãoAconteceNada O diretor da escola do meu filho, no segundo ano em que ele estava no centro, me recebeu no primeiro dia com a “feliz” notícia de que ele já havia encontrado uma escola adequada para meu filho…
#ENãoAconteceNada A hashtag #YNoPasaNada é anterior ao que aconteceu em Jerez. Denuncia maus-tratos cotidianos perante os quais não se age. As consequências disso são muitas. Uma educação pobre e pervertida para toda a comunidade educativa; escolas que estão longe de ser lugares seguros, amáveis para todas e todos; crianças que se educam na indiferença e normalização do maltrato aos seus iguais; no mínimo, crianças maltratadas, ignoradas, sozinhas e que sofrem consequências graves física, social e psicologicamente. Muitas crianças com diversidade são maltratadas todos os dias em escolas e isso é invisibilizado, normalizado, minimizado, negado. Isso pode derivar em automaltrato, depressões, suicídios… continua invisível. Quando o maltrato contínuo e a falta de reação dos responsáveis adultos levam a esta forma de resposta de autodefesa e de impor limites de forma.
#YNoPasaNada O mais incrível é que há professores irritados usando a hashtag para dizer «pois as famílias também fazem coisas erradas». Um #notallprofes. Se você vê isso como um ataque pessoal, será que algo precisa ser revisto em você.
#YNoPasaNada O muro da vergonha.
#YNoPasaNada O menino não tem autismo, é a mãe dele que está empenhada em que ele o tenha. O menino só precisa que lhe imponham limites. (A tutora)
#YNoPasaNada O pior momento do dia escolar para E é o recreio. Ela está sozinha. Tenta aproximar-se, sem sucesso, dos grupos de crianças que formam rodas e a desprezam com risos e provocações. Os adultos encarregados do pátio nem estão nem se lhes espera. E fica nervosa e começa a dar voltas sobre si mesma, a correr em círculos ou a bater as asas.
#EENadaAcontece A peregrinação que faço entre médicos, especialistas, terapeutas…, e que te perguntem para que queres um diagnóstico. Que se é pelas ajudas. Não quero um diagnóstico, é a minha filha que o precisa para receber um tratamento adequado. Vão enfiar as ajudas pelo cu.
#EENadaAcontece No primeiro ano do Ensino Primário, a minha filha não teve aulas de Educação Física com a sua turma. Levavam-na para uma sala de Infantil. Soube em maio porque cheguei mais cedo para a buscar e coincidiu que tinham saído para o parque para fazer desporto. Ao não a ver, perguntei por ela e viram-se obrigados a dizê-lo.
#EENadaAcontece Começa o curso do 1º ano do Ensino Secundário, rapaz com TDAH. «Têm de saber que ele estará aqui no 1º e 2º anos do Secundário, depois deveriam levá-lo para outro sítio, ele não será capaz de aprovar nenhum curso…»
#EENadaAcontece No 1º da ESO sofreu assédio escolar e o centro sempre o negou com o apoio da Inspeção Educativa. Sofreu uma agressão que nos levou a um processo penal e as palavras da Orientadora foram «foi um acidente e os acidentes acontecem».
#ENãoAconteceNada No 3º da ESO fizeram um ‘teatro’ na aula da minha filha: «O que farias se a um colega fizessem bullying?» As assediadoras da minha filha representaram o papel na perfeição: boas amigas, solidárias, defensoras da vítima. Quase lhes dão um Óscar. Mas isso é na aula. No recreio, na rua, tiram a máscara.
#ENãoAconteceNada No 3º da ESO fizeram um ‘teatro’ na aula da minha filha: «O que farias se a um colega fizessem bullying?» As assediadoras da minha filha representaram o papel na perfeição: boas amigas, solidárias, defensoras da vítima. Quase lhes dão um Óscar. Mas isso é na aula. No recreio, na rua, tiram a máscara.
#ENãoAconteceNada No 3º da ESO cansei de sofrer em silêncio o bullying que estavam a fazer à minha filha desde que era pequena. Tornei público e na escola culparam a minha filha. Diziam que era ela que não se adaptava ao grupo. Típico do bullying: culpar a vítima.
#ENãoAconteceNada No 5º ano do Ensino Fundamental, tanto o tutor quanto alguns colegas de classe zombavam das dificuldades do meu filho. Diretor: «Vocês tiveram azar com o tutor que lhes calhou», e não fez nada.
#ENãoAconteceNada Na escola do meu neto. No 4º ano, faziam as saídas pelo bairro no dia em que ele ia para a terapia para não terem que levá-lo. No 3º ano, fez todas sem nenhum problema.
#ENãoAconteceNada Nesta hashtag as pessoas falam na primeira pessoa e com toda a sua verdade. Não precisa de boatos, como alguém disse, nem que a usemos contra #YNoPasaNada, ‘acho que me lembro’. O assunto é suficientemente sério para invalidar os testemunhos das vítimas com inexatidões. Sem ressentimentos. Obrigado.
#ENãoAconteceNada Na aula do meu filho chegaram a dizer as mães de outros alunos e alunas que a aula estava indo mal por causa do meu filho.
#ENãoAconteceNada Na escola do meu filho disseram-me, com apenas duas semanas de início de aulas, que se não pagasse os 100 euros de taxa fixa, o menino não podia ir em excursão. Ou seja, castigam o menino sem fazer nada. É uma escola de Educação Especial. Incrível.
#ENãoAconteceNada Na graduação do meu filho, todas as crianças foram de casaco, exceto a minha, além de que ninguém quis entrar de par com ele no salão de atos. Com quem entrou? Com outra menina com graves problemas de ataques epilépticos que, por acaso, também não tinha par.
#ENãoAconteceNada Na universidade eram sinais de agressividade —em referência a estereotipias—, pelo que [la profesora] dizia que tinha medo e que o entendesse. Explicar tudo foi como falar com uma parede. A desculpa dela era que tinha de proteger a turma. Havia colegas dessa pessoa que não concordavam, mas não sei por que ninguém a enfrentou e quis colocar uma estagiária que não percebia nada de psicologia. Com o que, para que o meu filho pudesse licenciar-se em bioquímica, eu, a sua mãe, passei nesses corredores da universidade todas as horas que o meu filho estava na aula ao lado da porta, por se acontecer algo.
#ENãoAconteceNada No meu caso, NINGUÉM convidou o meu filho para o seu aniversário durante o curso dos 7 anos (nem nenhum dos que ele tinha convidado aos 6). Foi tal a sua marginalização entre as restantes famílias, que tive de lhe dizer que os 7 anos não se celebravam para evitar a sua dor perante a rejeição.
#ENãoAconteceNada Na minha escola, os professores mandavam fazer exercícios em pares quando o número de alunos era ímpar. Sempre ficava um menino pendurado, morrendo de vergonha e tristeza. Quem já foi professor sabe que isso nunca acontece por engano.
#YNoPasaNada Em primeira pessoa. Matriculei meu filho na creche municipal. Entre a prefeitura e a creche, eles jogam a bola um para o outro porque me dizem: «É que ele só pode assistir das 8h às 10h da manhã porque a cuidadora não aguenta com ele, ele nos escapa». Em uma sala como todas as da creche, com maçaneta alta na porta. Excluído e abandonado.
#YNoPasaNada Em uma reunião com o orientador porque a tutora não nos dava informações sobre o que era trabalhado com nosso filho (3 anos, síndrome de Down), ele nos disse: «Eu também tenho um filho atrasado e essas coisas acontecem. Mas vocês sempre podem mudar de centro. Para a Educação ou para os tribunais não vão, é uma perda de tempo e não vão fazer nada». Orientador que, aliás, tinha um gabinete de fonoaudiologia para lucrar com as crianças que eram desassistidas na escola. Recomendou-nos não pedir a bolsa do MEC (menos papéis para ele). Não lhe demos ouvidos, pedimos e ela sempre nos foi concedida.
#YNoPasaNada Em uma reunião do 3º ano do ensino fundamental, a orientadora da escola nos diz: «vocês devem entender que até aqui chegou, acho que vocês têm expectativas demais». Levantamo-nos e fomos embora.
#YNoPasaNada En una tutoría de 1° Infantil la tutora afirmó, sin ningún tipo de pudor, que la ATE (Auxiliar Técnico Educativo) tenía que inmovilizar la cabeza del niño, con síndrome de Down, para que atendiera en clase.
#YNoPasaNada En una visita del alumnado de 6º de Primaria a un IES, acompañaba a una alumna con una enfermedad que le dificultaba la motricidad, entre otras afecciones. Guió la visita el equipo directivo del IES. Al llegar al ascensor, dijo que no se podía usar a no ser que se tuviera un defecto. ¿Un defecto? La orientadora del IES me preguntó que qué problema era fulanita. No, fulanita no es un problema, fulanita es una niña y no tiene ningún defecto.
#YNoPasaNada Es injusto de lo que nos acusan a las madres, sobre todo cuando evidenciamos la discriminación que reciben nuestros hijos en las escuelas. Suelen tacharnos de locas, de querer cosas que no le «pertenecen». «Que no aceptamos la discapacidad de nuestros hijos.» Es hiriente que sean justo estas personas, las profesionales, que deben formar a nuestros niños… A muchos les vendría bien un tratamiento de choque contra su propio capacitismo.
#YNoPasaNada Es mucho más fácil ponerse en el perfil el lacito de la efeméride de la dificultad de aprendizaje de ese mes que luego atender esas necesidades en el aula.
#YNoPasaNada Es muy difícil, dificilísimo, tener que estar en un sitio donde no te quieren. Es doloroso.
#YNoPasaNada Es un problema de capacitismo puro y duro con las AA.CC. ¿Cómo van a necesitar apoyos si no tienen discapacidad? Esto pasa mucho con también con perfiles autistas, como el de mi hijo, antes Asperger, que no se entiende por qué «no parece autista».
#YNoPasaNada Escuela que invalida el diagnóstico de Autismo. Son muchas cosas que contar… Entró a los 5 años y ya tiene 11, más de 5 años de sufrimiento. Me parece una barbaridad… y no pasa nada… es muy triste. El psiquiatra me insinúa que no siga reclamando porque es el niño quien está en la escuela y la pueden tomar contra él. Le respondo: «no estoy pidiendo favores, son sus derechos. Y si la toman con él por eso, ya sería un delito…»
#YNoPasaNada Estar en la playa tumbada, detrás de un grupo de madres que están poniendo verde a tu hija a gritos, hablando de ella como si no tuviera discapacidad y fuera una delincuente en el aula. Levantarte a explicarles que tiene autismo, discapacidad que está sin intervención en el aula, desatendida y sin recursos. Pedirles su colaboración y apoyo. Y que 7 meses después ellas mismas organicen una huelga para echarla del colegio. Y denuncien la situación en prensa presentándola como una alumna violenta, obviando nuevamente su condición su discapacidad y la falta de recursos del centro.
