Capa do documentário «Quererla es Crearla». Vista lateral de um grupo de pessoas, com e sem deficiência, sentadas em círculo num espaço ao ar livre ajardinado. Raúl Aguirre parece ter a palavra e dirigir-se a alguém fora de plano. Na parte inferior, o texto: «Educação inclusiva: 'Quererla es Crearla'. Um documentário de Cecilia Barriga.»
Logotipo oficial de 'Inclucine Festival', 2023.
Logotipo oficial de 'Fecidiscovi', 2023.
Logotipo oficial da seleção oficial de 'Calibelula', 2023.
Logotipo oficial da seleção oficial de 'Firm Film Festival'.
Logotipo oficial do 'Festival Internacional da Não Violência Ativa', seleção oficial '7 Ficnova', 2024.

Educação inclusiva. Quererla es crearla

Um documentário de Cecilia Barriga, que aborda o sentido profundamente humano da educação inclusiva e a necessidade de gerar um movimento social que a torne realidade.

Audiodescripción [AD]: Primero plano de Cecilia Barriga, hablando a cámara. Cecilia Barriga:— Soy Cecilia Barriga, cineasta y creadora audiovisual. Llevo muchos años trabajando en documentales y, especialmente, en obras audiovisuales que tratan de dar visibilidad, forma y también forma estética a muchas luchas sociales y grupos que se organizan para crear nuevas alternativas en términos de derechos, de libertades y logros. Por ejemplo, el feminismo, al cual llevo retratando, prácticamente, hace más de 40 años, y también el movimiento LGTBIQ, con todas sus transidentidades, tanto raciales como geográficas y corporales. En este momento, el movimiento 'Quererla es Crearla' me ha invitado a participar en un proyecto que me parece fascinante, por su complejidad y, también, por lo que nos interpela en términos de tomar conciencia. Es el movimiento por la inclusividad, por la escuela inclusiva. A través de la Universidad de Málaga, han recibido una ayuda para desarrollar un relato, una narración de sus luchas, y de cómo están articulando esta lucha, y en ese sentido me siento completamente agradecida de ser invitada, porque siento que la inclusividad es un asunto que nos tiene que corresponder a todos hacernos cargo de ella. No es una cuestión que queda solamente en la particularidad de los grupos que de alguna manera la necesitan o la viven, sino que, sobre todo, es algo que nos va a tocar vivir a todo el mundo. Porque nuestros cuerpos, nuestra propia vida, en su proceso de existencia, termina también en un momento en el cual se necesita de los cuidados, se necesita de la atención y de aceptar las debilidades que tenemos, como seres que somos. Tengo mucha ilusión por esta película y espero que sirva a todo este gran proyecto, de este gran movimiento, que es 'Quererla es Crearla'.