#YNoPasaNada Eu também já vivi isso. Isso é outro clássico. Culpar você porque os outros não podem fazer uma atividade que legalmente não deve ser programada por não ser acessível a todos os alunos. Eu programo uma atividade excludente e ainda faço a família do aluno excluído se sentir mal.
#ENãoAconteceNada Estou em um instituto onde ainda não adaptaram nada para ele porque o veem ‘feliz’. TODOS nós deveríamos dar nomes de escolas, orientadores e professores que se omitem. Apontá-los como eles fazem com nossos filhos.
#ENãoAconteceNada Estou lendo certos tuítes sobre deficiência que, como pessoa com deficiência que sou, me deixaram chocada pelo eugenismo e pelo nazismo que me pareceram. Aparentemente, segundo certas pessoas, gente como eu não tem direito à vida e merece ser abortada. E as que vivemos, que sejamos trancafiadas em centros de educação especial, de forma obrigatória, simplesmente por sermos diferentes. Não importa se precisamos ou não.
#ENãoAconteceNada Já estou sem forças. A última tentativa com uma profissional para conseguir que meu filho não fique mais sozinho no recreio, vagando sob o sol, e nada, a escola não se importa. No mesmo dia da reunião, [estaba], sozinho sob o sol, e assim nos dias seguintes. Todos os dias meu filho me diz: «mãe, não me leve para a escola», «posso faltar hoje?», «é um inferno», «estou farto da escola». Já não sei o que fazer…
#ENãoAconteceNada Estive ao telefone com o diretor da escola da minha filha por uma hora porque ele não podia me atender pessoalmente. E tive que esperar dois dias para que ele me atendesse depois que a agressora a pegou pelo pescoço. E ele se limitou a dizer: «nós queremos que a menina se sinta bem». E desligou. Nunca ajudaram minha filha e tivemos que abandonar a escola. O tutor dela se limitou a dizer que, se ela não tinha encontrado seu lugar ali, achava ótimo que em outro lugar fosse feliz. Exatamente assim, enquanto minha filha dia após dia entrava no carro ao buscá-la e chorava. Dizia «mamãe, chega as segundas-feiras de manhã e estou amargurada». Enquanto isso, lá ficaram os agressores da minha filha e esse tutor, mais toda a turma que o compõe. E nós partimos. Não há justiça, ninguém ajuda. Isso é vergonhoso. Não se calem nunca, nunca.
#YNoPasaNada Excluíram durante tanto tempo “as minorias” de todo tipo de representação, que agora qualquer inclusão lhes parece forçada.
#YNoPasaNada Atividades extracurriculares, organizadas pela AMPA no Ensino Infantil e Fundamental, segregadas para estudantes matriculados em salas de aula específicas em centro regular.
#YNoPasaNada Fim da primeira avaliação do segundo ano do Ensino Fundamental e descubro que o professor de português não dirigiu a palavra à minha filha durante todo o curso. Ela está lá em todas as sessões, quieta, sem tarefas, calada, olhando para o infinito… dia após dia.
#YNoPasaNada Graças a vocês que são profissionais, pessoas decentes e não olham para o outro lado e se indignam diante disso que nos degrada como sociedade.
#ENãoAconteceNada Graças a você [Belén] por compartilhar e mostrar que muitos pais não estão sozinhos, seja em Sevilha, Andaluzia e na Espanha inteira, eles não querem ajudar nem inclusão para nossos filhos. Graças a você por fazer tudo isso e nos fazer sentir mais unidos e lutando por eles.
#ENãoAconteceNada Obrigado por ajudar a divulgar. O pior desses comportamentos é que eles não se limitam ao âmbito escolar. Os desprezos que sofremos também na saúde “as pacientes psiquiátricas” (como nos chamam) não têm fim. Imobilizações, superdosagem de medicamentos sem poder nem perguntar para quê. Estando grávida, por exemplo, a tocologista me recomendou que, já que tinham passado as semanas para poder abortar, que desse o bebê para adoção, que eu não podia nem sabia ser mãe. Isso tem que acabar. Levo 10 anos fazendo divulgação em palestras e as pessoas não acreditam em você. Pensam ou que você mente ou que exagera… Somos milhares de pessoas que já não aguentamos mais.
#ENãoAconteceNada Obrigado por isso tão grande que você está fazendo ao dar voz a tantas famílias que sofreram pela mesma causa. Minha história e a do meu filho são assustadoras. Ainda me custa expressar porque está muito recente. Meu filho foi abandonado pelo sistema educacional e eu fui maltratada psicologicamente durante meses. Defendo colegas e professores porque sempre estiveram à altura, embora seja verdade que nesta história a maioria decidiu olhar para o outro lado. A versão do centro era que eu era uma histérica inconformista.
#ENãoAconteceNada Há dois dias: «literalmente, meus 16 alunos de diversificação são 16 amebas.» E não vai acontecer absolutamente nada.
#ENãoAconteceNada Há alguns dias, chorando com uma mãe no meu gabinete. Pedir desculpas em nome de toda a instituição escolar. Reconhecer e acolher o dano.
#ENãoAconteceNada Há uma sigla muito frequente que se usa nos relatórios entre professores e diretores: «FC», Família Conflictiva.
#ENãoAconteceNada Agradeci muito às pessoas por fazerem o seu trabalho e, mesmo assim, não o fazerem por medo a consequências para a criança. As consequências chegaram com um convite apressado ao passar para Educação Especial. Os pais fomos os últimos a conhecer essa decisão unilateral. Educação regular que faz jus ao seu nome.
#ENãoAconteceNada Cheguei a ler que é para receber esmolas. Como se pode ter tanta maldade. Algumas mães perdemos o emprego ou, até mesmo, a saúde. E não por culpa dos nossos filhos. É a injustiça, o mau-trato recebido o que não se consegue assimilar. E nesse tempo às crianças exige-se que ajam e se comportem como um neurotípico. Quando colapsam ou adoecem, só ficamos nós a apoiar e desesperadas pedimos ajuda. E nada.
#ENãoAconteceuNada Fui testemunha do mau-trato de uma equipa diretiva para com os estudantes e as famílias. Na realidade, para com toda a comunidade educativa. Quem sofre com mais fúria esse mau-trato? Os estudantes que estão na mira naquele momento. Sobre um aluno em concreto foi um mau-trato muito MUITO GRAVE. Físico e, sobretudo, psicológico (que não se vê), até ao ponto de lhe provocar fobia escolar. Isolamento e perseguição laboral a profissionais que não concordam com o status quo. Tudo denunciado à Conselleria de Educação. E nada aconteceu. Um centro educativo onde não se pode viver. Onde não se pode conviver. Onde não se aceita uma crítica e se arma «um escândalo». Onde se coarta a iniciativa. Onde há um ambiente de trabalho que, qualquer semelhança com o de um centro educativo, é mera coincidência.
#ENãoAconteceuNada Filho semi-verbal aos 4 anos. A terapeuta da fala do CAIT tira-lhe testes de QI: limite. 2 meses depois faz outros testes. O orientador da escola: inteligência normal. Não era o meu filho, mas sim o tipo de teste e, graças a Deus, calhou-nos um bom orientador que não se deixou influenciar.
#ENãoAconteceuNada Olá Belén, embora não te conheça pessoalmente, gostaria de te agradecer. Obrigada por dares a conhecer algumas das más práticas que ocorrem nos centros. Isto só evidencia a necessidade de mudança do Sistema Educativo para uma perspetiva mais humana e justa. Acredito que é uma questão ética que os docentes comprometidos sejamos motores de mudança nos nossos centros para evitar que este tipo de coisas aconteçam. Esta é a única razão pela qual este ano me apresentei a diretora do meu centro. As mudanças partem da necessidade, mas também da vontade de certo corpo docente que não estamos de acordo com o atual status quo. É duro lutar contra os entraves de alguns colegas e da administração sendo equipa diretiva, por isso não posso chegar a imaginar os muros que as famílias têm de encontrar. Tenho consciência de que as mudanças são lentas, embora imparáveis. Na minha opinião, o ponto chave é a união de estudantes, famílias e docentes comprometidos. Daí podem sair grandes coisas nos centros. Belén, tens toda a minha admiração, continua a fazer corar, a expor e a denunciar situações intoleráveis. Um abraço.
#ENãoAconteceuNada Olá Belén, muito obrigada pelo seu relato. Sou autista. Dos 4 aos 17 anos, além de estar totalmente sozinha, parecia que para meus colegas isso não era suficiente e eu recebia mensagens de morte, tachinhas na cadeira. Cortavam meu cabelo, cuspiam em mim, batiam. Chegaram a quebrar um braço meu para que eu não pudesse participar de uma competição. Me insultavam, roubavam ou me trancavam no banheiro… O corpo docente simplesmente acabava por me proibir de ir ao recreio, por isso fiquei sem recreio até, literalmente, a universidade. As poucas vezes que me defendi (gritando) eu era punida. Com o tempo, acabei pensando que merecia esse maus-tratos e também acabei em um relacionamento abusivo. Agora tenho um filho também autista de quase 2 anos e, simplesmente, morro de medo de que ele possa passar pelo mesmo.
#ENãoAconteceNada Olá Belén. Leio você desde que começou e finalmente me vejo aqui, escrevendo para você. Porque estamos cansados. Tutora da antiga escola que não adapta o material para meu filho TEA de 7 anos. Colégio que se diz inclusivo, mas depois a nenhuma criança se explica o que é o autismo. Não há palestras, jornadas de sensibilização, nada. Punições no pátio olhando como seus colegas brincam, privando-o de um direito (brincar) e de uma necessidade (se mover). Livros de leitura sem adaptar. Deveres sem adaptar. Ele tem que fazer as tarefas no mesmo formato que seus colegas. Sem imagens, sem pictogramas. Tudo textos. Colocou problemas para que utilizasse seus canceladores de ruído. Verdadeiramente não sei se os usa, porque meu filho tem um problema de linguagem também e não fala do que acontece dentro. Reclama.
#ENãoAconteceNada Olá, Belén, boa noite. Até na escola especial há discriminação pelo grau de deficiência. Hoje fizeram sobre a temática da árvore e só pediram “de aqui até ali regam as plantas”, ficando 2 pessoas, um menino e uma senhorita com deficiência múltipla sem fazer a atividade.
#ENãoAconteceNada Olá, Belén. Aí está o meu. Meu filho com paralisia cerebral, 7 anos sua primeira epilepsia. Recebo sua tutora e a professora da sala de integração do Ensino Secundário, sua testemunha. Tiravam meu filho da sala de aula regular tendo seu assistente pessoal pago por nós e nós nos recusávamos. Não queriam a Assistente Pessoal. A tutora pega o telefone para me dizer que ela liga para qualquer centro para mudar meu filho de colégio. Ele se revira e sobe na mesa para quase me agredir. A mesma professora, sua tutora um ano antes, me cita e eu vou com a psicóloga privada do meu filho. Sua consulta era para me dizer que eu não falasse com as mães fora do colégio, que ela me proíbe. Eu estava grávida de três meses. Abortei no dia seguinte. Com 16 anos, ele é recebido pela professora da sala de integração e foi uma amargura muitos anos para expulsá-lo como o fizeram. Hoje mais tranquila, mas com muita dor.
#ENãoAconteceNada Olá, Belén. Deus te abençoe. Queria comentar um post, mas na verdade tenho medo que alguém o veja e que neste último ano voltem a pegar no meu filho.
#ENãoAconteceuNada Olá, Belén. Obrigada por dar visibilidade à realidade que vivemos. É triste e vergonhoso ler a hashtag. Com 4 anos, meu filho com TEA teve uma mudança de tutora. Ele teve que se adaptar a ela e ao ambiente de uma escola regular, tínhamos nos mudado e ele tinha tido um irmãozinho. Na primeira semana, depois de buscá-lo, a conversa que ele teve comigo foi: «Tenho 25 alunos para atender, é claro que ele era o 26.» Seu filho hoje não ‘urina’ de tanto que chorou, se uma novata vem aqui, ela pede licença, entre outras coisas. Quem não ‘urina’ naquela noite e muitas outras fui eu pelo mal que passamos durante essa fase. Sorte que havia profissionais que tiveram empatia, mas temos que depender disso, de ter “sorte”. Um abraço e obrigada.
#ENãoAconteceuNada Olá, Belén. Conheci seu movimento através de uma amiga. Tenho um filho com atraso generalizado do desenvolvimento e com TEL. Há dois anos ele sofreu bullying por parte de três colegas de sua turma. Eles se dedicavam a contar até três, que meu filho corresse e eles lhe davam chutes e socos na cabeça. Um dia, com um soco nos rins, eles o jogaram pelas escadas. Sua professora me disse que meu filho era muito “provocador” e, para completar, montou um escândalo na frente de toda a turma dizendo que ele mentia. Ainda hoje me caem lágrimas… e tristemente, nada aconteceu! Um abraço.
#ENãoAconteceuNada Olá, Belén. Mãe de 3, com autismo. O do meio passa despercebido, estou absolutamente louca. Sofri muito o abandono com meu filho mais velho, até que tudo se tornou evidente… No 5º ano do Ensino Fundamental, encontrei uma docente de corpo e alma, mas bastaram 8 anos de sofrimento, pátios sozinhos, bullying… Solidão, solidão e solidão. O Ensino Médio é um desafio diário. A história se repete. Meu filho pequeno, na Educação Infantil, é “que não ponho limites”, “ele não tem nada além de um problema de linguagem…” Sempre pátios sozinhos. Hoje, no 2º ano do Ensino Fundamental, adaptações (ACIS). “É que ele não tem o nível da turma”, “ele traz livros do 1º ano, mas compra os livros do 2º ano”, “que no ano que vem ele já os terá porque não será promovido”. Outra vez pátios sozinhos: “é que ele gosta de ficar sozinho ou com quem o domina.” “Seu filho nunca vai se destacar…” E sou eu que não o deixo avançar. Tristeza absoluta e desmoralização.
#ENãoAconteceuNada Olá, quanta razão você tem em tudo. Tenho um filho com autismo leve. Eles me pressionam na escola para que ele tome medicação. Eles não o aguentam se ele estiver muito nervoso.
#ENãoAconteceNada Olá, obrigado pela sua campanha. Eu vivi por parte da escola quase tudo o que as pessoas escrevem. Assédio, expulsões até que eles pegaram o menino. Esse foi o pior momento e, acima de tudo, quando me senti mais sozinha. E sempre me fiz a pergunta que faço a todos agora: por que não existe um sindicato que proteja essas crianças, cujos direitos estão acima da Constituição Espanhola?
#ENãoAconteceNada Olá, minha filha tem Asperger, 14 anos e 2 anos sem poder ir à escola por TOC e TEA. Recomendação de incorporação gradual, deixá-la sair quando precisa. No dia 10 de outubro, dia mundial da saúde mental, a tutora se recusou a deixá-la sair. Ela disse: ‘não vou atender seus caprichos’. Levou-a a tal extremo que o nível de frustração e ansiedade era alto. Não me chamaram no momento como mãe, se recusaram. Chamaram a ambulância, polícia local e nacional porque minha filha tentou se defender. Abriram um processo disciplinar e querem expulsá-la da escola. Preciso do seu apoio, quero denunciar o dano causado e não sei por onde começar. Tolerei demais e acabou.
#ENãoAconteceNada Olá. Quando meu filho tinha 3 anos, a professora do 1º ano do Infantil me disse que, em seus 35 anos de experiência, nunca teve um filho como o meu. Que é como quando se espera ter uma rosa e, finalmente, tem um cacto… Nos fez muito mal essa senhora. Fizemos bem em fugir daquela escola.
#ENãoAconteceNada Hoje escolheram o representante de turma na aula do meu filho (quarto ano do ensino secundário) e o tutor ignorou o voto do meu filho. Detalhes como estes a esta altura me abatem. 🥹
#ENãoAconteceNada Hoje disseram-me novamente que a minha filha “inutiliza” uma monitora da cantina. Que quando ela estiver assim —criança TEA agitada que se frustra se não a deixam mover-se para onde quer— me ligarão para que vá buscá-la. Que não têm os recursos para atendê-la… UM CENTRO PREFERENCIAL TEA.
#ENãoAconteceNada Hoje tenho reunião no instituto (primeiro ano). Assédio escolar durante os 3 anos anteriores. Não a deixam em paz nesta nova etapa: “filha da puta, pega no material dela e estraga-o, palhaça, não tens o direito de nos olhar nem de rir”. Empurrões, puxões de cabelo, és lésbica, como se dissessem que ela é uma apestado (não tem problema se fosse).
#ENãoAconteceNada Insisto, não vou contra ninguém, mas contra o meu filho vieram todos. Não encontrei nenhum apoio até que viram as barbaridades que estavam a fazer. Não generalizo, mas é preciso ser realista. Faz graça que me chamem “lutadora” quando jamais concebi isto como uma guerra.
#ENãoAconteceNada Tentar dar visibilidade ao mau-trato sistematizado que algumas crianças sofrem por parte do sistema educativo e que alguns professores se sintam aludidos e lhes pareça mais importante essa ofensa do que a mensagem original também é adultocentrismo e nitofobia.
#ENãoAconteceNada A autocura dos cuidadores é inviável quando temos de lutar todos os dias por uns direitos e por umas gestões nefastas e cruéis com os mais vulneráveis. A nossa saúde mental pende de um fio.
#ENãoAconteceNada A A.L. (Audição e Linguagem) do ano anterior insinuou-me que não devia preocupar-me com os livros no primeiro ano do Ensino Básico, que lhe podiam «adaptar» o material. Não só não lhe dei ouvidos, como o material visual que levei querem utilizá-lo para todas as crianças de 6 anos da turma… Se tenho de esperar que alguém faça adaptações visuais, estou bem fodida.
#ENãoAconteceNada A aluna com TEA que tem redução horária e entra todos os dias às 10:30, mas a AMPA decide fazer a foto de turma no final do curso às 9:30 para que ela não saia. #BenditoPhotoshop
#ENãoAconteceNada A diretora da escola anterior, ao assinar em desacordo o parecer da minha filha, disse ao meu marido que assinasse conforme que era possível. Ao sair da sala, teve um ataque de ansiedade.
#ENãoAconteceNada A diretora da escola do meu filho disse-me que todos iriam de excursão num autocarro adaptado. Chegou o dia e havia um autocarro e um táxi adaptado. Adivinha quem foi de excursão sozinho.
#ENãoAconteceNada A diretora da escola diz-me que se eu encontrar alguma escola que garanta que vão “aguentar” a minha filha durante todo o Ensino Primário, que peça por escrito.
#ENãoAconteceNada A disposição adicional 4.ª da LOMLOE, adormecida no sono dos justos, e os governos (central e das Comunidades Autónomas) não movem um dedo enquanto se viola o direito à educação.
#ENãoAconteceNada La frase favorita del profe a los niños: «no eres más tonto porque no entrenas». Machaca a diario a un niño de 7 años que este curso ha cambiado de centro por este motivo. Todo el equipo docente lo sabe y no hacen nada. Creo que duermen tranquilos.
#YNoPasaNada La indefensión aprendida.
#YNoPasaNada La mía: esperando al autobús, los niños están jugando al escondite. Mi hija de 6 años (TEA y TDAH), cuando sale de su escondite, se habían marchado todos. Le echaron la culpa a la monitora, a partir de aquel día tuvieron que esperar el bus en fila, pegados a una pared.
#YNoPasaNada La noche anterior yo no duermo del estrés que me genera ir a las tutorías. Y luego me paso varios días angustiada y llorando, con impotencia de no saber qué hacer para ayudar más a mi hijo.
#YNoPasaNada A orientadora de plantão me comenta em uma reunião que minha filha tem uma afetação muito, muito severa. Só esteve com ela 3 dias, 1,5h por dia. Aparentemente, ela é adivinha.
#YNoPasaNada A orientadora do colégio… «Ah, que você se recusa a que sua filha esteja na modalidade C. Pois a moeda de troca para que ela esteja em uma sala de aula regular é que você coloque um assistente na sala. Temos muitos currículos de pessoas que realizaram as práticas e não cobram muito. Mas sua filha não pode ficar sem supervisão», (três semanas após o início do primeiro ano do Infantil).
#YNoPasaNada A orientadora me disse: «Ufa, você tem todo o corpo docente irritado, estão furiosos. Por que você não considera colocá-la em uma escola conveniada, já que eles são padres e vão acolhê-la com mais compaixão? Aqui você tem tudo muito difícil». Eu: «Não queremos compaixão, queremos educação inclusiva».
#YNoPasaNada A professora de Infantil esqueceu meu filho e ficou mais de 30 minutos no banheiro, sem saber o que fazer e super desorientado. Colégio INCLUSIVO…
#YNoPasaNada La psiquiatra del CSMIJ de Mollet Vallès: (después de escuchar a mi hija durante 3 minutos y DELANTE DE ELLA): «Tu hija tiene un TDAH muy leve. Si de aquí dos años la cosa va a mal y fracasa, volvéis.»
#YNoPasaNada La segregación escolar es, como el racismo y la islamofobia, estructural. Afecta a cualquier institución y todas somos agentes segregadores antes o después. No toleraríamos falta de recursos como excusa ante el machismo, ¿verdad?
#YNoPasaNada La soledad del alumnado, esa que traspasa casa patio de los colegios de todo el mundo… Gracias, Belén.
#YNoPasaNada La soledad. La soledad porque nadie te entiende. La soledad porque a nadie le gustas. La soledad que añoras entre el gentío. La soledad que reconforta. La soledad que vive anclada dentro de ti. La soledad.
#YNoPasaNada A tutora do 4º ano do Ensino Fundamental me disse assim, exatamente. “Seu filho o que faz aqui? Isto é uma escola.” !!!