Estreia do filme

No dia 21 de Outubro de 2022, às 17:00h, ocorreu a estreia do filme no Auditório Sabatini do Museu Nacional Reina Sofía, C/. de Santa Isabel, 52 (Madrid), com a presença da Ministra da Educação e Formação Profissional, Pilar Alegría, diretores do Museu e toda a equipe do documentário, incluindo sua diretora.
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Reportaje Quererla es Crearla, la lucha por una educación inclusiva. Por Mario Panadero. Audiodescripción [AD]: Instantánea de la manifestación «Quererla es Crearla», en la plaza Callao de Madrid. Vista lateral de un grupo de personas, jóvenes y adultas, en plena manifestación. En la cabecera de la manifestación, una lona con el lema: «Quererla es Crearla: una escuela para una sociedad inclusiva. Por el cumplimiento de un derecho que beneficia a todas las personas». Junto a ella, una pancarta más pequeña con el mensaje: «Si tú lo dices, será». Mario Panadero - M.P. (v.o.):— Esta es la historia de una exclusiva que no tiene mérito porque trata sobre un tema del que nadie se ocupa. Trata sobre personas invisibles. [Música] Joven 1:— A mi tío lo intentaron expulsar de la escuela y tenemos un amigo que se llama Rubén que… M.P. (v.o.):— Este é o trailer de um documentário: 'Quererla es crearla'. Coletivos de famílias e profissionais de toda a Espanha que defendem uma educação inclusiva para pessoas que a Constituição ainda define como 'inválidos'. Há pouco tempo tentou-se mudar essa definição na Constituição e nem para isso foi possível um pacto de Estado, embora já ninguém se lembre. Carmen Saavedra - C.S. (v.o.):— Há pessoas que estão muito sensibilizadas… Aqui, há muitos movimentos sociais, mas o nosso nunca parece ser algo que diga respeito à sociedade. É como se fosse um problema privado, não é? Como era o mau trato há muitos anos, que era uma questão dessa família, pois… Pois é um problema nosso. M.P. (v.o.):— A que escola devem ir crianças e adolescentes com deficiência ou disfuncionalidade, crianças e adolescentes com síndrome de Down, por exemplo: escolas especiais ou a escola de todos com atenção especial? Carmen é mãe de Antón. C.S.(v.o.):— O facto de querermos que o Antón esteja onde estava a sua irmã, onde estavam todas as crianças da sua aldeia, foi como que uma excentricidade da nossa parte, não é? (Ironia) E que a partir daí, já que é um capricho ou uma excentricidade nossa, pois tínhamos de nos virar. M.P. (v.o.):— Buscarse la vida, um problema privado… São invisíveis. Indira Martínez tem 15 anos, síndrome de Down, frequenta uma escola regular e quer lutar por isso, pela inclusão. Indira Martínez - I.M. (v.o.):— É que eu vou continuar tentando a minha vida toda. Até ter 100 anos ou 90, ou os anos que forem. M.P. (v.o.):— O filme documentário 'Quererla es crearla'… Antón Fontao (o.v.):— Quanto mais olhamos para dentro, mais nos parecemos todos. Então, vocês olham para dentro e contam o que vos preocupa, o que sentem, como se sentem… M.P. (v.o.):—… é dirigido pela cineasta chilena Cecilia Barriga e parte da história de Rubén Calleja, um rapaz de León com síndrome de Down a quem foi negado o direito de permanecer na escola onde esteve toda a sua vida e foi forçado a matricular-se num centro especial. Após anos e anos de batalhas judiciais, a ONU determinou em 2020 que a Espanha tinha violado o direito de Rubén a uma educação inclusiva. A estreia do documentário reuniu em Madrid na semana passada famílias e profissionais da educação. Marta Casal faz parte de 'Quererla es crearla' e é, por sua vez, mãe de um rapaz com deficiência. Marta Casal - M.C.:— Pelo direito de ser como cada um é. Por não ter que estar nesses espartilhos de que falava o documentário, não é? Pelo direito de ser como somos. M.P. (v.o.):— É um tema difícil, cada caso é diferente, é preciso dinheiro e é preciso algo mais difícil de conseguir do que o dinheiro. Conta Nacho Calderón, professor de Teoria da Educação na Universidade de Málaga e porta-voz de 'Quererla es crearla'. Nacho Calderón - N.C.:— Ouvir. Ouvir as pessoas que não foram ouvidas. [Música]