#YNoPasaNada A tutora do meu filho com autismo, numa reunião. Peço por favor que ajude o menino para que os colegas não o deixem de lado. A resposta dela foi que ela não tinha a obrigação de dizer a nenhuma criança que se juntasse ao meu filho, que ela não podia fazer nada.
#YNoPasaNada A tutora, numa reunião, diz aos pais para comprarem uns cadernos de matemática. A uma mãe com a sua filha com síndrome de Down, à frente de toda a turma, diz que não importa que os compre para a sua filha.
#YNoPasaNada Eu disse à orientadora que não concordava com o relatório psicopedagógico e ela me diz que não ia avaliar a menina até passados 2 anos. Antes não valia a pena porque nem nos verões nem em meses ela ia avançar o suficiente para ser avaliada.
#YNoPasaNada Ele está com depressão há 4 anos, toma Abilify, não tem a ver com a escola, mas sim com um conjunto de educação e saúde. Não lhe dão antidepressivos porque há um risco elevado de suicídio. É assim que as famílias devem estar? Nossos filhos não têm direitos em nenhum âmbito.
#ENãoAconteceNada Tenho pedido uma tutoria desde a 2ª semana de aula, começavam em outubro, mas nem sinal. Não fazem entrevista inicial. A professora responde pelo aplicativo uma vez de cada 4. Enquanto isso, meu filho está passando mal porque nem pude dizer que música alta o assusta.
#ENãoAconteceNada Fizeram o mesmo com meu filho, com 8 anos não o deixavam ficar em sua sala, levavam-no com os de 4 para que brincasse de panelinhas.
#ENãoAconteceNada O que você está fazendo com sua iniciativa é tão grande que você não imagina, porque você está dando visibilidade a tudo o que acontece nas escolas e que sempre foi escondido a sete chaves. Sou professora, estou com você. Muito obrigada, Belén.
#ENãoAconteceNada Loucas com muito orgulho. Loucas defendendo nossos filhos. Loucas nos tornam eles quando nos fecham portas. Este é o POL. Ele é autista e tentou se suicidar em março porque não queria viver em um mundo onde os maus triunfam.
#ENãoAconteceNada Nós, docentes, também temos que mudar o sistema por dentro e denunciar essas más práticas e falta de humanidade. Não vale que o corporativismo pese mais do que a vida das pessoas que estão sendo humilhadas com esse tratamento. As famílias precisam de apoio, não de julgamentos/desculpas para justificar o que não é feito pelo sistema. Temos que mudar isso juntos. É preciso ter coragem, como nossos filhos e filhas nos demonstram todos os dias em sua luta pessoal, que não deveria ser assim. Deveria ser um prazer e algo positivo. Vamos ter coragem.
#ENãoAconteceNada Os pais, na verdade, não são capazes de imaginar até onde chega a sensação de incapacidade de um professor que observa tudo o que acontece em um centro escolar.
#ENãoAconteceNada Professor que grita em sala de aula: «Você não pode ser ‘normal’ como os outros?» Para ele foi apenas uma frase de desabafo. Para nossa família, muito sofrimento e muitas sessões de terapia. Como o TDAH é incompreendido.
#ENãoAconteceNada Matriculei meu filho na escola regular do irmão dele. Disseram-me que eles não tinham recursos, que eu o levasse para a escola onde havia uma sala específica. Ao me recusar, disseram que levariam ao conhecimento dos assuntos sociais ‘porque a família não estava olhando pelos interesses da criança’.
#ENãoAconteceNada Matriculo minha filha no curso que lhe corresponde pela secretaria virtual. A diretora da escola me liga por telefone em 1º de setembro de 2022 para dizer que minha filha está sem escolaridade, que ela anulou a matrícula que enviei a matrícula na modalidade C. Que em seu gabinete ou ela ficará sem vaga. Minha filha com necessidades educativas especiais ficou sem escolaridade por mais de um mês. Da delegação de Educação, 3 ligações semanais, pressionando para abrir um processo de absentismo escolar para a diretora. Nada, é prática habitual.
#ENãoAconteceNada Tenho pânico, terror, de tudo o que estou lendo. Meu filho tem 5 anos, diagnóstico de TEA por avaliação na escola, paralisia cerebral com problema motor, e você tem que confiar todos os dias que seu filho está bem porque ele vai com os técnicos encantado, mas realmente é assim? Ele fala, mas não tem linguagem funcional nem entende o que está certo ou errado, não conta nada da escola e vamos às cegas sem saber realmente como ele está lá. Ninguém conta nada.
#ENãoAconteceNada Fui diagnosticado com Asperger desde os meus 6 anos, mas no liceu para meus colegas foi apenas motivo para que eles interpretassem que eu estava doente toda vez que um professor ou alguém falava da minha condição. Sempre zombarias e assédio escolar, que piorou duas vezes no meu terceiro ano do Ensino Médio. Esconderam minha mochila. As zombarias deles foram tantas que me autolesionei e ainda vivo com as marcas na minha pele.
#ENãoAconteceNada Gostaria primeiro de parabenizar-te e, depois, contribuir com duas situações que vivi quando era aluna em estágio de Magistério. Numa das aulas havia uma menina considerada pela tutora como a melhor da turma. Como as notas eram ditas em voz alta, quando ela tirava 10, a tutora obrigava as suas colegas a levantarem-se e a aplaudi-la enquanto ela subia na sua cadeira e desfrutava dos aplausos.
#YNoPasaNada Já me aconteceu que professores viessem dizer-me: «se eu te contasse o que fizeram ao teu filho. Quem me dera que tivesse havido uma câmara a gravar». Desculpaaaaaaa!! E tu por que não o denunciaste? Corporativismo? E conta-mo-lo quase 3 anos depois. E como isto, tenho para contar e não parar.
#YNoPasaNada Eu ia trabalhar com o coração na mão pensando no que podia acontecer a cada dia. Era um suplício. Deixaram-no preso na casa de banho escolar e teve de passar por baixo da porta. Partiram-lhe os óculos ao longo dos anos várias vezes. Deitavam-lhe comida em cima, abriam-lhe a mochila em dias de chuva e espalhavam tudo pelo pátio… «Eram coisas de crianças». Quando tinha reuniões as respostas eram: «tu decidiste levá-lo a um centro regular». Após investigar e ir aos organismos competentes, estudei imenso para proteger o meu filho e para educar… Não estamos sozinhas!! O meu filho é uma criança TEA.
#YNoPasaNada Chegaram a dizer-me que não o aguentavam sem medicação.
#YNoPasaNada Médica Rehabilitadora para poder tener FISIO en escuela específica (a día de hoy, sigue haciendo daño a familias). A tu hijo no le hace falta fisio, (con 4 años, hipotonía muscular). A tu hijo lo que le hace falta es estar aquí, cole especial hasta los 21 años.
#YNoPasaNada Metodología «adaptada» a todos los alumnos: hacerles copiar el libro entero de Natural Science (tortura para TDAH, dislexia y, la verdad, para todos).
#YNoPasaNada Mi etiqueta fue siempre esa, desde que mi hijo volvió al colegio después de superar un cáncer y amputarle. Tenía 6 años cuando se reincorporó a las clases. Nos negamos a aceptar que se burlaran, que todos le trataran de manera diferente, y no quise callar cuando le pegaron de tal manera en el recreo que le hicieron un coágulo en el muñón y estuvo ingresado varios días. ¡¡Pues FC (Familia Conflictiva) y a mucha honra!!
#YNoPasaNada Mi hija autista empezó la ESO con unos niveles de ansiedad increíbles. Pedí reunión para advertir que cada vez iba a peor con más estereotipias y un comportamiento preocupante. La respuesta del instituto fue que eran cosas mías, que la niña estaba muy feliz porque sonreía. Acabamos curso con un Pl sin firmar, sin adaptaciones curriculares. Consecuencia de todo esto: absentismo escolar, ansiedad, dolores físicos, fobias y pánico al exterior. ¡Pero, oye, la niña sonríe!
#YNoPasaNada Minha filha com necessidades especiais tem que fazer adaptação durante todo o mês de outubro. Ela está perfeitamente adaptada à escola, mas a escola ainda não a ela (já se passou um mês desde o início). A explicação que dão é que não têm apoios suficientes e que a professora vê inviável estar com ela e com mais 20. Que tem muitíssimo perigooo, que é muito inquieta, que não se senta, que não vê perigo, que têm medo… Você vai para casa com uma impotência…, tive que conter as lágrimas de dor.
#ENãoAconteceNada Minha filha sai todos os dias chorando da aula. Vou falar com a tutora dela, para ver o que está acontecendo, e ela me diz: «sua filha o que precisa são duas palmadas».
#ENãoAconteceNada Minha filha TEA com três anos após a pandemia. Só a deixavam permanecer na escola das 9h às 12h porque ela não se adaptava. Ficou sentada sozinha em uma mesa durante todo o curso porque como ela gritava e alguma vez mordia, podia contagiar o covid. Deve ser a única criança que gritava, chorava e mordia na Educação Infantil… Ligamos para a Inspeção e sabe o que aconteceu…? Não fizeram nada.
#ENãoAconteceNada Minha filha TEA passou de terceiro para sexto ano do Ensino Fundamental SOZINHA no pátio da escola, nenhum professor percebeu nunca e, quando perceberam, a resposta era que minha filha queria ficar sozinha. Todas as suas jaquetas foram cortadas com tesouras em sala de aula por seus colegas. Ela fez cocô em cima do medo que passou (com 10 anos) e ninguém percebeu também…
#ENãoAconteceNada Minha filha com TEA apresentava problemas de conduta na sala específica porque estava sendo trabalhada abaixo de suas possibilidades, logicamente. Comunicam-me e, como lhes digo que ela só faz isso lá, que não é um comportamento generalizado e que algo está acontecendo na escola para que a menina se comporte assim, eles decidem me ocultar por meses que a menina chora de dor (ela tem uma doença que cursa com dores fortes). Fico sabendo por pessoal da escola que isso está acontecendo e elas negam o tempo todo quando a menina está tendo dores diárias em casa. Isso é maus-tratos.
#YNoPasaNada Minha filha com TEA, no primeiro dia de infantil. Devolveram-me todos os livros porque ela não podia fazer o Ensino Fundamental II. No final do ano letivo, tínhamos que levar uma sacola para os trabalhos e a mim não me fez falta porque ela trazia 4 fichas, literalmente, de todo o ano. Depois fico sabendo que a menina ficava o dia todo na caixa de areia do pátio para não incomodar seus colegas.
#YNoPasaNada Minha filha, ato final encerrando o ciclo do Ensino Fundamental com seus colegas. 7 anos juntos. Um deles entregou um prêmio a cada um. Minha filha ficou esperando o dela…
#YNoPasaNada Minha filha, com diagnóstico de autismo no 2º ano do Ensino Fundamental II, estava na sala mais barulhenta do centro, passava a maior parte da jornada tapando os ouvidos e pintando gatos porque não trabalhavam com ela, com exceção de sua PT (Pedagogia Terapêutica). Quando pedi a mudança de sala, negaram-me porque poderia abrir precedentes para que outros pais com crianças sem diagnóstico algum pedissem o mesmo.
#YNoPasaNada Meu filho (diagnosticado com TDAH) sofria tanto na escola que, com apenas sete anos, numa noite de domingo me disse que preferia estar morto a ter que ir para a escola no dia seguinte.
#ENãoAconteceNada Meu filho de 12 anos, desde os 3 no mesmo colégio, sem problemas. Ao começar a ter consciência pela idade de injustiças e insultos que não gosta, ele se revolta contra essas coisas, sofre bullying e assédio de um professor. Começa a faltar, a Educação e Menores se voltam contra nós. Consigo finalmente um diagnóstico na Segurança Social. Não fazem os exames, ele passa tão mal na aula e recebe tantos desprezos que se fecha em seu quarto e não sai de casa. Para acabar com esse isolamento, vêm em casa e o internam em psiquiatria infantil, o levam até o hospital de Santiago sem visitas dos pais nem ligações, nem mesmo nossas, por ordem judicial. Tudo isso o levou a ter um trauma que, hoje, aos 20 anos, ele não é capaz de estar em uma sala de aula. Tudo ele está fazendo à distância. A criança incomodava no centro, com isso, perfeito que deixasse de ir por iniciativa própria. E à sua gêmea fizeram a vida impossível para que também deixasse de ir a esse centro. Destruíram a vida do meu filho…
#ENãoAconteceNada Meu filho autista de 6 anos. Um dia chego mais cedo para buscá-lo na escola e o vejo andando sozinho pelo pátio enquanto seus colegas faziam Educação Física. Ao chegar em casa pergunto e ele me diz que é SEMPRE assim. Que «como não entende a explicação da professora e não sabe fazer nada, para que não incomode, ela o deixa andando pelo pátio». Um curso inteiro assim e ninguém NUNCA disse NADA! Imediatamente comuniquei no centro e agora ele tem as aulas antecipadas e faz EF como todos.
#ENãoAconteceNada Meu filho com 4 anos, TEA. Seu primeiro ano de escola e nos coube uma tutora não muito qualificada que não compreendia as atitudes do meu filho, como ser um pouco mais lento nos estudos, que fosse mais nervoso. [Me dijo] Que pagasse uma sombra para que ela ficasse mais tranquila, que se podia medicá-lo… coisas muito bárbaras. Mas ainda bem que essa professora já não está e este ano meu filho vai feliz para a escola.
#ENãoAconteceNada Meu filho com autismo nos últimos dias de escola no ano passado já não queria nem ir para a aula, era um inferno para ele, já que a professora se portava muito mal. No último dia de aula, seu pai e eu fomos buscá-lo porque não aguentávamos mais desprezos ao meu filho e a diretora da escola não teve outra coisa a nos dizer senão que era meu filho quem tinha que mudar de atitude… Sério que você pode dizer a uma criança com autismo que mude sua atitude?? Eu disse a ela que meu filho não era quem tinha que mudar de atitude, que ela, como diretora de uma escola, era quem tinha que mudar e entender de uma vez por todas que ele é uma criança com necessidades especiais. Ai, Belén. Se eu continuasse… Temos um livro para escrever. Como a professora do meu filho se portou mal no ano passado, e o pior é que a direção apoiava essa ‘senhora’… Que duro é ver como tratam mal uma criança que só irradia amor e carinho.
#ENãoAconteceNada Meu filho no ano passado ia duas horas para a escola e era expulso do colégio, apesar de ser educação especial. Ele foi expulso do refeitório, não podia mais ficar no refeitório e, assim, ficou dois anos sem ir ao refeitório, nem quase à escola. Se um dia ele tinha uma crise, me ligavam e diziam: «melhor que passe uns dias em casa».
#ENãoAconteceNada Meu filho em um colégio de integração para surdos —criança surda com mais patologias— passa para o Ensino Fundamental (pelo Artigo 33, sem parecer técnico). No Ensino Fundamental, a professora se incomoda com ele na aula, por fazer ecolalias e não seguir o ritmo, e o mandou para o corredor com a PT (Pedagogia Terapêutica) durante 4 meses, até que eu descobri, claro.
#ENãoAconteceNada Meu filho tem TDAH e na escola sempre me diziam o mesmo, ele é mau. Ouvia todos os dias as mães cochichando na porta porque ele sempre saía castigado. No 4º ano do Ensino Fundamental, ele foi expulso 2 vezes e no escrito que a professora fez para o neurologista dizia: «ele se debruçou pela janela ameaçando se jogar, ao que os colegas o incentivavam a fazê-lo.» Mas o problema era meu filho.
#ENãoAconteceNada Meu filho está no 3º ano do Ensino Médio e este ano ele está sofrendo bullying desde o primeiro dia. Depois de tentar resolver a situação para que deixem meu filho em paz, ontem a chefia de estudos e a direção me disseram que parte da culpa do que acontece é do meu filho por não entender as brincadeiras. Meu filho tem autismo.
#ENãoAconteceNada Meu filho sofreu rejeição durante alguns anos (nunca saberemos exatamente quanto tempo). Como pais, percebemos ao terminar o quarto ano do Ensino Fundamental. Os que supostamente eram seus colegas falavam mal dele pelas costas e não deixavam que ninguém brincasse com ele. Meu filho vagava pelo pátio sozinho. Sua tutora nunca fez nada. Ele passava os recreios sozinho, completamente sozinho. Sua psicóloga, depois de anos de terapia e com ferramentas suficientes de habilidades sociais, nos recomendou mudar de centro. A atitude final de sua tutora foi fria e falsa.
#ENãoAconteceNada Meu filho, há 2 anos, na escola. Tinham que pedir 3 desejos de Natal. Ele escreveu estes dois. 1. Desejo morrer. 2. Desejo que parem de incomodar e de implicar com as pessoas.
#ENãoAconteceNada Meu filho muitas vezes está sozinho no pátio. Enquanto o resto das crianças está na sala de aula, ele está ali sem supervisão. É educação especial, o pátio dá para a rua. Eu não trabalho e vou passando por ali e o vejo ali sozinho. Fico com muita pena de como são tratados.
#ENãoAconteceNada Meu filho está sempre sozinho no recreio e ninguém nunca faz nada. Choro todos os dias, a toda hora.
#ENãoAconteceNada Minha menina não foi a nenhuma excursão jamais.
#ENãoAconteceNada Meu menino com autismo. A professora dizia que o que lhe acontecia era que tinha muita conversa fiada, que não tinha autismo e o que lhe acontecia era que era muito preguiçoso. Sobre ter o diagnóstico de TEA, e junto com o psicólogo da escola: rir de mim na minha cara. Escola inclusiva, chamavam…
#ENãoAconteceNada Muito obrigada pela sua iniciativa. Nós continuamos lutando. Meu filho com TDAH, na Educação Infantil. Uma professora, que além disso diz ter o título de psicóloga, me diz que o problema que tem meu filho é que passa muito tempo com os avós. Nenhuma adaptação.
#ENãoAconteceNada Muitos centros educativos são herméticos e fechados, onde muitas coisas são encobertas e escondidas.
#ENãoAconteceNada Menina com dislexia, segundo ano do ensino secundário. Faz uma apresentação oral de inglês, os colegas riem e o professor passa olímpicamente. A menina tem um ataque de ansiedade.
#ENãoAconteceNada Menina com TDAH e dificuldades emocionais. Precisa de adaptações que estão previstas por lei. Anos lutando para que as façam. Anos sem adaptações. Até que um dia ameacei ir à Inspeção e aí já, finalmente.
#ENãoAconteceNada Menino a quem, como não cabe na sala de aula TEA, não vão fazer avaliação precisando de necessidades de apoio intensivo naquele momento. Ao fim de algum tempo recebo um email a dizer que não podem atender às necessidades educativas do meu filho e que ele deveria ser atendido noutro centro escolar.
#ENãoAconteceNada Menino autista de 6 anos. Primeiro contato com sua professora. Ela me diz para dar-lhe meio comprimido, que assim facilitarei a vida dele e a dela, o trabalho.
#ENãoAconteceNada Menino com autismo, 7 anos… um dia sim, outro também. Tenta entrar na escola como os outros. Não entende por que a professora sempre o pega, o afasta e o leva para o final da fila. Ninguém lhe ensinou como se entra na escola, o que é uma fila e para que serve.
#ENãoAconteceNada Menino de 10 anos com autismo. Uma de suas estereotipias é fazer um barulho com o nariz e a garganta. Aumenta quando está nervoso. O professor o ameaça se não parar. Ao ver que não para, esvazia o copo de água em seu rosto na frente de toda a classe, molhando sua mesa e livros. A família descobre por outros colegas essa situação e outras mais, perplexos com a humilhação.
#ENãoAconteceNada Menino de 10 anos com dislexia, discalculia e TDAH. Sem adaptações em inglês. Como mãe, vou abordar a professora e ela me responde (de muito mau jeito) que o menino deve fazer sua parte porque tem uma negação e uma péssima atitude em relação ao inglês. Eu me pergunto, como ele não vai ter se não está recebendo uma única adaptação?! Ele se nega porque não tem como entender! Discussão. Impotência. Indignação. Muita. Obrigado por dar visibilidade a essas práticas tão pouco inclusivas que acontecem dia a dia nas escolas e que fazem tanto mal às crianças e às suas famílias. Obrigado!
#ENãoAconteceNada Criança de 10 anos. O tutor o retira no meio da aula e comenta diante dos colegas: «Você não vai ser ninguém na vida, não vale para nada, chorar é coisa de covarde, você é um estorvo» (segurando o menino com força pelo queixo para forçar contato visual). Ele me envia um e-mail: «O menino permanecerá fora de todo grupo cooperativo, sozinho, porque não pode nem quer (o professor). É por isso que não vou consentir e que, diante de tal questão, o menino permanecerá fora de todo grupo cooperativo trabalhando sozinho até que possa ter a convicção e a certeza de que sua situação é reversível. Não é algo que me agrade, me apeteça e que eu queira, porque em todos os momentos tentei integrá-lo nas dinâmicas grupais, mas não posso nem quero aguentar mais este tipo de situações. À margem do descompasso do ensino/aprendizagem do qual seu filho é objeto porque ele não quer trabalhar devidamente. Quero manter uma ordem e controle corretos da convivência na sala de aula acima de tudo. Sala de aula com 18 alunos. Isto é um resumo do que eu queria transmitir. Saudações cordiais.»
#ENãoAconteceNada Criança de 8 anos com síndrome de Down. Sua professora lhe dá duas bolas azuis na aula de inglês, enquanto seus colegas fazem tarefas próprias do currículo. No terceiro dia, ele joga as bolas na cabeça da professora… O disruptivo é o menino.