Ficha técnica

  • Gênero: Documentário
  • Duração: 84’
  • Formato de gravação: HD
  • Som: Estéreo
  • IdiomaPortuguês (Brasil)
  • Legendas disponíveisPortuguês (Brasil) e Inglês
  • Ano: 2022
  • País: Espanha
  • Endereço: Cecilia Barriga
  • Produção de conteúdo: Florencio Cabello Fernández, Sandra Fernández Carrera, Ignacio Calderón Almendros, María Teresa Rascón Gómez, Fátima Solera Navarro, Luz Mojtar Mendieta
  • Assistente de produção: Fátima Solera Navarro
  • Câmera: Cecilia Barriga
  • Câmera 2ª unidade de gravação: Nacho Balancín
  • Som direto 2ª unidade de gravação: Ana Paula Bravo
  • Edição: Cecilia Barriga
  • Assistente de edição: Jaime Vidal
  • Pós-produção de imagem e som: Antu Ale Miranda
  • Produção: Projeto de Pesquisa “Narrativas emergentes sobre a escola inclusiva a partir do modelo social da deficiência. Resistência, resiliência e mudança social” (RTI2018-099218-A-I00), financiado pelo Ministério da Ciência, Inovação e Universidades.
  • Baixe o cartaz, disponível em JPG e PDF.
  • Baixe a ficha técnica, disponível em PDF.
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Descripción del tráiler: «Quererla es Crearla. Educación Inclusiva» Producción: Facultad de Ciencias de la Educación, Universidad de Málaga. Un documental dirigido por Cecilia Barriga. Con la financiación del Ministerio de Ciencia e Innovación. Contenido del tráiler: [Música épica] Escena 1: Reunión en un ambiente oficial con la ministra de Educación, Pilar Alegría, y el secretario de Estado de Educación, Alejandro Tiana. Dos jóvenes sentadas frente a ellos. Una de las jóvenes que se dirige a ellos. — Joven 1: «A mi tío [Rubén Calleja] lo intentaron expulsar de la escuela». Escena 2: Tres personas jóvenes en un espacio abierto con grandes cristales. Dos de ellas bailan. La tercera, con parálisis cerebral, está cerca de una mesa. Escena 3: — Joven 1 (v.o.): «Y tenemos un amigo, que se llama Rubén, que sí que lo echaron de la escuela». Escena 4: Un grupo de adultos y jóvenes en espacio abierto con coches, una mesa y barbacoas. El espacio parece un jardín. El grupo está sentado bajo un árbol, prestando atención. Escena 5: Una plaza pública con mesas de restaurante. Un joven camina con una mochila. — Joven 1 (v.o.): «Incluso la ONU, más adelante, cuando se enteró de este caso, dijo que fue discriminación.» Escena 6:De novo, na reunião com a ministra da Educação. A jovem insiste: — Jovem 1 (v.o.): «Gostaríamos que a senhora chamasse o Rubén para resolver isto.» A ministra, Pilar Alegría, acena com a cabeça. Cena 7: Um espaço ao ar livre com muros de pedra onde um grupo de jovens, com e sem deficiência, parecem conversar e sorrir. À medida que a câmara se move, capta mais jovens, alguns sentados no chão, a ler ou a brincar com a areia. — Adulto 1: « A minha diversidade funcional pode ir variando agora, em dois minutos, não é? A de todos. Por sermos humanos.» Cena 8: Pessoas de várias idades dialogam sentadas no campo, conversam entre si e com a pessoa que as grava, fora de plano. A câmara abranda lentamente em cada uma delas. — Adulto 1: «E, no entanto, vivemos completamente de costas para isso. E isso faz-me pensar, ao mesmo tempo, que tem de ser muito fácil mudar. Não sei como dizer, parece-nos um muro, mas digo… tem de haver uma brecha que faça isto cair.» Cena 9: Um grupo caminha pelos corredores de um edifício governamental em direção à reunião com a ministra da Educação. — Adulto 1: «Porque somos todos e todas.» [Música] Cena 10: En un entorno natural, con árboles y flores, una persona joven sigue a otra hacia un pequeño cobertizo. — Antón Fontao: «Cuanto más nos miramos hacia dentro, más nos parecemos todos. Entonces, si os miráis hacia dentro y contáis qué os preocupa, qué sentís, cómo os sentís… los que están fuera lo van a recibir como algo propio que les atañe, porque es verdad.» [Fundido a negro] Secuencia de imágenes: 1. Raúl Aguirre frente a una joven que se comunica con gestos. 2. Indira junto a un adulto y un joven que le prestan atención y sonríen. 3. En un entorno natural, una joven haciendo pompas de jabón. A su lado, una adulta sonriendo. [Música aumenta] Escena 11: Vista aérea de un grupo de personas en círculo, juntando sus manos en un acto de unidad y motivación. — Concha Casasnovas: «No estoy nada segura de que sea bueno soñar a nuestros hijos.» Escena 12: Primer plano de Raúl Aguirre tomando fotos en un entorno natural. Raúl mira a cámara. — Concha Casasnovas: «Raúl, desde luego, nos ha demostrado que es absurdo que soñemos por ellos.» Escena 13: Vista lateral de un grupo de jóvenes en un balcón con mascarillas, observando el entorno y lo coches circulando. Entre ellos, Antón Fontao. Escena 14:Vista grupal do grupo de pessoas participantes no documentário, compartilhando risadas, cumplicidade e abraços. [Fundido a negro] «Quererla es Crearla | Educação inclusiva.»

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Se você tem interesse em organizar sua própria exibição do filme, confirme um local, data e hora em sua localidade epreencha este breve formulário.

Assim que verificarmos que está tudo em ordem, enviaremos o filme juntamente com uma pasta contendo todo o material necessário para a promoção do seu evento: cartaz, sinopse, ficha técnica, photocall, dossiê de imprensa, imagens do filme para compartilhar com a mídia, guia para dinamizar o debate, etc. Alguns dos documentos estão preparados para serem editados e contextualizados em cada evento.Não pense mais e organize o seu!

Sinopse

“Quererla es crearla” é um documentário sobre um direito, uma necessidade, um desejo, um compromisso político e uma possibilidade: fazer com que em todas as escolas todas as pessoas possam aprender a viver juntas. Construir sociedades inclusivas exige desmontar os preconceitos que temos sobre a diversidade e as diferenças, para o que precisamos rever as escolas nas quais parte dos estudantes não se encaixa, é maltratado e segregado, enquanto o resto aprende a ver a discriminação como algo correto e desejável.

O filme reflete sobre esta realidade através de diversas histórias que se entrelaçam na defesa do direito à educação inclusiva. Começa com o caso de Rubén Calleja, que foi expulso de sua escola primária e obrigado a ser escolarizado em um centro de educação especial, algo que sua família se recusou a acatar. Após anos de luta legal, Rubén obtém o respaldo das Nações Unidas, com uma sentença pioneira contra o sistema educativo espanhol. A educação inclusiva é um direito fundamental, que possibilita a participação no mundo.