#ENãoAconteceNada Criança de 8 anos com TDAH que não consegue ficar quieta. Castigam-no colocando-o fora da sala de aula e se vangloriam de que são de nova pedagogia e livre circulação (projetos). Nossa, faziam a mesma coisa comigo (eu era igual a ele) há 40 anos!!
#ENãoAconteceNada Criança de 8 anos disléxica, a quem submetem a ditados recorrentes em inglês onde toda a ortografia é avaliada.
#ENãoAconteceNada Criança em acolhimento familiar, no primeiro ano de infantil sem ter completado os três anos, com sequelas importantes devido à adversidade precoce sofrida. Apresenta inquietação na sala de aula. Reunião com o orientador: «Entendo que o vosso papel é mimá-lo, mas… uma palmada a tempo…» Continuo sem entender por que não o denunciamos.
#ENãoAconteceNada Menino surdo, 3º ano na aula de «leitura em voz alta» não o deixam ler na sua vez porque «Lê silabicamente» e na de «leitura silenciosa» dizem-lhe que se cale que incomoda os seus colegas… #NaArgentinaTambémAcontece
#ENãoAconteceNada Menino TEA, AACC. No colégio sentia que era como falar com a parede, não estavam dispostos a fazer adaptações de nenhum tipo. Sentia-me ignorada. Por sorte, no instituto tivemos sorte e estão abertos ao diálogo e a aprender. Já estão a adaptar-se às suas necessidades.
#ENãoAconteceNada Não lhe é permitido ir à festa de fim de curso e deixam-no sozinho numa sala com uma monitora da cantina enquanto todos os seus colegas estão no pátio na festa a brincar e a comer juntos com a tutora. A sua mãe, ao ir buscá-lo, depara-se com essa cena.
#ENãoAconteceNada No somos pocos, pero no importamos. Nuestros hijos son «caros» para el sistema.
#YNoPasaNada No todo el profesorado es así, pero una gran parte sí lo es. Ven a niños con diversidad como un exceso de trabajo, es la realidad. El de educación física nos recibió un año con esta frase: «han venido más niños mal. Chica, en mis tiempos no había esto, no sé qué hacéis ahora».
#YNoPasaNada No, no es profefobia. Aunque en el primer colegio de mi hija hubo docentes que sí tenían fobia a mi hija y su discapacidad. Todo denunciado a Atención a la Diversidad. Por suerte, desde hace 6 cursos está en un centro con un profesorado fantástico.
#YNoPasaNada Não, não somos poucas. Embora no início alivie saber que o que lhe aconteceu de forma continuada não lhe aconteceu apenas a si e que não está louca, é muito triste. É como dar socos numa parede. Está institucionalizado. É maus-tratos infantis e a ninguém importa. É pior que o machismo. A reação exagerada e defensiva, considerando-se vítimas quando contamos anedotas de maus-tratos, é inconcebível. Não entendo que a alguém que se dedique à docência não lhe revire o estômago.
#ENãoAconteceNada Nós, os que temos necessidades educativas especiais, somos irritantes e não nos querem, somos incómodos e sobejos em todo o lado. Isto nasce nas escolas e depois projeta-se fora, na sociedade em geral. Embora não acredite que mude muito, está a fazer um trabalho importante, justo e muito necessário. Já ecoa em todo o mundo, como as palavras que a Lucia não pôde dizer.
#ENãoAconteceNada Nunca me disseram nada de bom sobre o meu filho, tudo era mau…
#ENãoAconteceNada Oxalá um #SimAcontece de todos os professores que SIM veem que acontece. Quantas vezes me coube ser corajosa como AL (Audição e Linguagem) e enfrentar tutores ou a equipa diretiva. Porque sim, sim acontece.
#ENãoAconteceNada Orientadora escolar. Esta manhã. Recebo relatório psicopedagógico do centro anterior de um aluno novo. 6 anos. Diagnóstico de TEA grau 2. Diz: «não participa voluntariamente em nenhuma atividade da sala de aula. É preciso OBRIGÁ-LO». Não esclarece como era que o faziam. Famílias, peçam sempre cópia de todo relatório que seja elaborado sobre vosso filho. Solicitem cópia de tudo o que conste no seu processo escolar e processo de orientação e notificação e cópia de novos relatórios. Luz e transparência sobre a comunicação e informação formal sobre vossos filhos.
#YNoPasaNada Orientadora escolar. Visita da especialista em TEA da Equipe de Orientação Específico. Entrevista com mãe na minha presença. Não há dificuldades de integração na sala de aula, não há crises, não há condutas de agressão ou autoagressão (e mesmo que isso ocorresse, atenção a onde aponta, à extralimitação, ao intrusismo, à falta de ética e profissionalidade que continua). Marca como objetivo ao centro que não se levante da cadeira em nenhum momento das sessões e insta a mãe a ir ao seu neuropediatra para que lhe seja receitada risperidona e corrigir a «situação». O que há é escassa atenção conjunta e sustentada e um perfil de buscador sensorial que, quando necessita descansar, costuma percorrer o espaço explorando com os sentidos e buscando estimulação. Nada que possa ser considerado um «problema».
#YNoPasaNada Pandemia. À minha filha Tea no ano passado, com 4 anos, não a deixaram participar num ato de dança. Uma auxiliar a segurava enquanto ela chorava e tentava ir com os seus colegas. Não queriam que lhes estragassem a sua maravilhosa dança. Ao chegar a casa a menina contou-me a chorar. O resto do curso entrava a chorar para a escola… ferve-me o sangue ao recordar. Quem me dera ter dito algo à professora naquele momento.
#YNoPasaNada Pandemia. Quando recebo as tarefas em casa vejo que as atividades para o grupo podem ser realizadas pela minha filha com alguma adaptação simples. Realiza as tarefas e recebo um e-mail da professora bastante irritada porque se eu faço as adaptações, ela não pensa dedicar nem mais um minuto à menina…
#YNoPasaNada Pandemia. Olá, Belén. Somos três garotas ciganas dos bairros mais pobres de Madri. Falaram-nos de ti e da tua campanha e queríamos dizer-te que de nós, ciganas, ninguém espera nada. Se queremos estudar, temos de estar constantemente a demonstrar que podemos. Não nos permitem ter um único erro porque então «és cigana» e as ciganas não estudam. Obrigado pelo que estás a fazer e dá um abraço apertado à tua Lúcia.
#ENãoAconteceNada Para os estudantes e suas famílias são demasiadas expressões, comentários, condutas, atitudes discriminatórias (chamemos às coisas pelo seu nome). Dizia-me outro dia uma mãe: «o meu filho não pode ser sempre o último», porque o seu filho não conta, só contam os 20 mais. Não, são 21, não são 20+1, são 21. São muitas coisas, muitas expressões e atitudes que temos de mudar.
#ENãoAconteceNada Parece que após a pandemia estamos a regredir. Os nossos filhos sofrem bullying #ENãoAconteceNada, às pessoas autistas escatima-se-lhes, tanto quanto possível, a sua proteção por deficiência, com 85% de desemprego. O que pretendem? Que desapareçamos? Que se condene os adultos aos cartões?
#ENãoAconteceNada Parecem estar condenados desde que nascem…
#ENãoAconteceNada Pedi as respostas do teste Batelle de que falava o relatório psicopedagógico e nunca me deram. Estes testes estão cheios de vieses e expectativas baixas e segregadoras. Queremos detecção de barreiras para aprender todos juntos.
#YNoPasaNada Pedir uma tutoria para entregar o diagnóstico TEA (no 5º ano do Ensino Fundamental) e a tutora dizer: «pois para mim não me parece». Todo o ano sem as adaptações de que precisava, a ponto de ter passado para o 6º ano com Língua Portuguesa reprovada. Essa tutora é hoje a diretora desse centro.
#YNoPasaNada Peço cópia do relatório psicopedagógico da minha filha e me pedem que, primeiro, assine uma autorização para aceder aos seus dados médicos. Isto foi a orientadora.
#YNoPasaNada Por que a cada ano letivo é preciso voltar a reclamar as adaptações que já foram decididas (após diagnóstico, avaliação psicopedagógica, acumulação de fracassos, etc.), mesmo quando não se mudam os docentes. Para o estudante (e família) o custo académico e pessoal é brutal.
#YNoPasaNada Principios de cuarto, mi hijo TEA sin apoyos ni persona de referencia las tres primeras semanas del curso. Conductas totalmente disruptivas. Sale la tutora y delante de las otras madres me dice: «otra vez la está liando». Yo, amablemente, le digo: «es que, si no le ponéis una persona fija de referencia y os lo vais pasando como una pelota de profesor en profesor, ni le anticipáis las tareas…» Su respuesta: «este no es sitio para tu hijo, esto es un colegio».
#YNoPasaNada Mi hijo, autista severo no verbal, estuvo durante años en un centro preferente TEA. Con profesores y compañeros que lo incluían como uno más. Pero a pesar de todo, nos sentíamos fatal porque teníamos que recogerlo en el aula de referencia y la profesora apenas se paraba a hablar con nosotros para contarnos cómo había estado el niño porque las profes del aula TEA ya nos escribían. No dudo que esa profesora trataba de maravilla a mi peque porque la quería mucho, pero cómo nos tratan los profes a los padres de niños TEA y la poca información que intercambian con nosotros, sabiendo que nuestros hijos no nos cuentan nada del cole. Es muy fuerte.
#YNoPasaNada Que un alumno TEA con fobia a las avispas tenga que sufrir un ataque de pánico porque sus compañeros le dicen que tiene una avispa en la espalda y lo hacen con el único fin de reírse de él e interrumpir la clase. Y que como docente no puedas hacer mucho más que amonestar por escrito a los abusadores y tratar de tranquilizar a la víctima. Porque la violencia en las aulas está normalizada y es sistémica.
#YNoPasaNada Quedo asombrada como la violencia está normalizada en la mayoría de los centros educativos, públicos y privados. Y NO hay un órgano que represente a los menores de edad en cualquier contexto porque la discriminación, violencia y maltrato tristemente llega a cualquiera. Independientemente de raza, color, estatus social… A quien sea le puede tocar ¡¡y te condena la vida entera!!
#YNoPasaNada Queremos que venga Ione Belarra a hablar con las familias que han sufrido la VIOLENCIA ESCOLAR. No encontraréis huesos, encontraréis niños rotos. Y un mar de violaciones de los derechos humanos.
#YNoPasaNada Querida Belén, te estoy siguiendo estos días con tus posts y tu hashtag, y de verdad que estoy alucinando. Por otra parte, este hashtag sería extrapolable a cualquier otra situación que sufrimos las personas con discapacidad, cualquiera que sea esta. Y no pasa nada con el incumplimiento de la normativa de accesibilidad. Y no pasa nada con la vulneración del derecho de igualdad de oportunidades. Y no pasa nada si las aceras se llenan de veladores y otros obstáculos. Y no pasa nada si se abandona cualquier proyecto de asistencia personal. Y no pasa nada si no podemos entrar a cualquier bar o restaurante por el escalón en la puerta y, si entramos, no existe un baño adaptado o este sirve de almacén al local en cuestión. Y no pasa nada por tener que colocarnos en primera fila en los cines. Y no pasa nada si la discafobia aumenta día a día. Y no pasa nada si, aun denunciando estas situaciones, las distintas administraciones ni siquiera se molestan en responder o, si lo hacen, las respuestas son surrealistas y por supuesto no solucionan nada. Y no pasa nada si se conceden subvenciones ingentes al amigo de turno, mientras los más vulnerables se pudren o se pierden en los laberínticos vericuetos de la burocracia para solicitar cualquier ayuda o para reclamar algo que por justicia les corresponde. Las leyes y normativas no sirven para nada si no se aplican, porque el papel tiene la capacidad de aguantar todo lo que le echen. Un abrazo grande.
#YNoPasaNada Recibir un lunes una llamada diciéndote que «hoy no podemos recibir a [nombre de mi hija] porque faltan dos de las asistentes de la clase» y no poder hacer entender que es algo que simplemente NO PUEDE PASAR. Ni una vez… que te lo dibujen como quieran. Eso no se justifica con ningún porqué.
#YNoPasaNada Recibir una media de 4-5 llamadas por semana del instituto porque no saben cómo gestionar el comportamiento disruptivo de mi hijo adolescente.
#YNoPasaNada Acontece que hoje fico a saber por uma colega do meu filho (obrigada!) que na aula de educação física o meu filho fica sentado numa cadeira a hora toda a ver os outros a fazer ginástica. Ontem queria correr, a assistente não o deixou mexer-se e com a discussão ele magoou-se na cadeira. Chamaram-me porque ele se magoou na educação física. Ele tem PEI (Plano Educacional Individualizado) em educação física. Se não fosse por esta menina, eu não saberia que o meu filho passa as horas de educação física sentado. Para quê me fazem levar o fato de treino da escola e para quê me fazem levar roupa para ele se trocar e ele vem trocado? Meu Deus, quantas coisas não saberemos.
#ENãoAconteceNada De acordo com o artigo 31 da Convenção sobre os Direitos da Criança, é ilegal ficar sem recreio. Fazê-lo implicaria um abuso de poder sobre a criança por parte do professor.
#ENãoAconteceNada Se ninguém da família for, a criança não poderá ir à excursão. Foi o que me disseram, e eu a pedir dias no trabalho até que me despediram…
#ENãoAconteceNada Continuo chocada com os números de que 90% dos estudantes TEA sofrem bullying nas nossas salas de aula #ENãoAconteceNada, @DeAutismo. E como assinala a @AsperAndalucía, isto sabe-se há quase 20 anos.
#ENãoAconteceNada Sou autista e estudo Educação Infantil, minhas anotações estão cheias de capacitismo.
#YNoPasaNada Sou da Venezuela, Estado Bolívar. Meu filho tem autismo leve e vai a uma escola regular e para que o aceitem devo ir com ele e permanecer na sala de aula. Veem-no como uma criança estranha, não é fácil a falta de empatia.
#YNoPasaNada Sou docente e autista. Direção Geral de Pessoal: se você pode dar aula, não precisa de adaptações em seu posto de trabalho. Ao alunado autista fazem o mesmo: se podem se portar bem, devem se portar bem; se não o fazem é porque não querem. Puro capacitismo. Quando digo a alguma das minhas colegas que fui diagnosticada com autismo, elas me olham como se eu fosse extraterrestre. Isso pode nos dar uma ideia de em mãos de quem está o alunado neurodivergente.
#YNoPasaNada Sou docente e mãe. Acredito que quem não entende é porque não quer entender… não é um problema de desconhecimento, mas de capacitismo e ideologia.
#YNoPasaNada Sou orientadora, no ano passado de uma sala de apoio. As professoras da sala e eu não paramos de lutar pelos direitos dessas crianças, para que fizessem mais transições para suas salas de referência, para que fossem às excursões, para que em suas aulas não estivessem fazendo fichas sem sentido, mas sim os mesmos conteúdos que os demais, adaptados às suas necessidades, etc. É muito triste dizer que não as sentiam como alunas “suas”, eram da sala de apoio. Muitas vezes voltei chorando para casa. Muito obrigada pela sua iniciativa.
#YNoPasaNada Também fico com a parte boa. Tivemos sorte com professores e professoras que se envolveram imensamente na doença do meu filho e colaboraram em suas adaptações. Fico com uma frase que o chefe de estudos disse na festa de formatura, quando entregou o diploma: “foi uma honra fazer este percurso com você e transmitir do claustro de professores o agradecimento por tudo o que aprendemos de você e com você”. Nunca vou esquecer essas palavras.
#YNoPasaNada Demorei 7 anos para receber o diagnóstico porque a orientadora do colégio enviou um relatório para a saúde mental no qual dizia que minha filha e eu tínhamos uma relação tóxica. Durante anos me trataram como “mãe louca”.
#YNoPasaNada Agradeço sua força por dar visibilidade à realidade nas escolas e na vida diante das diversidades. Como pessoa com TEA adulta, ainda tenho que fazer mascaramento para me encaixar ou me afastar de muitas experiências para não me machucar. Como professora, trabalhei para curar as experiências de meus alunos que foram rejeitados ou excluídos de muitos lugares; no entanto, ainda vejo muitos colegas que se recusam a observar, ouvir, aceitar e aprender novas formas para que todos possamos existir em meu país. Quando fomos negligentes, a primeira pergunta que a autoridade nos faz é: o que você fez para proteger o menor? E sob essa premissa, devemos estar atentos e não permitir abusos e maus-tratos. Muitos reclamam da falta de preparo ou recursos e eu penso, que pais têm todos os recursos de que precisam? E, ainda assim, não desistiram.
#YNoPasaNada Confirmo, mesmo caso, meu filho. Hoje tem 27 anos, não esquece nada. Morria de vontade de se fazer entender, de compreender seus iguais, de estar com eles. A rejeição o destruiu.
#YNoPasaNada Vendem que é um colégio super inclusivo, maravilhoso (para a galeria) e, depois, quando tem que passar para o 2º ano do Ensino Fundamental, dizem que acham que eles não podem ensinar ao menino. Meu filho tem um atraso acadêmico de 5 anos: 3 anos porque a querida professora da Educação Infantil dizia que ele era um cachorro e mais 2 anos porque a do Ensino Fundamental não queria que ele se sobrecarregasse e não lhe ensinava nada. Solução, ir embora desse colégio. Continua com publicidade SUPER INCLUSIVA…
#YNoPasaNada Temos uma agenda como via de comunicação entre família e escola porque meu filho é TEA não verbal. Durante todo o curso passado não nos escreveram nada nela, apesar da nossa insistência em saber o que faz nosso filho na escola. Chegaram a alegar que não era justo para os demais, porque aos outros (normotípicos verbais) não se lhes escreve nada na agenda. Eu lhes pergunto, onde fica a equidade? Mas eles não sabem nem o que é isso. Este curso tentam nos contentar escrevendo uma vez por semana frases como: «esta semana trabalhou muito bem e esteve muito conectado na aula de educação física». E nada mais.
#YNoPasaNada Ter uma possibilidade de apoio por parte de outra administração e precisar do aval do orientador, que opina que, sob controle, tudo. E meu filho com relatórios semanais e semanas de expulsão a cada curso. Controlado?
#YNoPasaNada Tiempo de COVID. Le mandamos a la profesora de inglés las tareas de inglés de mi hija y me llamó por teléfono muy molesta porque a ella no tenía que mandárselas, que quizás la PT (Pedagogía Terapéutica) se las revisaría.
#YNoPasaNada Toda la vida jugando sola en el recreo. Siempre elegida la última para los equipos en clase de Educación Física. Acoso escolar directo y claro en varias ocasiones. En los bailes de San Isidro tuvo que bailar con el profesor. Jamás intervino nadie ni nos apoyó nadie en el centro.
#YNoPasaNada Todas las personas hacemos las cosas como sabemos y como podemos. Lo importante es que en la vida (personal y profesionalmente) hay que reconocer las limitaciones, analizar por qué cometemos errores y qué facilita nuestras buenas prácticas. Ser un poco humildes e intentar mejorar. Y no pasa nada por reconocer lo que hay que mejorar y mucho menos por pedir perdón si nos equivocamos. Es muy peligroso echar la culpa a las familias… y muy absurdo y negligente. Tampoco toda la responsabilidad es del profesorado. El sistema no funciona. Analicemos por qué y miremos a donde hay que mirar: el problema es estructural.
#YNoPasaNada Todos los cursos de Primaria la orientadora te hace la misma pregunta: «¿¿no la mandaréis a secundaria, no??»
#YNoPasaNada Trabalhos em grupo que devem ser feitos fora da escola e ninguém intervém quando deixam uma única menina de fora da turma inteira.
#YNoPasaNada Um dia cheguei para buscar minha filha (ela tinha 4 anos) e a encontrei andando sozinha pelo pátio. No recreio, ela tinha entrado no banheiro. Quando saiu, o recreio já tinha acabado e todos tinham voltado para a aula. Fui falar com a professora e ela me disse: «eu já tinha percebido que sua filha não estava na aula, mas pensei que ela não tinha vindo hoje».
#YNoPasaNada Um dia ele me agarrou pelo pescoço para que eu não pudesse abaixar a cabeça, para que ele me olhasse nos olhos. Assim, por 10 minutos. E eu disse a ele para não me tocar. Ele continuou, não se importou com a crise sensorial e de ansiedade que eu estava tendo e que eu estava me batendo e chorando. E a professora que tive aos 17 anos me disse: «assim você aprende a ser normal». E depois abriu a porta, me arrastou, me deixou no chão e fechou a porta. Dizendo-me: «se você se matar, é problema seu. Não vou ceder aos seus chiliques de criança pequena». E com 20 anos eu a recriminei. Ela me disse que as mulheres somos histéricas, que inventamos coisas e que o fez para tirar meu autismo e me educar. Foi um colégio de Educação Especial, onde depois fazem artigos sobre que têm tolerância zero com o bullying e com a discriminação. Ali nunca aconteceu quando eu estive, dos 13 aos 21 anos sofrendo bullying e discriminação.
#YNoPasaNada Uma aluna com autismo tipo 1 que recebe o diagnóstico aos 12 anos e passa toda a Primária, Secundária e Bacharelado afastada, sem oportunidade de socializar.
#YNoPasaNada Uma garota com dislexia, colega da minha filha no 3.º ano de uma graduação universitária. Hoje aplicaram uma prova de múltipla escolha e deram 15 minutos para todos os estudantes fazerem, inclusive para ela. Ela reprovou na prova porque precisava de mais tempo. A flexibilização do tempo é uma medida que devem implementar para os estudantes que necessitam. Minha filha disse a ela que contasse para a professora. Resposta dela: «Escrevi um e-mail para todos os professores e supõe-se que eles devam estar informados sobre todos os estudantes que precisam de adaptações de acesso… Já estou muito cansada de ter que brigar continuamente a toda hora. A vida toda assim.»