A história de Rubén é o fio condutor de outras lutas, mais profundas e complexas do que a jurídica, que compartilham um grupo de estudantes e suas famílias: as que se referem aos ideários compartilhados socialmente, à cultura, às políticas e às práticas escolares, que discriminam fortemente por capacidade, origem social, gênero, etnia, saúde, orientação sexual, nacionalidade, etc. Mas que também prejudicam aqueles que não se encaixam nessas categorias, porque ninguém consegue se ajustar à normalidade a que as escolas servem. Com o pano de fundo de uma luta que deve ser compartilhada por toda a população, este grupo de pessoas mostra a necessidade de sair de suas insuportáveis situações opressivas, ao mesmo tempo em que nos introduz nos sonhos cotidianos, simples e ilusionantes de qualquer pessoa, suas ações para torná-los realidade, as pequenas coisas que compõem o dia a dia… Mas, acima de tudo, o filme é o testemunho de um movimento coletivo: a inclusão não é algo distante e inalcançável, mas uma experiência real que muitas pessoas vivem hoje, que aprofunda a diversidade e, portanto, a nossa natureza humana.

Fotografia. Vista lateral de um grupo de jovens brincando com água num jardim. É um dia ensolarado. À sua esquerda, uma pessoa jovem com uma mangueira joga água; no centro, outra lança água de um balde a uma criança que parece divertir-se. À sua direita, outras duas, rindo, participam com baldes. Ao fundo, uma pessoa adulta observa a cena, enquanto outras conversam sentadas.

Colaborações na legendagem e acessibilidade do documentário

O processo de construção do documentário foi fruto de um trabalho colaborativo em que muitas pessoas participaram de forma altruísta. A elaboração das legendas, a interpretação em LSE e a audiodescrição foram desenvolvidas graças ao trabalho desinteressado de um grupo de pessoas e instituições às quais devemos um enorme agradecimento. Se quiser colaborar na tradução do filme para a sua língua natal, escreva-nos para info@creemoseducacioninclusiva.com

Real Patronato sobre Discapacidad

LSE

Centro de Normalização Linguística da Língua de Sinais Espanhola

Audiodescrição

Centro Espanhol de Legendagem e Audiodescrição

Legendas disponíveis

Radikales Desadaptadas

Radikales Desadaptadas

Inglês

Inés Martín Blanco e Caroline Brinton

Coreano

Danny Kim

Japonês

Takeshi Inohue

Francês

Gaud Fleury

Português (Brasil)

Pedro Pagni

Esperanto

David González Gándara e José Antonio del Barrio

Galego

David González Gándara

Catalão

Ana Casas Bartra

Euskera

Grupo de investigación KIDEON. Inclusión social y educativa (IT1475-22)

 

Legendas em processo

Russo

Inara Hasanova

Árabe (Marrocos)

Ibrahim Qatanani

Romeno

Simona Rotaru

Distribua

YAQ Distribuição

Logotipo de YAQ Distribución. Caricatura em preto e branco da cabeça de um touro sorridente.

Algumas produções científicas

  • CALDERÓN-ALMENDROS, I. & RASCÓN-GÓMEZ, M.T. (2022). Tecendo lutas pelo direito à educação: Narrativas coletivas e pessoais para a inclusão a partir do modelo social da deficiência.Pedagogia Social. Revista Interuniversitaria, 41, 43-54. Disponível emPDFeonline.
  • RASCÓN-GÓMEZ, M.T.; CABELLO FERNÁNDEZ-DELGADO, F. & CALDERÓN-ALMENDROS, I. (2022). Narrativas emergentes e transformadoras sobre educação inclusiva através do cinema documental. Trabalho apresentado noReunião Anual da American Educational Research Association 2022 (AERA). San Diego, EUA. PDF e online.
  • Cabello, F. e Rascón, M. T. (2019). Narrativas audiovisuais sobre resiliência e educaçãoRevista de Inovação Educativa, 19(80), 77-92.
  • RASCÓN-GÓMEZ, M.T., CABELLO-FERNANDEZ, F. & CALDERÓN-ALMENDROS, I. (2023). Como tornar o documentário social participativo uma ferramenta para a educação inclusiva? Trabalho apresentado no American Educational Research Association Annual Meeting 2023 (AERA), Chicago, EUA. Disponível em PDF e online.
  • RASCÓN-GÓMEZ, M.T. & CALDERÓN-ALMENDROS, I. (2024). Documentando um movimento. A educação inclusiva como protagonista. Trabalho apresentado na British Educational Research Association (BERA) Conference 2024 and World Educational Research Association (WERA) Focal Meeting. Manchester, Reino Unido. Disponível em PDF e online.