#ENãoAconteceNada Uma das desculpas que são dadas às famílias para rejeitar seus filhos e filhas são os conhecidos recursos (que são necessários, ninguém duvida). Outra é «não estamos preparados». Podemos imaginar ir a uma consulta médica e que lhe digam que não estão preparados? Que não têm recursos? Ou qualquer outra profissão. PROFISSÃO.
#ENãoAconteceNada Uma vergonha a cumplicidade do centro e da Inspeção. E sim, avisam com antecedência das visitas às equipes diretivas, porque eles se encobrem. Isso antes não acontecia.
#ENãoAconteceNada Moro em Vilanova i la Geltrú (perto de Barcelona), sou mãe de um menino de 6 anos, TEA com TDAH. Já passamos por 3 escolas diferentes! O EAP (Equipe de Apoio Psicopedagógico) vai nos recomendando as mudanças. É mais fácil mover o menor do que adaptar a escola. Meu filho está traumatizado.
#ENãoAconteceNada Eu denunciei o inspetor da escola do meu filho que, na época, tinha 10 anos. Meu filho falava em suicídio devido ao assédio que sofria. O inspetor me respondeu que o Asperger é um comportamento que se cura em casa.
#ENãoAconteceNada Eu não via isso na escola, mas na creche ele dava voltas ao redor do prédio o tempo todo e brincava sozinho, enquanto os outros ouviam uma história debaixo de uma árvore na grama.
#ENãoAconteceNada Eu era uma criança de corredor. Um ano me deixaram sentada ali, com carteira e tudo. Minha mãe soube por outra mãe. Eu falava muito, mas nada dessas coisas porque me dava pânico.
#ENãoAconteceNada Eu faço esta reflexão. Se quando se ensinam matemática (ou qualquer outra disciplina) se dão exemplos para que as crianças aprendam e interiorizem melhor… por que com a diversidade funcional não se faz o mesmo?? Se a uma pessoa com diversidade funcional se ignora, se aparta, se exclui…, o que estamos ensinando ao resto dos alunos? Está claro que há uma matéria pendente…
#ENãoAconteceNada Eu relatei muitas barbaridades ao chefe de inspeção e responsáveis, Direção provincial, inclusive chorando lágrimas que não conseguia conter. A resposta era sempre a mesma: «isso já passou, olhemos para o futuro!» Nem famílias, nem AMPA, nem associações, nosso desamparo é sempre total.
#YNoPasaNada Eu choro todos os dias por ter que levá-lo para onde não o querem. E não se trata de colegas e suas famílias, por aí tenho muito a agradecer. Trata-se da equipe diretiva e do corpo docente em geral. Meu filho realmente nunca faz nada de bom? Meu filho realmente não merece estar entre seus semelhantes? Choro de segunda a sexta-feira.
#YNoPasaNada Eu soube pelos pais, depois de 4 anos de assédio e após sair das entrevistas de seus filhos no protocolo, das BARBARIDADES que meu filho sofreu. Eles me ligavam chorando, pedindo perdão. MAS NÃO HOUVE ASSÉDIO segundo o colégio.
#YNoPasaNada Eu gastei muito dinheiro em livros e cursos, mas onde mais aprendi foi com os grupos de autistas adultos. É preciso abrir muito a mente para entender nossos filhos e é preciso respeitá-los e não obrigá-los a fazer coisas que os prejudicam.
#YNoPasaNada Eu saí do grupo de WhatsApp dos pais por algo assim. Meu filho autista pode acompanhar o mesmo ritmo da aula se trabalhar no computador. Ele tem disgrafia e dificuldade para escrever. Perguntavam-me: «Por que se as outras crianças não usam portátil, o seu usa?» A própria professora disse-me: «é melhor não comentar com os outros como ele trabalha para evitar mal-entendidos».
#ENãoAconteceNada Eu mesma sou autista, e em uma das escolas às quais fui quiseram fazer uma denúncia contra minha mãe por maus-tratos. Porque assumiram que só podia ser autista por maus-tratos. Se não fosse por uma psicóloga ter ido defendê-la, teriam me tirado de casa.
#ENãoAconteceNada Eu sei de lugares onde chegaram a recolher assinaturas para pressionar uma família a levar o filho para a Educação Especial. E lembro agora de um caso terrível de uma aluna em Rincón de la Victoria em que as famílias fizeram greve e deixaram de levar os seus filhos.
#ENãoAconteceNada Eu sou idosa, ainda tenho dislalia e já ninguém se zomba. Quando era pequena, as freiras castigavam-me no pátio de joelhos e com livros nas mãos, tendo que dizer «o cão de São Roque, etc.» Não importava se fazia calor ou chovia… Só conseguiram as minhas lágrimas e que a minha gaguez e a minha timidez excessiva levassem a minha juventude.
#ENãoAconteceNada Eu também sou professora e vi e sofri essas situações na minha vida profissional e como mãe. Isso quer dizer que todo o corpo docente tem essas condutas? Isso quer dizer que todo o corpo docente as consente? Eu não digo isso. Porque há pessoas maravilhosas e que cumprem a lei na docência. Mas quanto estudante pode sofrer essas humilhações para não denunciar? Se acontece só com uma criança, não acontece nada? Se acontece com cinco, não denunciamos porque não é representativo? Para mim não pode acontecer com nenhum, porque é um direito básico.
#ENãoAconteceNada Eu tenho dificuldades na psicomotricidade grossa e de lateralidade desde pequena, que então se traduzia por: «seus pais te superprotegem. Você é desajeitada, baixa de peso». A isso se uniu na minha adolescência a pele atópica com eczemas e supurações na pele.
#ENãoAconteceNada Eu tenho um problema auditivo e nunca pensei que me faziam bullying até agora que leio centenas de casos. Na EGB os professores nos faziam mudar de fila por semanas para não estar sempre na mesma. Mas eu só rodava até a 3ª fila para poder ler bem os lábios. Isso fazia com que minhas colegas protestassem porque as separava de suas amigas e me faziam o vazio. No recreio me diziam que não queriam brincar comigo porque cheirava mal e que era «estranha». Me faziam o vazio. Nunca interveio nenhum professor e eu não soube explicar isso aos meus pais. Quando passei para o BUP, concretamente para o 1º ano, repeti 2 vezes no mesmo centro. Quando fiz os exames de recuperação me chamaram para que fosse sozinha ao colégio buscar as notas. Quando cheguei, tinham preparado um folheto de FP para que eu me dedicasse a varrer a rua porque nunca ia aprovar o BUP por causa dos idiomas ao ser surda. «Você não pode aspirar a mais», me disseram. Felizmente, liguei para minha mãe antes de ir e quando estavam me dizendo isso, ela apareceu. Tive a grande sorte de que meus pais me mudaram de colégio e me animaram a continuar estudando. Assim pude concluir o BUP e a educação infantil. Mas hoje em dia tenho muitas inseguranças devido a isso e a perceber anos depois o que aquilo significava. Obrigada pela sua iniciativa.
#ENãoAconteceNada Eu tive duas gêmeas do Ensino Fundamental que nasceram prematuras e para a mãe delas, exatamente como escrevo, disseram estas palavras textuais: «você tem que levar as meninas para outro colégio porque aqui não há professor nem lugar para elas». E essa mulher, como lida com isso. Bom, tanto faz, total ‘não acontece nada…’
#ENãoAconteceNada Eu tive que ensinar um dos meus filhos a ler em casa porque na escola ele foi retirado do grupo de reforço de letramento “porque incomodava os outros” e na aula ele era colocado para brincar no computador “para não incomodar”.
#ENãoAconteceNada Eu tive que levar um atestado médico para que no refeitório escolar dessem comida batida para minha filha de 3 anos com autismo e transtorno grave de alimentação. Eles se recusaram a fazer dieta pastosa. A única coisa que consegui foi que batessem o macarrão dela. Claro, eu levei o liquidificador comprado por mim. A cozinheira (na época não era catering, havia cozinha) se recusou a fazer a dieta mesmo com atestado médico. Minha filha passou um ano inteiro sem comer. Nunca mais pude matriculá-la em um refeitório e tive que modificar o horário de trabalho para poder me encarregar de suas refeições até hoje. Ela continua com dificuldades na alimentação e com restrição de alimentos e texturas aos 18 anos.
#ENãoAconteceNada Eu: “Estou preocupada como qualquer mãe/pai com a mudança para o Ensino Médio, que nos pátios e nas trocas possam ocorrer situações em que o provoquem.” Orientadora: “Não se preocupe, que se isso acontecesse ele não se daria conta. Não saberá interpretar as provocações.”
#ENãoAconteceNada Eu: “Meu filho não pode ficar sozinho no pátio, é preciso fazer algo…” Diretora: “Seu filho não tem consciência de que está sozinho. Não se preocupe. Não lhe dói”. 33 anos depois afirmamos que garantimos uma escola inclusiva quando as únicas barreiras que são analisadas nos relatórios. E nos pareceres de escolarização nas capas dos quais são recolhidos os dados pessoais de alunos e alunas (mesmo que se utilizem os eufemismos de avaliação socio-psicopedagógica ou avaliação técnica para a inclusão educativa, por exemplo) são as que se atribuem às crianças ou às suas famílias, às quais se responsabiliza por não aprender.

33 anos depois continuamos gerando indefesa aprendida em crianças às quais submetemos (mesmo que de forma não intencional) a experiências de fracasso desde os três anos. 33 anos depois continuamos lendo com horror como as mães denunciam violência e abandono institucional.

33 anos depois, continuamos sem identificar nem visibilizar as barreras à presença, à participação e ao progresso, ou pelo menos estas não constam em nenhum documento oficial. 33 anos depois, continuamos instalados no modelo de espera ao fracasso, pelo qual esperamos que os estudantes fracassem, sabendo que o vão fazer, quando dispomos de evidências científicas que nos permitem desenhar e implementar programas preventivos nas salas de aula desde antes mesmo de iniciar a escolarização.

33 anos depois, continuamos com a função de contadores de recursos especializados atribuída, pela qual somamos horas e dividimos sessões para que se ajustem às folhas de cálculo dos serviços de inspeção educativa, porque a dotação é feita em função dos estudantes com Necessidades Educativas Especiais (NEE) e não da proporção total como em qualquer outra especialidade.

Em outro caso, uma tutora que castiga todos os dias sem recreio e saindo 10 minutos mais tarde da escola com todos os seus estudantes. Há um menino que a sua família não o pode buscar e apanha o autocarro urbano (6º de Primária) e perde-o todos os dias tendo que esperar sozinho 1 hora para ir para casa. Diz isso à tutora e ela responde que não é problema seu que a sua família não o possa buscar.